segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sufismo

Trechos sobre Sufismo extraído do meu livro ”Movimentos Religiosos dos séculos XI, XII, XIII.”

   A obediência do Islamismo acata principalmente aquela exigida nos cinco pilares básicos de sua religião. Todo Islâmico deseja, como respeito a eles, um dia ir dar suas sete voltas em torno da Caaba, na cidade sagrada de Meca e jamais esquece o Ramadã, etc. Enfim, cumpre cada um deles.

   Um Sufi igualmente os acata, porém interpreta a obediência também subjetivamente como um respeito aos princípios que regem homem e natureza. Note-se aqui a identidade de Mevlana Rumi, mestre sufi, a ele: ”Sou a névoa da manhã e a brisa da tarde. Sou o vento na copa das árvores e as ondas sobre o penhasco. Sou todas as ordens de seres e todas as galáxias girantes.”.

   O Islamismo ortodoxo é, sobretudo dogmático, obediente às regras estabelecidas no Corão.

O Sufi é, porém um místico que busca a identidade com o Divino. O pensar do ortodoxo islâmico lhe diz que Deus é para ser adorado, jamais buscado num interagir, numa experiência pessoal homem-divindade. Buscar o sagrado em seu íntimo lhe parece uma pretensão que se avizinha de uma heresia. Crê que a mesquita é a casa de Deus onde, em genuflexões, deverá cultuá-lo. Mas seu próprio corpo, sua personalidade pecadora estão tão distantes da perfeição suprema que desejar contatá-la pela meditação, pela mística, é certamente profanação.
   Já os Sufis dão uma veracidade, apoiada na própria origem do Islã, aos seus pensamentos místicos. Consideram ter sido Fátima, a filha do Profeta,e seu marido Ali que entre 661 e 633dc obtiveram de Maomé os primeiros ensinamentos do Sufismo nos quais estão expostos um caminho de experiências espirituais.
 
   Do Afeganistão nos veio o Mestre pacífico do Islã, Mevlana Rumi, que o propagou na Ásia menor, onde até hoje é idolatrado. É o grande inspirador das danças dervixes giratórias. A não necessidade de estar-se em templos ou no inserirmos em religiões organizadas para atingir o propósito de união com Deus, ele nos revela neste poema em que se imagina passando por locais e objetos sagrados:

  “Examinei a Cruz e os cristãos do princípio ao fim. Ele não estava na Cruz. Fui ao templo Hindu, ao antigo pagode. Em nenhum havia qualquer sinal d’Ele. Subi aos cumes de Harat e Kandahar. Olhei. Ele não estava no cume, nem no planalto. Resoluto ascendi ao topo da montanha de Kaf. Lá só havia o lugar do pássaro Anqa. Fui á Caaba. Não O vi lá. Contemplei meu coração. E, nesse lugar eu O vi. Não estava em nenhum outro “

Rumi, criador da dança Sama, a dança giratória dos dervixes.


   Aos trinta e sete anos Rumi encontrou um andarilho de nome Shamas ad Din, um místico apaixonado pelo amor a Deus e as suas criaturas, e fez dele o seu Mestre. Sua adoração a ele, os versos que este lhe inspirou estão entre os mais belo da arte poética, escritos em persa. Em muitos, enfatizou a grande saudade que sentiu do seu Mestre após a morte dele. Tal episódio daria a característica da Escola de Dervixes Girantes que depois criaria: A evolução espiritual obtida só através de um Mestre. Segundo ele afirmava: o homem faz parte de uma unicidade entre seres, jamais poderia evoluir sem o concurso de outro alguém.

   Rumi em sua orientação a seus dervixes, sempre deu ênfase à tolerância, sendo conhecido no Sufismo como “Mestre do Amor”. Afirmava que rasgaria toda a sua erudição, sua intelectualidade, se fosse necessário sacrificá-las, para desenvolver mais amor.



Informações para a compra do livro pelo fone: (51) 33 46 22 85.

Pitonisas & Sibilas

Pitonisas e Sibilas (extraído do meu livro “A Diversidade dos Mitos”)

   Ouvir profecias foi um hábito constante dos povos etruscos, romanos e gregos. Os centros proféticos se multiplicavam em suas localidades. Porém, o mais famoso foi, sem dúvida, o de Delfos, dedicado a Apolo. Situado no sopé do monte Parnaso, num magnífico cenário natural, donde se podia descortinar boa parte da Grécia, para lá acorriam pessoas de muitos países para consultas, homenagens e oferendas ao deus.

   Os textos homéricos são ricos em citações a este templo onde Apolo, deus do sol e da profecia, se revelava ao mortal através de suas profetisas.

   Passado o inverno, quando o sol retornava à Grécia, o mito nos diz que Apolo voltava do paraíso hiperbóreo para Delfos, onde o esperavam as suas Pitonisas.

