domingo, 18 de dezembro de 2011

As Palavras de Jesus na Visão Esotérica


  1º “Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”

   Esta afirmação tem dois sentidos: Reencarnação e Iniciação. No 1º, afirma-se as várias voltas às atividades terrenas (morrer e renascer, morrer e renascer) às várias vidas que cumprimos para irmos evoluindo até atingirmos a felicidade de sentirmos o” Reino dos Céus” dentro de nós, isto é, quando houvermos cumprido o nosso modelo individual . O 2º refere-se a que ninguém poderá sentir este “Reino de Deus” se não atingir a sabedoria dos grandes iniciados, Existe um degrau na Iniciação chamado: “O segundo nascimento”. Quando o atingimos, começamos a observar tudo por um prisma não mais emocional, mas sim espiritual, como se a nossa consciência nascesse de novo.

   2º “Procura o Pai dentro de ti e tudo o mais te será dado em acréscimo.”

   Referência a luz interna que cada um traz dentro de si. Ao trabalho conosco mesmo, com as nossas potencialidades originais que, em não sendo trabalhadas, são desperdiçadas. Priorizando a busca da sabedoria, da beleza que trazemos, libertamos o nosso Deus interno. Esta procura do Pai (Deus em nós), sendo priorizadas, nos liberta de preocupações com mágoas, revoltas, concorrências que nada nos acrescentam em felicidade. Jesus chama a atenção para aquilo que temos que priorizar: O trabalho com a própria luz interna a bem de adquirirmos  o acréscimo de toda a tranqüilidade que buscamos.

   3º “Muito será pedido há quem muito já se houver dado”

   Não será exigida a um ignorante a mesma responsabilidade do que para aquele a quem foi oportunizado acesso a estudos. A este último será atribuído um maior resultante cármico quando errar. Lembremos o tribunal de Osires do antigo Egito onde governantes faraós davam conta, na pós-morte, do que haviam feito com o seu povo, responsabilidade requerida há quem muito foi dado. Referem-se também as tarefas e testes espirituais mais difíceis e complexos aos quais fazemos face à medida que mais evoluímos.

   4º “Ajuda-te que o céu te ajudará”

   Lembramos a inutilidade das rezas quando nenhum esforço faz paralelamente para conhecermos nossos erros e mudarmos em esforços contínuos a nós mesmos.

   5º “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos”

   Uma referência ao chamamento espiritual. Muitos entram no caminho espiritual, mas muitos se perdem em seus atalhos. Nele, encontramos atoleiros como o da vaidade de quem adquire maior conhecimento neste campo; como o do deslumbramento pelos poderes psíquicos que eventualmente adquiram; como o da exploração monetária das energias curativas; como o da manipulação de pessoas através da fé. Poucos então são os escolhidos para a entrada num discipulado, numa autêntica Iniciação. Lembremos que Jesus foi o grande Iniciado de sua época e que em muitas de suas afirmações fica evidenciada sua ligação com um caminho iniciatório.

   6º “Na casa de meu Pai, há muitas moradas”

    Comporta dois sentidos: Esta afirmação comporta dois sentidos: A multiplicidade do universo (a casa do Pai) com suas enumeráveis galáxias, mas também a” Casa do Pai”, quando referida a totalidade das várias consciências do homem com seus vários planos de atuação como o plano físico, o astral, o mental etc.etc...

   7º “Por que vês o arqueiro no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio?”

Aqui um chamamento a vigiarmos nossos próprios atos e deixar que cada um cuide dos seus. Na vigia não há que se temerem os atos alheios, mas sim o carma que nós próprios criamos com os nossos erros.

   8 º “ Se tiveres fé e não duvidares dirás a este monte: Ergue-te e lança-te ao mar e ele se lançará “

   Aqui o monte é uma alusão aos obstáculos que encontramos na vida e o mar a é a água, a grande purificadora.Com confiança e fé nos planos divinos , sem ansiedades, afastaremos os obstáculos e os teremos purificados agindo a nosso favor.

   9º “ Se alguém vos bater na face direita, apresenta-lhe a esquerda”

 Esta é uma menção clara à personalidade e à individualidade que nos constituem. Se alguém te agredir, mostra-lhe que só a tua parte humana (tua personalidade) foi tocada. Mostra-lhe que tens uma parte divina (tua individualidade) que é inatingível.

   10º “Olhai os lírios do campo! Nem Salomão em toda sua grandeza vestiu-se de tanto esplendor!

Referência à visão do belo. Um conselho a verem-se as belezas da Criação Divina, mesmo entre as terríveis agressões, tristezas, erros, sofrimentos que o próprio homem criou. Se nos lembrarmos que Jesus viveu na região mais oprimida e conturbada do império romano, plena de sofrimentos, vemos que seus olhos de iluminado voltam-se para a beleza dos lírios dos campos galileus. Também ao olharmos o interior de um irmão que desviou-se do bem, devemos acreditar que ele possui como nós um esplendor interno em essência, que ainda não foi despertado. Só desenvolvendo a visão da beleza, nos fixando, trabalhando e reforçando o belo, podemos destruir um dia a violência e o sofrimento do mundo,e, o que é mais, estaremos sempre em sintonia com o nosso Eu espiritual.

   11º ”Quando virá o reino de Deus? - Ele já está dentro de vós”

    Não necessitamos sair em busca de Deus longe de nós. Menção clara a crermos que nosso corpo é o templo onde o Divino habita. Necessitamos saber que somos reis de um reino interno, poderoso, que sempre esteve dentro de nós e que possui força suficiente para modificar a nós mesmos e ao mundo em nosso redor.