   O nome destas sacerdotisas provinha da serpente Pytton. Esta, após o grande dilúvio que devastara a Grécia, ao primeiro raio de sol enviado por Apolo para recuperar um solo lamacento, havia surgido das profundezas da terra.

Delfos, o lugar sagrado das profecias de Apolo proferidas através das pitonisas.

  As interpretações de Pytton são divergentes. Dependem de como se entende a simbologia das serpentes. Alguns vêem nelas a potência do mal que, surgida das entranhas da terra, foi morta pela luz de Apolo. Para outros, correspondem ao símbolo da sabedoria, que após um grande impacto que destruiu tudo o que era negativo, surge com toda a força, encontrando-se com a luz sagrada de Apolo.

   Como as pitonisas são encarregadas de trazer aos seus consulentes a sabedoria profética do deus, é possível que a serpente Pytton corresponda à segunda interpretação.

   Para receberem o beneplácito do deus e fornecerem oráculos corretos, as pitonisas se purificavam nas águas da fonte sagrada Castália. Entrando depois no templo, situado em enorme caverna, encaminhavam-se a um salão indo mascar folhas de louro, sentadas sobre um tamborete de três pernas. Este, colocado exatamente sobre uma fenda de onde emanavam vapores causadores de tonteiras, as capacitavam ao transe. Momento sublime-segundo acreditavam- quando Apolo lhes falava

   Sacerdotes anotavam e transmitiam o que as pitonisas balbuciavam entre estremecimentos convulsos. Tais sacerdotes por vezes deturpavam a seu bel prazer o que era recebido conforme suas conveniências. Contudo, muitos deles até influenciaram positivamente o desenvolvimento das cidades gregas, dando informações que vieram a auxiliar em guerras e colonizações, dando aos oráculos uma importância inegável.

   Além das Pitonisas, contava-se para adivinhações, profecias e oráculos ainda com Sibilas. A que melhor sobressaiu-se foi a de Cumes, local da Itália onde existiu uma gruta-santuário de Apolo. Esta Sibila notabilizou-se principalmente por seus famosos livros (os Sibilinos). Neles, ela teria predito os destinos de Roma e seriam sempre revistos como orientações em épocas de grandes crises.

   A Capela Sistina nos apresenta, em magníficos afrescos de Michelangelo, uma serie de Sibilas. Algumas portando galhos de louro, mas todas com manuscritos ou livros às mãos num simbolismo da sabedoria que Apolo lhes transmitia.

A Sibila de Cumes, pintura da Capela Sistina.

   Eram privilegiadas por este deus solar, mas ele se tornava implacável quando alguma delas se negava a amá-lo

   Assim aconteceu com a Cassandra, filha do rei de Troia. Apolo lhe deu o dom da profecia, desejando em troca o seu amor. Porém, quando ela lhe resistiu, ele, decepcionado, lhe impôs um castigo. Ninguém jamais acreditaria nas profecias saídas da boca de Cassandra. Isto resultou em desastres, posto que suas advertências de que Páris ao roubar Helena causaria a destruição de Troia, não foram ouvidas. Nem tampouco seus avisos proféticos de que o célebre “Cavalo de Troia” era um perigo iminente, uma grande farsa que os gregos impingiriam aos troianos.

   Nem a Sibila de Cumes, tão famosa, subtraiu-se à ira de Apolo. Ele a queria tanto, que prometeu dar-lhe tudo o que desejasse. A Sibila então pegou um punhado de areia e lhe pediu tantos anos de vida quantos grãos tivesse nas mãos.

   O deus notou que ela esqueceu-se de pedir-lhe uma paralela juventude eterna. Ainda usou esta promessa para tentar convencê-la. Porém, quando ainda assim ela recusou-se a ele, Apolo deixou que ela envelhecesse. Os anos de vida da Sibila permanecerão por séculos incontáveis, mas seu corpo degenera sempre.

   Em angústias terríveis a Sibila se arrepende de ter querido viver tanto e ter recusado amar Apolo.

  


quinta-feira, 7 de junho de 2012

São João Batista

A Judéia do tempo de Jesus vivia à espera do Messias prometido pelos profetas. De vez em quando, surgiam pregadores a anunciá-lo. Porém, nenhum com tanto empenho como o fez João Batista. Foi ele o verdadeiro precursor do Cristo, vendo sempre nele o messias esperado. Pertencia à seita dos Nazaritas e introduziu o batismo para aqueles gentios que se convertiam às suas idéias de pureza. Seu batismo foi mais tarde adaptado ao Cristianismo.

   Batizava nas águas do Jordão e também exorcizava pessoas pretendendo lhes tirar o mal antes de batizá-las. Exorcizava de maneira muito rude e clamava-as à praticar o bem com muita veemência,numa maneira muito diversa da pregação tranquila de Jesus. Ficou conhecido como “A voz que clama no deserto”.

   Era primo de Jesus e dedicou-se primeiramente a propagar a próxima vinda do Messias. “Quando perguntado se não era ele próprio o Messias respondeu:” Não sou eu. Ele é alguém a quem não sou digno de lhe amarrar a correias das sandálias.”

Ali no Jordão, recebeu Jesus que, humildemente, se deixou batizar por ele. . Foi a primeira pessoa que reconheceu no Cristo “O filho bem amado de Deus”, o Messias. Passou dali a diante a chamar a atenção para aquela presença libertadora do Cristo que chegara à Judéia após estar muitos anos fora dali.

  Quando começou a acusar a imoralidade do governo da Judéia e seus seguidores começaram a aumentar muito, Herodes temeu que ele fizesse uma rebelião e mandou decapitá-lo. Morreu no ano 26 DC. A linha espírita o tem como a reencarnação do profeta Elias.


  Hoje o comemoramos no dia 24 de junho que segundo a tradição é o dia de seu nascimento. Costumamos acender fogueiras para homenageá-lo,hábito que nos vem desta lenda: Maria,mãe de Jesus e Izabel, mãe de João Batista eram primas. Maria morava na base de uma colina enquanto Izabel morava no seu cimo. Como Izabel estava nas proximidades de dar á luz, a prima combinaram então que quando Izabel começasse a sentir as dores do parto, avisaria à Maria, acendendo uma fogueira no alto da colina. Assim ,quando João Batista nasceu, em frente de sua casa, uma fogueira estava acesa.

A Voz das Cataratas

Lembrança de uma viagem à Foz do Iguaçu.


   Vem e contempla-me! Sou a força das águas, a firmeza da rocha, a maciez do musgo e a graça das Ondinas diante de ti, exibindo-se.

   Vem! Prosterna teu ser ante minha beleza! Absorve-a em toda sua plenitude! Ela é a vigorosa manifestação de um poder altíssimo e toda a fragilidade em ti se renovará, agora.

   Extasia-te no vai e vem incessante, no cair, espargir e rolar das minhas águas! Todo momento de beleza faz de ti um novo homem. Aqui, teu eu antigo morre para que outro eu mais enriquecido, o substitua.

    Neste refúgio onde a natureza revela a ti sua exuberância, deixa tua emoção externar-se toda! Se ela vem à tona, chore! Teu pranto é teu ser sofrido a pedir pureza, fé e paz. Aqui, os deuses marinhos, as Náyades, as Ondinas, saltitando nos respingos à superfície das cascatas, lavam teu pranto, imprimem em ti a alegria perfeita da comunhão entre o frágil e o potente, o homem e o Divino.



   Não olhes com temor minha força e meus abismos. Se num passo de imprudência fosses por eles arrastado, o mesmo poder que aqui se manifesta, te daria nova oportunidade, te faria renascer para outra experiência de vida.

   Ouve no marulhar das águas a voz dos deuses e tranquiliza-te! È a ti que eles dizem: ”O ciclo do sol que morre na tarde, mas renasce pela manhã em feérico Arco Iris sobre minhas águas, é o símbolo de tua própria imortalidade!”.

   Agora que deixaste a intensidade de minha beleza fluir para dentro de ti, olha a teu redor e observa teus companheiros! Errarias se julgasses que algum entre eles fosse indiferente, superficial e volúvel à grandeza do mistério que encontraste aqui.

   Nenhum homem vê a face de um Deus que não seja por ela tocado! Cada um de teus companheiros tem agora seu mais íntimo ser reverentemente prosternado ante um poder capaz de mover, com tal magnitude, rios e oceanos.

   Abençoa agradecido o êxtase que aqui tiveste e volta às tuas lidas diárias. Nenhuma partícula desta beleza que te tocou  se extinguirá! Quando a julgares distante, perdida, ela voltará a fustigar teu pensamento, te dará novo impulso de força e fé.

   Vai, na certeza agora, de que encontraste aqui a grandiosidade de um Absoluto Ser que, diante de ti desejou mostrá-la.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Concha (Grande Símbolo do Caminho de Compostela)


(Trecho extraído do meu livro:” A Influência de Crenças e Símbolos” .Informações sobre o livro pelo fone 051- 33462285)


  A chamada “Vieira” que se conserva até hoje como o emblema dos peregrinos deste caminho, tem origem do seu culto no Paganismo.

   No estudo semântico de sua palavra, aparece primeiramente nomeada de “Concha Veneriae”, o que na língua galega transformou-se em Concha Vieira. È possível que devido a ser o símbolo da fertilidade, dizendo respeito à sexualidade, portanto a palavra venéreo seja

esta a sua significação correta. Porém, lhe dão também outros significados, como Veneriae com o sentido de venerar e ainda Vieira, com o significado de Via, Caminho.


   Foi um símbolo pagão indissoluvelmente ligado à deusa Venus, que segundo o mito, surgiu na ilha de Chipre, gerada dentro de uma concha, por geração direta do céu Urano e da umidade do mar. Era chamada por isso pelos gregos de Venus Genitrix.