   12º "É mais fácil um camelo entrar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”

   Primeiramente devemos saber que Camelo era o nome de uma corda grossa que amarrava os barcos dos pescadores na Judéia de Jesus. Aqui uma referência à dificuldade de alguém, em meio ao poder, a supremacia que lhe dá o dinheiro, a preocupar-se em buscar o “Reino de Deus”. Seu envolvimento com o reinado que obteve neste mundo é muito envolvente e lhe tomarão todas as horas e pensamentos. Poderá então desenvolver ganância, vaidade, sentimentos que o afastarão da busca espiritual. O Raio do poder é o que gera mais carma negativo.

   13º “O que é semelhante ao Reino de Deus? - O grão de mostarda que um homem plantou em sua horta, cresceu, fez-se árvore e sob seus ramos as aves do céu vieram abrigar-se.”

   Referente a que esse Reino (dentro de nós) é semelhante a uma semente que contém toda a pujança, toda a floração, todo o abrigo de uma árvore. É necessário que a cultivemos para que ela se desenvolva e se torne plena, realizada em nosso interior.

   14º “Não saiba a tua mão esquerda o que deu a direita”

    Só conta para a nossa evolução aquela doação que fizemos por amor. Nada vale aquela que fizemos por ostentação, para nos promovermos socialmente e nos vangloriarmos. Esta última será espiritualmente perdida, pois não a moveu o sentimento do amor, não nos ligamos à nossa consciência superior ao fazê-la. A vaidade em meio às campanhas beneméritas tira das doações o seu valor evolutivo.

   15º “Daí a Cesar o que é de Cesar e de Deus o que é de Deus”

   Em qualquer situação. Sempre existe algo transitório (de Cesar, a parte humana) e algo permanente (de Deus, da parte divina) O transitório é a situação em si. O permanente é a qualidade que vamos desenvolver dentro dela e o que realmente deverá importar para nós. Geralmente, nos fixamos nos detalhes da situação e nos perturbamos sem nos atermos, sem valorizarmos ao que ela está espiritualmente a nos pedir. Esta frase é um chamamento claro a que demos valor somente ao que somará para a nossa evolução, dentro de uma situação.

   16º “Bate, e a porta vos será aberta”

   Alusão ao valor da oração. A porta referida é a da Providência Divina. Sempre que recorremos a ela um canal se abre entre nós e as forças internas, que possuímos e uma oportunidade nos surgem. O resultante da oração sempre dependerá de aproveitarmos ou não a oportunidade que a porta da Providência nos traz; da intensidade da fé e da pureza em que estejamos no momento de nos dirigirmos a ela.



   17º “Não atireis pérolas aos porcos porque eles a comerão”

  Não se pode exigir dos seres um entendimento além do seu grau evolutivo Assim como um animal não reconhece o valor de uma pérola, também nós homens se somos pouco evoluídos, não temos condições de reconhecer o valor do bem que alguém está nos oferecendo. Por isso jamais deveríamos nos melindrar com a falta de entendimento de alguém.

   18º “Conheçais a Verdade e ela vos libertará.”

   O valor da busca por conhecimento. Evoluímos nos libertando de nossas aflições através da sabedoria. Se dentro do sofrimento não buscamos as suas causas, ele apenas nos revoltará e nunca cresceremos nele, ele se repetirá com freqüência. Só o entendimento dos Princípios Divinos de causa e efeito, nos libertarão de nossos males.

   19º ”Nem todos os que dizem Senhor! Senhor! Entrarão no Reino de Deus”

Primeiramente entendamos que entrar no Reino de Deus é encontrar-se a paz, a alegria, o bem estar que buscamos. Para buscá-lo, muitos de nós, espiritualistas, apelamos à pessoa de um mestre. Porém, lembremos: o corpo mental de um mestre iniciado é todo constituído e voltado para o Dharma, para a vontade divina. O mínimo que necessitamos para entrarmos em ligação, em sintonia com ele é que estejamos nos trabalhando para cumprirmos os conhecimentos espirituais que nos são revelados; que nossos apelos saiam sempre acompanhados por um objetivo altruísta. Por isto Jesus diz: Nem todos os que clamam por ajuda, conseguem encontrar a paz que buscam.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Os Três Reis Magos

A figura dos três reis magos é, sem dúvida, um dos mais importantes símbolos natalinos. Diz a tradição, que eles levaram presentes ao menino Jesus que nascia na Galileia. Também é contado que atravessaram desertos, vindos de terras distantes. Vejamos se podemos dar uma consistência histórica a estes personagens.
   A região da Palestina era na época, em termos de cultura sem expressão alguma, mas existiam grandes centros culturais espalhados pelo Egito,Pérsia e Etiópia de onde, nos diz a tradição, tiveram origem os nossos personagens .Neles, se estudava matérias como Geometria, Filosofia, e Astronomia.  Muitos homens passavam suas vidas nestas terras a bem de estudarem, pois estamos falando de uma época em que escolas  quase não existiam em todas cidades. Sendo a educação assim tão rara, aqueles que a possuíam eram respeitados, acatados. Aqueles que estudavam a difícil matéria da Astronomia, considerada então mágica, levando-se em conta o pouco recurso de aparelhagem técnica para estudá-la, eram chamados de magos.

Melchior, Gaspar e Baltazar.


   Os três reis magos bem poderiam ser estudiosos de Astronomia guiando-se em seu caminho, como era de costume, pelas estrelas. Estranhamos o fato de virem três sábios de tão longe para adorarem uma criança. Vemos nisso apenas lenda,fantasia, mas esquecemos que a espera da vinda de messias que trariam reformas à humanidade era bastante comum na tradição dos povos antigos. Naturalmente que a vinda de um messias trazia indicadores, referências que uma vez conhecidas, dentro daqueles centros culturais, poderiam ter se enquadrado ao menino que nascia naquela família da Galileia. A adoração a uma menino distante é perfeitamente compreensível na mentalidade da época.
Estes três magos trazem em mão três presentes: O ouro, o incenso e a mirra. Entender a simbologia destes presentes é enriquecedor para nós, no natal. Para os povos antigos, os elementos, as plantas, as resinas simbolizavam sentimentos humanos. Assim temos: O ouro significava o clímax de todo o esforço que um homem faz para sobreviver. Em resumo, a nossa energia física. O incenso é resultante da queima de uma planta aromática que volatizando-se  sobe aos céus. Representava para os antigos as nossas energias emocionais que uma vez trabalhadas, queimadas,pode nos levar a um céu interno que , ao espalhar-se, beneficia outros. A mirra é uma goma resinosa, amarga, usada para mirrar, encolher materiais. Significava o encolhimento das amarguras de nossos pensamentos, tudo o que angustia a nossa mente, que pode ser encolhido, mirrado, para que cresçamos espiritualmente, enfim, a nossa energia mental purificada.

   A tradição nos diz que os três reis magos chamavam-se Melquior, Gaspar e Baltazar; que teriam vindo da Pérsia, do Egito e da Etiópia; que caminharam por desertos guiados pelas estrelas, para vir recepcionar o menino que julgavam fosse o messias esperado, oferecendo a ele a sua energia física, emocional e mental trabalhadas. Podemos então imaginar os três a dizer ao menino Jesus; - Trago a vós, messias, ao vosso serviço, a minha energia física trabalhada representada neste ouro. O outro:- trago ao vosso serviço, messias esperado, a minha energia emocional purificada, representada neste incenso. E, ainda o terceiro:- Trago a vós, messias, o meu corpo mental purificado que ponho a vosso serviço, representado nesta mirra.
   Para os esotéricos estes magos são a primeira e mais bela recepção feita ao grande Avatar cristão: Jesus de Nazaré.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Consagração do Aposento

Traçando-se com a mão uma cruz em cada canto da casa (Da frente para os fundos) afirma-se.
“Dentro do círculo da Divina presença que me envolve inteiramente eu afirmo: Há só uma presença aqui, a da harmonia que faz vibrar todos os corações com a força do entendimento e união. Quem quer que aqui entre, sentirá a presença de uma divina harmonia. Eis aqui a cruz do arcanjo Miguel! Há só uma presença aqui, a do amor. No amor todos aqui vivem, movem-se e existem. Quem quer que aqui entre sentirá a presença de um amor mais sublime. Eis aqui a cruz do arcanjo Miguel! Eu sou aqui a presença da verdade. Tudo quanto aqui se pensar e se falar será a expressão da verdade. Quem quer que aqui entre sentirá a força da verdade. Eis aqui a cruz do arcanjo Miguel!  Há só uma presença aqui a da justiça. Todos os atos aqui realizados serão inspirados pela justiça. Eis aqui a cruz do arcanjo Miguel!  Eu sou aqui a presença da prosperidade material e espiritual. Ela fará  a matéria e o espírito crescer e prosperar . Quem quer que aqui entre sentirá a presença desta prosperidade. Eis aqui a cruz do arcanjo Miguel!  Há só uma presença aqui a da cura este recinto está cheio da energia da cura.Eis aqui a cruz do arcanjo Miguel!
   O mal nunca terá guarida nestes recintos, pois pela força de meu pensamento estou atraindo para aqui as correntes universais do Bem. “Em nome da presença divina de cada habitante deste local, esteja este lar consagrado à proteção do grandioso arcanjo Miguel”.


(O local poderá ser consagrado a outro ser. No trabalho para a consagração do local à Virgem Maria, ao invés da cruz usa-se uma rosa branca para abençoar os cantos da casa e se dirá: Eis aqui a rosa branca. símbolo de Mãe Maria. A casa deverá ser consagrada da frente para os fundos, passando o símbolo em todos os seus cantos.)