   Venus foi na Antiguidade a patrona das enseadas marítimas e também dos navegantes. Acreditava-se que recebia com amor maternal em seu seio os náufragos. Foi cultuada, sobre uma concha pelos Druidas que cruzavam o Caminho de Compostela e iam fazer suas asceses no Finisterra, extremo de praia galega, conhecido então no continente europeu onde , segundo crenças pagãs, sobreviventes sábios de um dilúvio ali haviam aportado e deixado suas energias espirituais.

   Na crença de que o mar seja a origem geradora da vida, e tendo a deusa de um amor tão carnal como espiritual saído de uma concha, esta passou a representa a fecundidade. A concha é então relacionada ao seio materno, à vagina feminina, ao útero, lugares de nascença.


   Quando na Idade Média os cultos pagãos do Caminho se transformaram no culto ao apóstolo Tiago, a Igreja no afã de apagar ali os ritos que tinham sempre a presença da concha entre eles, fez difundir lendas que lhe davam origem mais recente. Numa delas é contado que um cavaleiro arrastado com seu cavalo mar adentro, teve a visão do apóstolo Tiago, que surgindo o salvou empurrando-o de volta às areias. Ao chegar ali, o cavalo e o corpo do cavaleiro estavam cobertos de conchas.

Esta e outras lendas cristã fizeram com que elas passassem a ser não mais o símbolo da Venus pagã, mas do apóstolo.

   As praias da Galícia já foram ricas em conchas, e como os peregrinos que no Medievo, iam ali ao túmulo de Tiago, ao retornarem a seus países, levavam uma concha como testemunho de terem estado lá, isto as ligou definitivamente à figura do apóstolo.


   Por ser a concha o símbolo materno da concepção, é relacionada também à deusa do amor Iemanjá do culto Afro que, segundo seus mitos, foi escolhida por Olurum, o seu deus supremo, como mãe de todos os seus orixás. Hoje, no Caminho de Compostela, pela grande conotação apenas  de lembrança turística que se fez em torno da concha, sendo sua representação encontrada   em todas as espécies de materiais, ela é muito mais um recurso de comércio do que a busca sincera de um milagre espiritual. Contudo, a concha, que também deixa sair de dentro de si a mais bela das jóias, a pérola, que possuindo uma forma oval representa também o órgão gerador feminino, continua ainda sendo para muitos homens o amuleto mais perfeito da fecundidade.


   Uma das lendas do mito de Atlântida conta que seus moradores possuíam como amuleto uma gigantesca concha. Ela recebia dentro de si energias celestes que tornavam fecundos todos os empreendimentos dos atlantes. Porém estes passaram a exorbitar do poder que lhe estava sendo conferido, fazendo os mais surpreendentes desatinos no campo da magia. Um dia a concha caiu no oceano adentro e eles a perderam. Desde então a civilização atlante passou a decair, sua fecundidade material e espiritual os abandonou, Depois, de cataclismos em cataclismos o continente acabou também por afundar no mar.

   Lendas e cultos para a concha existem inúmeros, porém o que realmente imortalizou com mais perfeição este símbolo de fecundidade foi a arte de Boticelli, co seu magnífico quadro “O Nascimento de Venus”.

Iniciação & Discipulado

O Budismo nos apresenta duas principais formas de evoluirmos. Através do Budismo Hinayana e do Budismo Mahayana.  Ambas se chamam “A subida da montanha”. Na 1° se contorna a montanha, se evolui sozinho, apenas pela adoração à luz interna. Exemplo disto é o Budismo Zen . O 2° é aquele em que subimos a montanha dando a mão a um mestre, fazendo um discipulado. É deste ultimo sistema iniciatório que vamos tratar aqui.


   Ao trilharmos este caminho, temos a grata sensação de não sermos seres isolados, deixados a sós com nossas dificuldades. Sentimos que a lei divina é tão sábia na garantia da nossa evolução que mantém a possibilidade, através da lei da unicidade entre os seres, de termos um relacionamento constante com os nossos irmãos que evoluíram antes de nós, os assim chamados “irmãos mais velhos”, mais conhecidos na história esotérica como “Mestres”. É contado que eles fazem parte de um grande agrupamento de protetores da humanidade conhecido como “A grande Fraternidade Branca”. Eles intuem a mente de todos os homens que se unem emocional e mentalmente com eles. Teriam surgido como uma Fraternidade na 5° sub-raça Atlante, após um dilúvio que castigou os habitantes transgressores do continente Atlante. Seriam homens que haviam evoluído muito nas raças anteriores e buscavam auxiliar aqueles que entre tantos decaídos buscavam evoluir conscientemente. Desejavam também preparar um grupo escolhido para ser semente das idéias das novas sub-raças e raças que viriam depois. È o momento histórico que os esotéricos chamam de Portal da Iniciação. Este trabalho segue até hoje orientado por três grupos: Manus, Bodhisatwas e Choans.