2 de Novembro - Dia dos Mortos

Nas antigas leis indianas do Manú, a vida é dividida em 4 estágios.
   O 1º é o do aprendizado, de aprender a cultura a tradição do local do nascimento carmico.   O 2º é o estágio de perpetuar o conhecimento passando-o para uma prole ou por meio de um trabalho produtivo, e lucrativo.  O 3º é o de prestação de serviços, de dedicação á família, ou à comunidade sem visar lucro, trabalhos beneméritos, e o 4º é o da preparação para a morte.
    Nos três primeiros estágios a consciência se apega ao ambiente de vida pelas atividades desenvolvidas. No 4º estágio acontece uma inversão de consciência, uma vez que nos primeiros estágios era exigido uma  dedicação à cultura tradicional, uma total identificação com ela .Já  no 4º exige um total desapego. Na Índia,  para conseguir este despego muitos homens deixavam o ambiente em que  viviam e iam viver numa floresta só dedicados à meditação,  numa vida de ascetismo. Foi desse período que  surgiram os filósofos da floresta e deste período surgiu o livro dos Upanishadas
   Se somos pouco evoluídos,  geralmente o estado de preparação à morte começa com crises emocionais, desajustes. Geralmente quando já fizemos um bom plantio de saudades o desapego se dá mais suavemente, a dificuldade da preparação se dá apenas com recordações do passado. Na preparação, há um percebimento inconsciente, através do campo da intuição. Nos  comportamos segundo aquela intuição que nos vem da ruptura próxima, sem a observarmos conscientemente.
    A dificuldade do desprendimento total da morte é devido a essência elemental do corpo astral, a natureza passional, emocional do homem. Esta é uma vontade escrava das atividades da matéria que nos chamamos de “Elemental do desejo”  Na hora da morte, ele faz a sua última tentativa de prender o homem à matéria que é afinal o seu papel. O papel do som é importante no desfalecimento do corpo vital, etérico do indivíduo. O papel do sino na missa de sétimo dia se refere ao rompimento do corpo etérico.
   A morte é uma espécie de desnudar-se de envolturas. A consciência se retira da parte física, passa para a etérica e depois para a consciência astral . No momento da morte geralmente a  pessoa vê passar diante de si quadros de toda a vida que está abandonando. O momento imediato a morte é de profunda sonolência e paz, é o êxtase devido a descida da energia espiritual.
   “O Jiva é a alma, é como uma onda de rádio que tem individualidade, enquanto que o Átma ,o Ser , o Espírito, é como uma energia elétrica que é universal. Nenhuma alma é possível sem o Atma, como nenhuma onda de rádio é possível sem a energia elétrica.”
Após a morte física , passamos depois pela segunda morte, quando perdemos o corpo astral. Após a passagem pela consciência mental,  fazemos uma encontro com a nossa luz , que é o repouso total,  a inatividade, até que uma força que se chama Tríchina nos faz retornar à nova atividade física.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Monte Saint Michel

O Arcanjo Miguel e seu Monte Sagrado... 


Miguel é o arcanjo mais conhecido e procurado da legião angélica. A origem da adoração a este arcanjo nos vem do Judaísmo. È dito que foi ele o ser que ajudou Jeová no desenvolvimento da raça Semita original.
  Aparece também na” Arvore da Vida”, no estudo daquele Judeu esotérico que atuava fora do Sinédrio oficial de Jerusalém.
  Tendo a arvore cabalística dois lados de energias a serem trabalhados , o da severidade e o da misericórdia, ele vai aparecer no lado da severidade. Ali, comanda as grandes forças inibidoras e equilibrantes dos impulsos emocionais. Tais impulsos, por vezes, de uma indulgência que toca as raias da licenciosidade e quase sempre em desequilíbrio no comum dos homens, necessitam disciplina para os limitar. Arcanjo Miguel atua na consciência mental, racionalizando emoções descontroladas.
   È o guerreiro celestial que luta para manter nosso corpo emocional em equilíbrio, para que este reflita sobre as conseqüências de ações impulsivas.
  O esoterismo o vê como o principal auxiliar dos desencarnados que vivem no plano astral, para equilibrá-los num momento em que têm o emocional fragilizado pela nova situação que enfrentam. È ele quem os liberta para serem encaminhados à chamada 2° morte onde a consciência dos desencarnados atuará unicamente no plano mental. Por esta razão, é entre” almas do além” que o encontramos em quadros antigos.
  Foi genialmente retratado, entre outras figuras da obra de Miguel Ângelo “O Juízo Final”, na capela Sistina , em Roma, uma vez que ele, segundo pensamentos judaicos e cristãos, é o grande ser do Juízo.
  Se entendermos o Juízo Final como um ajuizamento, uma avaliação que faremos das ações de nossas vidas, ao término de um grande ciclo evolutivo, compreenderemos porque naquele momento ele será o ser realmente mais apropriado a nos auxiliar. Não estaremos nos então na difícil tarefa mental de avaliarmos tudo o que de errado fizemos? De necessitarmos equilíbrio emocional para aceitar, perdoar e tentar modificar nossas ações para seguirmos um novo período evolutivo adiante?

O Monte Saint Michel, refletido na água...


  Os mitólogos o comparam ao Mercúrio grego, mensageiro dos deuses, que tinha asas nos pés, pela velocidade com que agia. Também este arcanjo atua com rapidez, sendo ele de vibração mais próxima ao alcance do homem e de mais fácil prontidão a atendê-lo.
  Conta com três grandes representações que ora aparecem juntas, ora separadas. È o “Príncipe da Legião Celeste”, é o “Pesador de Almas”, é o “Guerreiro Matador do Dragão”.
  Símbolos ilustram em estátuas ou pinturas estas suas três qualificações. Como Príncipe,aparecerá com uma coroa de pedras, como Pesador, trará uma balança às mãos, como Guerreiro, empunhará uma espada com que matará o dragão, representativo de nossos instintos inferiores,
  Aqui lembramos que em sua faceta de” Pesador de Almas” tem sido freqüentemente identificado a thot, o grande juiz pós- morte do” Tribunal de Osires” que pesava o coração das almas em balanças,o que remete o arcanjo novamente à característica de um medianeiro num “Juízo Final” que traz como símbolo a balança.
  Na atualidade, escolas de ocultismo vêm citando o seu poderoso auxílio no trabalho de Moria, um dos mestres da Grande Fraternidade Branca.
Um dos maiores cultos ao Arcanjo Miguel vem sendo feito desde a Idade Média até hoje na Normandia, região francesa que conta com o magnífico Mont-Saint-Michel
  È interessante notar-se que o Cristianismo, ao espalhar-se pela Europa, apesar de ter destruído e sucedido o Paganismo, aproveitou, na implantação de seus santuários, locais de ritos pagãos e até conservou neles as mesmas energias e simbolismos que era ali evocados. Como exemplo, vemos que em muitos lugares onde os pagãos cultuavam a “Mãe Terra”, o Cristianismo edificou capelas e igrejas à Nossa Senhora.
  Assim, no citado Mont-Saint-Michel, local onde se adorava o deus guerreiro Lug, que era para os antigos Celtas o senhor do poder e que tinha como símbolo a espada, o Cristianismo passou a cultuar o Arcanjo Miguel, representante da mesma força, e que hoje tem sua gigantesca estátua sobre a torre da abadia de Saint Michel, brandindo igualmente uma espada de guerreiro.
  O monte, localizado no Canal da Mancha, nos proporciona um fenômeno impar: marés que mudam de baixas para altas, diariamente ao entardecer, e que transformam completamente o seu panorama. Sua fortaleza cercada de areia, em poucos minutos, vê-se rodeada por águas, deixando uma única passagem para lhe dar acesso. Este fenômeno belo e inesquecível, contêm todo o simbolismo para o místico que o presencia. Representa-lhe a oscilação freqüente de suas emoções, que o Arcanjo, imponente , lá de cima da torre- agulha, com sua especificação de equilibrador parece querer dominar.