   As iniciações foram muito usuais no Egito antigo, para onde chegavam pessoas de longe para fazer as iniciações de Isis e Osires. As portas dos templos iniciáticos eram abertas a todos, mas poucos chegavam ao fim da iniciação. O 1° interrogatório feito entre o sacerdote e o candidato, se este fosse julgado não preparado a conhecer os mistérios do templo ,  já era recusado. A isso Jesus se referia quando dizia “Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.” Na iniciação esotérica chamada discipulado a finalidade é além de garantir nossa própria evolução, nos preparar também para sermos cooperadores na magna Obra, que é o trabalho desenvolvido pelos membros da Grande Fraternidade Branca em favor da humanidade. Nos templos egípcios, após uma preparação de anos em matérias como música, medicina, história e naturalmente conhecimentos dos princípios divinos, o iniciando recebia o grau de iniciação chamado 2° Nascimento. Passava por provas dificílimas onde enfrentava terrores, resistências física e de resistências à seduções sensuais.O rito lhe exigia que deitasse num sarcófago a ali passasse as sensações de morte.  Finalmente, entrava em uma bem aventurança muito grande, sendo recebido como um ressuscitado. A afro brasileira, que tem origem na África, trouxe para o Brasil a tradição da iniciação. Uma noviça do Candomblé para tornar-se uma Yiawô, só após uma iniciação de sete anos, é considerada capaz da missão de servir ao orixá escolhido e transmitir depois o axé as iniciantes. Perde então a sua personalidade social externa ao terreiro, para num rito de 2° nascimento, receber um nome interno.



   Para iniciar-se um Discipulado, fazemos votos conosco mesmos para um encontro não necessariamente físico, mas intuitivo e telepático com aquele que será o orientador de nossa iniciação. (geralmente porque há uma similitude de raio entre nós e ele, do papel a cumprir etc, com a diferença que o iniciador já evoluiu muito mais) Então aqui já aparece diferença entre Hinayana e Mahayana.  O único mestre que o Hinayana adora é Maytreia, porque Maytreia é a força crística, não pertencendo aos mestres iniciadores.

   O primeiro passo na Iniciação é chamado de Caminho Probacionário. Neste degrau, cultivamos qualidades. Conhecemos a nós mesmos, identificamos nossas fraquezas. É o degrau da vigia sobre nós. Temos acesso aos fundamentos rudimentares dos Princípios Divinos. Se a par destes ensinamentos começamos o esforço de nos corrigirmos, entramos para os cuidados de um discípulo dos mestres. Assim como não colocamos professores universitários para lecionar o primário, também os mestres não se ocupam individualmente conosco, neste período pré-iniciatório. Geralmente, os fundamentos de sabedoria que recebemos são testados em ocorrências diárias, e situações difíceis nos vêm umas após outras. Então,o Caminho Probacionário é geralmente muito doloroso. Chamado também de Câmara do Aprendizado, pode levar 10, 20 anos ou uma vida toda. Geralmente a pessoa que entra nos estudos esotéricos fica deslumbrada de contar com um mestre iluminado e pensa em fazer a Iniciação em pouco tempo. Porém, não existe isto de alguém fazer um curso intensivo de Iniciação, isto é ilusão. O Probacionário requer longos preparos e testes, mas não é algo que se vença através de técnicas. Como o 2° passo vai nos colocar em contato com o mestre (contato mental, não necessariamente físico) o mínimo que nos é requerido no Probacionário é atingir um constante estado de tranquilidade emocional, uma ausência de impulsos, de rompantes, de comportamentos negativos não controlados, para nos tornarmos afins à tranqüilidade do corpo emocional do mestre. Por isso, se diz que o caminho Probacionário é o mais longo a se vencer.

   Segue-se depois o degrau do discípulo aceito. Entramos no caminho iniciatório propriamente dito, que constará de 5 degraus. A virtude, a qualidade que o discípulo mais tenha em preponderância, é a que será aproveitada pelo mestre. Geralmente, acontece uma aproximação maior do mestre, quando o discípulo possui uma virtude que o mestre esteja a necessitar no momento, para beneficiar um local, ou para abrir uma sociedade, seja ela política ou religiosa etc.As virtudes podem ser: uma capacidade de liderar, uma energia curativa, uma facilidade de escrever ,energia física etc.

   Telepaticamente o mestre vai sugestionar o discípulo com um objetivo, com um ideal a ser realizado num pequeno período. Cabe ao discípulo formular os planos para realizá-lo. O mestre apenas o observa e derrama energia sobre o trabalho. E o discípulo pode tornar-se um canal perfeito para a luz do mestre se irradiar. Se o discípulo não corresponder, o mestre vai se afastando até porque quando um discípulo inicia um trabalho, pode vir à tona defeitos como vaidade, concorrência com outros etc que impossibilita uma ligação com a pureza do mestre. Muitas vezes o trabalho externo que o discípulo inicia tem prosseguimento, mas, na realidade, a Iniciação foi interrompida.