Estátua do arcanjo Miguel, no topo do monte que leva seu nome .

  O Monte sempre foi, desde a Antiguidade um local sagrado. Já o era para os pagãos Celtas da antiga Gália. Seu primitivo nome era Mont Tombe(monte da tumba )pois era crença que para ali se encaminhavam as almas dos mortos que necessitavam o auxílio do deus Lug. Assim, ao substituir Lug pela arcanjo Miguel,o Cristianismo, não casualmente, pois é dito por nós esotéricos que nada é casual, colocou ali um ser dos desencarnados, conservando a mesma crença no trabalho espiritual que segundo os pagãos lá se desenrolava.
  Quando os pagãos foram afastados, o monte , que na Antiguidade contava apenas com a beleza de sua paisagem e matagais, o isolamento e uma quietude onde o único ruído ouvido era o do mar,serviu durante muito tempo de refúgio à ascetas cristãos que ali iam fazer meditações e retiros .Desta época, surgiu uma das mais caras lendas dos antigos normandos:
  Conta-se haver ali um asno que fazia o papel de carregador de mantimentos, trazendo de uma vila próxima a alimentação que abastecia os ascetas retirados do monte. Também entre os matagais vivia um lobo feroz, que assustava com seus uivos ameaçadores aqueles eremitas. Um dia, o lobo comeu o asno. Então como o asno convivera sempre com aqueles homens santos, assimilara deles e dos seus locais, vibrações sagradas. Ao comê-lo, o lobo de feroz passou a ser pacífico, dócil e fiel aos eremitas. Um milagre, diziam os gauleses, que só num monte tão abençoado como aquele ,aconteceria. Também no SEC. VIII, na edificação, ali, do primeiro oratório cristão, surge outra de suas lendas:
   No local escolhido para colocarem os seus alicerces, havia,  uma enorme pedra que ninguém conseguia mover. O bispo de Avranches, vila próxima, sonha então com o arcanjo lhe dizendo que havia um de seus habitantes capaz de retirar a pedra com o seu auxílio. Todos os homens mais robustos o tentaram então sem sucesso, quando uma criança ainda bebê, tocou com seus minúsculos dedinhos a pedra e esta rolou mar a dentro. Lenda que quer especificar a força poderosa do Arcanjo Miguel que passaria a atuar ali.
 Uma Abadia foi depois construída sobre o antigo oratório e hoje arquitetos se extasiam com seu atual esplendor. Ela sobressai-se no alto de uma graciosa cidadela medieval, obrigando os religiosos que a visitam a fazer uma longa e íngreme subida. Para estes , a subida é sempre o símbolo da busca de uma Luz Maior, do Eterno , o que empresta ao local um clima de grande misticismo.
  As maiores peregrinações para ir á “Maravilha do Ocidente” homenagear o grande arcanjo, acontecem no dia 29 de Setembro , o seu dia. Nenhum normando religioso , até hoje se esquece que na  tomada da Normandia pelos Vikings do SEC. IX ,o Mont Saint Michel foi o único local surpreendentemente respeitado por aqueles,e onde grande parte das populações vizinhas então se refugiou.
  O Arcanjo Miguel aparece também com importância na história da França , por ter sido o ser que falou à Joana D’Arc, no SEC.XIV inspirando-a a terminar com a Guerra dos Cem Anos, o que mereceu aparecer sua efígie na frente de seus estandartes.
Surgida na arcaica Judéia, a adoração a este arcanjo, porém, expandiu-se não só na Europa. Também em qualquer reduto espiritual das Américas, religiosos o cultuam com o mesmo fervor das populações antigas.

O Caminho de Santiago de Compostela

  Rota de quase 900 km que atravessa o extremo norte da Espanha, desde a França até o Finisterra. Antes que este caminho fosse chamado de Santiago de Compostela, nele transitavam povos pagãos, grupos de sacerdotes e místicos que atravessavam os Pirineus vindos da França. Eram os Celtas Druidas. Sua principal devoção era à Mãe Terra, uma vez que se consideravam originários do povo de Dana, a grande deusa da época matriarcal e se intitulavam “Tuatha Dé Danann”. Naquele caminho encontravam uma boa razão para reverenciá-la. Sob seu solo se concentrava grande quantidade do metal Telúrio que consideravam a manifestação energética desta deusa. Chamavam-na também de Virgem Negra, justamente pela cor deste metal negro. O paganismo celta sempre celebrou Virgens Negras por causa da crença de que sua força viria deste metal. À força telúrica então correspondia à da Mãe Terra, cuja concentração maior estava neste Caminho.
Catedral de Santiago de Compostela, destino dos peregrinos do caminho.

 Pela época em que os bárbaros Visigodos, lá pelos anos 400, invadiram a Espanha, o Finisterra, local isolado, considerado na época como o extremo fim do mundo conhecido, era visitado por grupos místicos que iam venerar um mestre de nome Jakim. Iam ali fazer retiros e consultá-lo. Mesmo após a sua morte, continuaram por longo tempo atravessando o norte da Espanha até o Finisterra para louvá-lo. Também na posterior invasão dos romanos,estes levantaram em todo o norte espanhol muitos locais de ritos a seus deuses, como Mercúrio ,Marte etc. Portanto, este percurso sempre foi pleno de peregrinações devocionais.
  Só pelo sec. IX começaram nele as devoções cristãs ao apóstolo Tiago Maior. Conta-nos o Cristianismo que Tiago havia saído da Palestina para pregar a mensagem do Cristo no norte da Espanha. Ao retornar á Palestina foi decapitado por Herodes. Seus adeptos então a fim de preservarem seu corpo de profanações romanas, fizeram-lhe um tipo de embalsamento e o levaram para ser enterrado na Espanha. Enterraram-no onde hoje se localiza Compostela, que na Antiguidade era um grande areal. Passou tempo ali enterrado, escondido de invasões, até que no Sec. IX alguém viu uma chuva de estrelas caindo sobre um montículo de areia.
A concha, símbolo dos peregrinos de Santiago.


 Desenterraram então seu corpo, identificado pela maneira de se enterrar na Judéia. Deram ao local o nome de “Campo de Estrelas” que depois se tornou “Compostela”. Tiveram então início as peregrinações ao corpo do apóstolo que recebeu sobre ele o 1°templo.
 Tais peregrinações foram incentivadas pela Igreja pelo desejo de exterminar com os cultos pagãos preservados ainda no Caminho. Muitas capelas e igrejas  à Nossa Senhora foram erguidas nos locais onde antes se homenageava a Virgem Negra. Assim, ritos devocionais continuaram a ser feitos em todo aquele percurso.
 A Espanha contou com três grandes religiões: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo dos Mouros. Aconteceram ali então inúmeras lutas para a manutenção do Cristianismo. Criaram-se lendas de que a alma de São Tiago participava destas batalhas em favor do Cristianismo, naturalmente. Por isto, hoje temos ali duas representações suas: São Tiago Peregrino e São Tiago Matamouros, como se fosse possível se imaginar um apóstolo do Cristo  trabalhando em batalhas.
Mais tarde, no Sec. XIII entrou no Caminho outra leva de místicos: Os Templários. Construíram em todo o percurso inúmeros hospitais, hospedarias e capelas para atender os peregrinos. Como já eram perseguidos pela Igreja, foram deixando nestas capelas símbolos onde ocultavam os seus conhecimentos esotéricos. Tal é o caso da Ermida de Eunates, localizada sobre um grande veio de Telúrio, em forma octogonal, representando o número oito, símbolo do 2° nascimento de um Iniciado.
Ermida de Eunates, construção templária.

 A outra grande contribuição artística que deram ao Caminho são as grandes catedrais góticas que, em união com a Maçonaria, ajudaram a construir, também repletas de símbolos místicos.
 Tais peregrinações foram aumentadas significativamente porque, pelas Cruzadas, as peregrinações à Terra Santa estavam suspensas. Também contribuiu o fato de aquelas pessoas que praticavam algum delito na Europa, em vez de serem presas, podiam resgatá-lo fazendo uma peregrinação à Compostela, o que na época representava um grande sacrifício. Ao voltarem, deviam trazer um comprovante de que lá estiveram. Isto é a origem da chamada” Compostelana”.
 Os peregrinos antigos costumavam trazer conchas para exibi-las para família e amigos, pois em épocas antigas o mar chegava às proximidades de Compostela. Assim, a concha tornou-se símbolo do Caminho.
 Hoje, o Caminho de Santiago é tombado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade .Ali, se encontram habitações dos antigos Celtas (caso do Cebreiro) absolutamente preservadas, alem do Caminho ser um mina para artistas e arquitetos pelos seus inúmeros monumentos de estilo Românico e Gótico.
 Para um místico é o percurso imperdível, onde vão encontrar muita energia devocional para abastecer-se espiritualmente e uma simbologia que irá enriquecer seus conhecimentos.
 Podemos alem disso, adquirir a simplória inocência daqueles que moram no Caminho: Quando vêm uma estrela cadente gritam:” Deus te guie para o bem”. Acreditam que as estrelas cadentes são almas dos peregrinos mortos que buscam inserir-se na Via Láctea; que as vezes porem suas almas se perdem e caem de volta na terra. Gritando “Deus te Guie” tais almas acharão novamente a direção que as levará à Via láctea.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Lua Tríplice e as deusas Lunares

   Na natureza a lua influencia as colheitas em momentos de crescimento, fertilidade e envelhecimento dos plantios e depois repouso. O relacionamento sol com a lua produz os ciclos lunares ,as fases da lua, elas são chamadas de lua jovem, lua mãe e lua anciã e a lua oculta. Como a lua é considerada uma doadora de força feminina ela pode ser representada como a mulher jovem (a lua crescente), a mulher mãe (a lua cheia) e a mulher anciã (a lua minguante.) A lua nova, por ser a oculta, geralmente não é representada. As deusas lunares da Antiguidade também eram assim divididas jovens, mães e anciãs. A lua donzela crescente, representa planos a serem realizados. A lua cheia representa o ventre da mãe grávida, a fertilidade, e a maturidade. A lua minguante anciã assinala o recolhimento da colheita de tudo aquilo que se plantou nas duas primeiras fases. A lua nova, a morte , o repouso.