   Se há continuidade, os graus iniciatórios se sucedem e ao discípulo são dados sempre encargos maiores porque o mestre cumpre o preceito bíblico; ”Bom e leal servo, no pouco me fostes fiel, no muito te colocarei.” Este muito se refere naturalmente não só a encargos, mas também a conhecimentos espirituais.

   A iniciação dos discípulos do ocidente é bem diferente da oriental. Geralmente os ocidentais não necessitam isolar-se da sociedade, entrar em mosteiros, seu trabalho é aproveitado dentro de uma colocação cármica de família, profissão etc .O discípulo oriental de mosteiro  segue ritos muito simbólicos, como a colocação em suas mãos de cetros , de imãs que atraem forças para a personalidade. Porém, tais cerimônias são feitas nos últimos graus das iniciações, pois atraem forças que passam pela coluna. Assim vemos como é prematuro mexermos com forças da coluna sem termos ainda preparo. Aqui, no Ocidente, nossas forças são enviadas pela intermediação do mestre se não estamos ainda nos últimos graus. Sem nos expor a perigos.

   O mestre que se une a discípulos chega a eles em relação ao raio ao qual o discípulo pertence. Em acordo ao seu raio o discípulo serve a um mestre do mesmo raio. Os do 1° raio desenvolvem a liderança ou servem a algo administrativo. É através disso que evolui. Este é um raio que provoca muita vaidade, tentações de riquezas, de poder por isto é o mais difícil de transpor, aquele que cria mais carma.

   Aqueles do 2° raio são induzidos pelo mestre a estudar simbologias, filosofias, mitologias, doutrinas para que neles descubram os princípios divinos e os transmitam se for possível. Como o discípulo mexe muito com o intelecto, às vezes se afasta da devoção à sua própria Luz, ou também entra na vaidade do poder intelectual.

   Os do 3° raio são postos em situações sociais lastimosas para os sensibilizar e fazê-los dedicar-se a elas Temos como exemplos os repórteres de guerras e cataclismas.O perigo de uma sensibilidade exagerada será a depressão, onde o discípulo perde o sentido de viver, não consegue mais  enxergar os planos divinos por trás  dos  erros humanos. Como observamos, todo o trabalho de iniciação é difícil e requer muito equilíbrio. Os discípulos do 4 ° raio têm acesso aos devas da natureza , são estimulados em seu  gosto artístico para que sirvam no setor da arte.Os do 5° raio geralmente são afastados de interesses religiosos para que se concentrem apenas na Ciência.,que requer uma dedicação mais dirigida , mais integral. Chamo aqui a atenção para este raio. Muitos esotéricos têm por hábito criticarem a ciência. Os discípulos deste raio só podem evoluir através do deslumbramento que as descobertas científicas lhes trazem. Por exemplo : Quando um cientista estuda um planeta, e se depara com a grandeza do universo ou quando estuda genética e vê a complexidade da forma, ele entra em estado de reverência pela vida, que chamamos de estado satwa, um estado de identidade com a beleza que enriquece seu corpo causal e é assim que ele evolui. E, para a humanidade são figuras chaves para o processo civilizatório.

   Aos discípulos do 6°raio é requerido organizar associações, agrupamentos, tudo o que unifique forças. Os do 7° raio são inspirados a que mudem situações cármicas que levem à liberdade. Geralmente ligam-se aos discípulos do 6° raio. Líderes que trabalham em revoluções, que lutaram com idéias para libertar seu país da opressão, pertencem ao 7° raio.

   Quando se estabelece o intercâmbio mestre-discípulo a finalidade do mestre é que ele, o discípulo, se torne um canal límpido para a sua luz. Exemplificando: Um local necessita de uma determinada virtude. Então, vários discípulos que têm aquela virtude latente ou já trabalhada, são escolhidos para difundir esta energia sobre aquele local. O mestre servirá como vórtice daquela energia e os discípulos os seus  fios condutores. Por isso existe a famosa frase difundida “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. Refere-se a preparação feita no caminho probacionário e depois ao 2° grau onde o mestre aparece. Existe, porém eventual e raramente discípulos que chegam a esta encarnação com o probacionário já cumprido No probacionário o ser inferior do discípulo às vezes se rebela contra a impessoalidade que a consciência dele está dando aquele trabalho, cuja única recompensa é a sua evolução, pois no discipulado a aquisição de poderes psíquicos ou poder monetário é descartado.

   Um livro recomendado para quem entra no discipulado é o Bagavath Gita,um livro do Bramanismo pois na relação de Arjuna com Krishna são mostrados os conflitos íntimos de um discípulo. Para os iniciandos são dadas aulas durante o repouso do sono onde o mestre orientador o instrui.