Deusa lunar Ártemis, senhora da caça e das florestas ermas...

   Como exemplo de deusa lunar jovem tivemos Artemis também chamada de Diana, a caçadora virgem. Como deusa lunar mãe temos Jacy, da mitologia tupi, esposa de Tupã e ainda Killa, deusa peruana esposa do deus solar Inti.  Exemplos de deusas lunares anciãs são a Hactor egípcia, deusa de cornos de vaca que gerou o mundo e cuida dos mortos alimentando-os com o seu próprio leite. Também Nanã da afro brasileira o mais velho de todos os orixás. Quando  Nanã dança ela imita o embalar de uma criança, dizem os nagôs que Nanã embala a humanidade  em seus braços.
Um exemplo de lua nova é  Lilith, a lua negra, que segundo a tradição hebraica foi a primeira esposa de Adão. Temos também como lua negra, Yeua, dos mitos afros brasileiros.
   A Antiguidade contou com algumas deusas de aspecto tríplice ,jovens, mães e anciãs.
Um exemplo é Cerridwen deusa lunar celta, uma maga que traz nas mãos um caldeirão.Dentro dele prepara poções mágicas que nos trazem inspirações e até dons adivinhatórios. Assim aconteceu com Taliesin um membro da corte do rei Artur que ao tomar a sua poção , tornou-se o maior adivinho da corte. Segundo os Celtas, qualquer negatividade que em pensamentos e meditação colocassem dentro do caldeirão de Cerridwen era transmutada em positividade.
   Durante muito tempo o poder patriarcal masculino vem valorizando muito a razão e distanciou no ser humano o seu lado feminino, reprimiu a sensibilidade, a imaginação, a contemplação. É importante então que façamos meditações onde lidamos com forças e imagens femininas.

Lua nova formando no céu o assim chamado "Arco de Diana"
  
Como a energia lunar nos influencia?  Assim como a lua influencia as veias internas do solo, suas correntes telúricas, e influencia as correntes marítimas, ela também atinge nossa corrente sanguínea. E, nossa corrente sanguínea está diretamente ligada as nossas emoções. Notemos a mudança de humor numa mulher que menstrua,o aumento de nossa pressão arterial quando nos emocionamos. A lua atua através de nossos chacras abdominais, principalmente daquele ponto que os indianos chamam de Hara. Quando numa noite de luar nossas inspirações poéticas aparecem, elas se dão pela energização, pela limpeza que está sendo feita nas emoções retidas em nossos chacras abdominais que favorecem as idealizações, as inspirações vindas dos chacras superiores.
   A maneira como o homem recebe e se relaciona com as energias que recebe de cada fase lunar, vai definir como ele recebe as intuições, os princípios divinos dos seus corpos superiores. Cada fase nos traz um aumento gradual da percepção dos conteúdos da nossa fonte interna. O controle de nossa emoções e as nossas realizações criativas podem então ser alcançadas pouco a pouco por meio de fases, de ciclos lunares completamente cumpridos. Quando entramos na fase crescente ,este é um período para nós de lutas, de conflitos íntimos porque as nossas emoções estão entremeadas com conceitos culturais, raciais educacionais, então nossas intuições são muito confusas. Do discernimento que consigamos fazer em meio a carga social desta fase jovem, crescente, vai determinar como iremos nos comportar quando a lua cheia chegar. A lua cheia é a ocasião em que a potência solar da fertilidade, de criatividade nos é trazida com mais força pela lua.É quando acontece a nossa maior manifestação criativa. É a explosão de tudo o que temos dentro de nós. Tudo se torna explícito. Realizações boas e ruins vem á tona.
Na lua minguante nossas inspirações intuitivas caso as tenhamos conseguido, ainda se conservam fortes nos primeiros dias. Mas logo dá-se conosco  uma insatisfação das ideias mal discernidas, elas minguam. Temos o desejo de renovar nossas ideias, de  acrescentarmos a elas novas criações melhoradas. Estamos já caminhando para o início de um novo ciclo . Os três dias que antecedem à lua nova entramos na chamada lua balsâmica. Nela, as necessidades surgidas, as novas ideias esperadas são gritantemente declaradas. Sabemos que existem ciclos lunares mensais, mas existem também os ciclos maiores da nossa vida. Ciclos dentro de ciclos. Se compararmos esta fase minguante com a fase da mulher anciã, vemos que esta insatisfação pode gerar uma rabugice, uma tristeza ou uma espécie de renovação tranqüila.
   Na lua minguante, este desejo de renovação é que os indianos chamam de Shiva  que destrói o velho para por o novo  em seu lugar. Depois vem  a inatividade.
   Mensalmente quando termina um ciclo destas 3 fases o homem teve oportunidade de um encontro com os princípios divinos. Teve oportunidade de evoluir um pouco. 
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Ciclos Lunares

Segundo o famoso espiritualista Dane Rudyar, existem duas maneiras de fazermos identificações com a nossa fonte criativa, com o nosso sol interno e com os conceitos divinos. A primeira é através da luz de um iniciador, de um mestre, que transfere o poder da sua luz interna para um discípulo. Segunda, através da intermediação da lua, que Rudyar chama de “caminho indireto de realização criativa”.Entendendo-se por realizações criativas não só as criações artísticas, culturais, mas todas as idéias novas que recebemos para evoluir. Veremos então como se daria esta intermediação do espírito criativo divino através da lua.