   Na antiguidade, sobressaíram-se dois grandes iniciadores Hermes Trimegisto no Egito e Pitágoras ,na Grécia,sem contarmos com as centenas de iniciadores que trabalhavam anonimamente nos templos de mistérios iniciáticos.

   A iniciação é enfim um processo de auto expansão da consciência através de um discipulado.

terça-feira, 6 de março de 2012

Três Mulheres Notáveis

No Dia Internacional da Mulher lembremos estas três mulheres notáveis: Aisha , Florence Nightingale e Teano.



Aisha, a 3° esposa de Maomé.


   Enquanto o Profeta do Islã foi vivo, Aisha, sua esposa favorita, a quem Maomé dizia amar sobre tudo na vida, foi a única entre suas muitas esposas que, segundo a tradição, era inteligente o suficiente para inquiri-lo  sobre os privilégios que Alá dava ao Profeta e sobre a preferência que era dada pelo Alcorão aos homens, ao considerá-los os únicos verdadeiros fieis, merecedores portanto das graças maiores de Alá.


   Nas batalhas pela implantação do Islã, as esposas do Profeta , que eram 12,o acompanhavam para suprir os guerreiros de água, alimentos e fazerem enfermagem.


   O genro de Maomé, Ali, que nunca gostara de Aisha, aproveitou-se do episódio em que ela se perdeu do grupo militar e foi salva um dia depois por um beduíno, para acusá-la de adultério. Maomé, contudo, apaixonado por Aisha, sonhou que Alá lhe dia que ela era inocente. Evitou assim que ela sofresse o castigo comum para uma mulher adúltera: ser apedrejada.



   Após a morte de Maomé, Aisha iria revelar sua personalidade guerreira. Sem querer entrar aqui no mérito de quem merecia ser o substituto do Profeta, se os seus  amigos como Abu Beck , pai de Aisha , o 1º califa islâmico,depois Omar,depois Uthman, ou os seus parentes com prioridade para Ali, seu genro,o que quero salientar é  que Aisha teve papel de destaque nesta disputa , nesta primeira guerra civil do Islamismo, luta que gerou as facções Sunitas e Xiitas que se agridem até hoje .Aisha juntou-se à facção dos amigos ( hoje Sunitas), e montada num camelo à frente de uma tropa, clamava pelo afastamento de Ali.


   Nesta batalha, chamada de “Batalha do Camelo”, pois sua líder vinha montada num deles, a vitória coube a Ali e Aisha foi feita prisioneira. Tinha na época apenas dezessete anos e viveu sempre depois confinada à uma prisão domiciliar.


   Aisha foi de grande importância para a formação da” Suna”, um código ético que guia os muçulmanos Sunitas. Possuidora de uma memória excelente, contava a respeito de suas conversas com o Profeta, das palavras que ele havia dito e de como ele agiria em determinadas circunstâncias, dedicando-se assim a resolver inúmeras dúvidas dos seguidores. Tais testemunhos chamados de Ahadith, que são numerosos, pelos menos 2.000 deles foram transmitidos por Aisha, tornando a Suna o grande orientador de um islâmico Sunita.


   Entre as tantas esposas do Profeta foi Aisha a única que contribuiu após a sua morte, para a propagação de sua obra.


   Se pensarmos que Aisha estava inserida num período histórico em que às mulheres eram confiados apenas trabalhos secundários e também inserida num novo credo que as colocavam em situação inferior aos companheiros homens, por sua inteligência, liderança política e guerreira, Aisha sobressai-se como uma figura ímpar em seu tempo.


Hoje, contudo, sua personalidade gera inúmeras contendas e divergências. Sua imagem é denegrida pela facção contrária à sua  e também religiões avessas ao Islã acusam o Profeta Maomé pelo fato de haver se casado com Aisha quando ela era apenas uma criança que acabara de fazer nove anos.

Florence Nightingale, a” Dama da Lâmpada”.


   Nascida em Florença em 1820, uma época em que a profissão de enfermagem era exercida por mulheres muito pobres, serviçais e prostitutas que seguiam os exércitos. Sendo ela de família rica, teve que lutar contra os preconceitos paternos para dedicar-se ao seu sonho de servir nesta área.


   Com trinta e um anos conseguiu tornar-se enfermeira, indo trabalhar num instituto protestante da Alemanha. Sobressaindo-se em seus serviços, foi logo convidada a superintender um hospital de mulheres inválidas em Londres. Tornou-se, porém uma personalidade notável, quando a Rússia invadiu a Turquia no conflito conhecido como “Guerra da Criméia”. Ali, chegou um número estimado em 8.000 soldados, entre eles britânicos e franceses em auxílio à Turquia.  Foi quando os jornais britânicos passaram a criticar as péssimas condições hospitalares nos campos de batalha, onde esse número imenso de militares estavam expostos a doenças contagiosas como a cólera e o tifo, que o secretário inglês para negócios de guerra, lembrou-se de nomear Florence para supervisionar as condições das instalações de atendimento de saúde na região, além de encarregá-la de escolher uma equipe de enfermeiras sob o seu comando.


   È ali em Constantinopla, em meio a 30 enfermeiras escolhidas, que Florence irá mostrar também a sua grande aptidão para Matemática e Estatística. Ultrapassava nesta ocasião aquela imagem merecida de alguém exposta a riscos entre péssimas condições de higiene, dedicada à cabeceira de doentes que lhe valeu o título de “A dama da lâmpada”. Seu conhecimento de matemática, raro nas mulheres de sua época, lhe foi ali muito útil, pois conseguiu que a taxa de mortalidade caísse vertiginosamente quando organizou um sistema de planilhas, onde calculava e acompanhava a piora e melhora dos pacientes, gráficos tão criativos que geraram uma estatística hospitalar até hoje usada.



   Muito versada em história e línguas, escreveu perto de 200 livros e panfletos. Poeta, filósofa, absolutamente desprendida de sua própria pessoa, ali exposta a doenças epidêmicas, reformou, enfim, a saúde daquelas forças armadas, com uma imensa dedicação e inteligência. Florence Nightingale foi sem dívida uma das grandes mulheres do sec.XIX .
PS Em homenagem a esta mulher dei o seu nome à uma de minhas filhas.


Teano, discípula e esposa de Pitágoras.


   O Pitagorismo foi a doutrina mais florescente do sec. VI AC e de grande influência no mundo antigo.Porém, não teria se perpetuado se sua discípula e esposa lutando contra todas as perseguições feitas a esta doutrina após a morte do mestre, não houvesse se dedicado a propagá-la.


   Só Teano era a discípula que entendia a dor de Pitágoras em relação aqueles infelizes que em barcas, saiam em grande número da Grécia, chicoteados por correias eriçadas de pregos para serem vendidos como escravos na Àsia; só ela possuía a perspicácia suficiente para ver que ele tentava com sua doutrina da Tríada Sagrada, com sua ciência dos números, elevar a alma dos homens a uma harmonia, ao respeito mútuo; só Teano  entendia que sua ciência experimental abria as portas de um desenvolvimento de consciência pois induzia a uma completa reorganização da vida , aplicando as suas idéias à educação da juventude e a vida do Estado.


   Ela mesma, em seus 28 anos, declarou-se ao mestre de 60 anos, e ligou-se a ele por um amor apaixonado e um entusiasmo sem limites. Seu casamento com Pitágoras completou as grandes realizações do mestre.


   Conta-se que alguém perguntou a Teano quanto tempo era necessário para que uma mulher se tornasse pura e ela teria respondido:Se viver com o meu marido, conhecerá muito logo a verdadeira pureza, se for com outro, talvez nunca a encontre.


   Extremamente versátil, além de cientista e filósofa, foi uma mulher de intensa dedicação familiar. Criou com a família que deu a Pitágoras (6 filho ) um verdadeiro modelo para os membros da Ordem Pitagórica.Sua casa era chamada de” O Templo de Ceres” e o seu jardim era citado como o Templo das Musas pois nele Teano promovia festas domésticas onde dirigia sessões musicais.



   Reconhecida como a primeira mulher matemática, foi autora também de vários escritos sobre o tema preferido de Pitágoras: Cosmologia. Compactuava com os ideais pitagóricos de eliminar a demagogia política existente em Crotona , quando seu mestre introduzia na escola iniciática que criara, a idéia de um governo escolhido e gerido pela ciência e pela virtude. Ideal temerário, pois quando a Ordem Pitagórica tendia a tornar-se a cabeça do Estado com ramificações em toda a Itália meridional, a grande inteligência e sedução exercida pelo grande sábio,gerou ódios violentos.Um dia em que na sede da Ordem se encontravam trinta e oito membros, o déspota  tribuno de Crotona mandou cercar a casa e lançar-lhe fogo . Todos que estavam dentro morreram, inclusive Pitágoras.


   Dali em diante, mais irá se evidenciar a personalidade atuante de Teano que reuniu os filhos e passou a manter os mesmos ideais de um estado governado por homens virtuosos, em uma nova escola.


   Entre seus livros temos “Cosmologia”,” Teoria dos Números”,  “Construção do Universo” e naturalmente uma biografia de Pitágoras.


   É contado que quando era diretora da nova Ordem, Teano foi torturada para revelar conhecimentos que seu marido achava por bem não deixar cair em mãos pouco dignas de os usarem, e que Teano resistiu calada sem nada revelar, às torturas inarráveis.


   Seu tratado filosófico intitulado “Sobre a Virtude” diz bem do pensamento que norteou o viver desta mulher mãe, matemática e cientista.