    Na natureza, a lua influencia as colheitas resultantes dos ciclos de fertilidade criativos do solo. Como influenciaria o homem? O relacionamento do sol com a lua produz os ciclos lunares, as fases da lua. A maneira como o homem recebe e se relaciona com as energias da cada fase lunar, vai definir como ele expressa o seu espírito criativo, como ele recebe intuições e princípios divinos e define a sua relação com a humanidade e consigo mesmo. As nossas realizações criativas podem então ser alcançadas pouco a pouco por meio de ciclos de lunação  completamente cumpridos . Todos os meses temos oportunidade de receber intuições e idéias novas que se apresentam dentro de nossa mente.
    Cada fase traz para nossa mente um aumento gradual da percepção da nossa fonte interna. Nas duas primeiras fases, da lua Nova e da lua Crescente, as revelações são  recebidas e depois discernidas e nas outras fases, cheia e minguante, se dá a expansão daquilo que captamos nas anteriores.
    Nos primeiros dias da lua Nova -nos diz ele- descansamos das nossas atividades mentais, recebemos energias de repouso, entramos numa espécie de recesso onde nossa mente é recarregada, abastecida. Nos últimos dias da lua Nova são liberadas para nós idéias sementes ( que serão totalmente manifestadas apenas quando vier a lua Cheia) Na última fase da lua Nova, nossa mente está assim como meio adormecida, nosso poder de discernimento está fraco, tudo o que fazemos neste período é impulsivo, instintivo.
    Entramos depois na fase Crescente. Esta é a fase mais importante deste processo mental lunar. Dela vai depender o tipo de manifestação que faremos em nosso habitat quando a lua Cheia chegar. A lua Crescente é chamada de útero lunar. É um período para nós de lutas e conflitos íntimos porque todas as intuições já recebidas serão entremeadas com conceitos culturais, raciais, educacionais, serão vistos pelo prisma humano. É o momento do discernimento. Se na lua Crescente truncarmos, deturparmos as novas idéias com nossos conceitos humanos, quando vier a lua Cheia, onde a atividade do Logos Solar sobre a lua torna-se muito potente, as manifestações serão mais fortes, mas deturpadas. Se conseguimos na lua Crescente conservar puros os novos conceitos espirituais que assimilamos, teremos nossa mente enriquecida, faremos reformulações de pensamentos a respeito do social, do religioso, toda a nossa parte psicológica é renovada, enfim evoluímos.
    A lua Cheia é o período de manifestarmos em nosso mundo claramente tudo o que a nossa mente trabalhou nas fases passadas. Na Cheia, a atividade humana se torna mais criativa, mais explícita.

    Na lua Minguante, caso tenhamos manifestado idéias novas não deturpadas, nosso poder intuitivo ainda permanecerá forte em seus primeiros dias. Porém, se recebemos do período bem anterior da lua crescente idéias mal discernidas, elas minguarão, permaneceremos os mesmos do início do ciclo lunar.  À medida que a lua Minguante avança, dá-se conosco como que um cansaço mental e temos desejo de nos renovarmos , de nos libertarmos das idéias recebidas erroneamente e acrescentarmos novas  idéias bem discernidas, estamos caminhando para o início de um novo ciclo.  Os três dias que antecedem a lua Nova entramos na chamada “lua balsâmica” Nela, as  necessidades surgidas, as novas idéias esperadas, são gritantemente declaradas. Na balsâmica, os místicos costumam dirigir-se em meditação à lua , enumerando suas carências. Agem em nós aquela força de renovação que os indianos chamam de Shiva, aquela que tenta romper o que está velho para colocar idéias novas. É o tempo de orar e depois entregar.
    Mensalmente, quando termina um ciclo de 4 fases, o homem deveria ter feito um encontro perfeito com os princípios divinos, com o espírito criativo mas podemos passar por todo este ciclo sem obter nada, porque a parte crucial deste processo foi feito no útero lunar , na Crescente.
    A fase lunar  do nascimento de um indivíduo-segundo Dane Rudyar-o marca com a característica daquela fase. Se nascemos na lua Nova, podemos ter a tendência a inatividade, a adiar decisões. Se nascemos na Crescente, podemos ser influenciados pelos hábitos culturais que perturbarão nossos novos conceitos espirituais, nossas intuições, nos jogarão em  conflitos . Se nascemos na lua Cheia, podemos ser muito ativos, pormos pensamentos à manifestação prontamente, mesmo que estejam mal discernidos. Se nosso nascimento deu-se na lua Minguante temos –segundo Dani Rudyar-  tendência à insatisfações com as nossas criatividades. Sempre as desejamos melhores, sempre estamos a desejar algo novo. Porém, naturalmente a lua nos oportuniza passarmos por todos os tipos de energias solares, de evoluirmos através dela.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Credo Cristão - Numa Visão Esotérica

O credo é uma das mais importantes orações do Cristianismo. Porém, precisamos encontrar nele o seu significado mais profundo, o significado real das antigas fórmulas e símbolos que ele contêm. A maioria dos que recitam o Credo não conhecem a sua verdadeira origem e significado porque nele foram introduzidas frases que o materializaram, o fizeram perder o seu sentido interno, a sua sabedoria mais antiga.  A Igreja usa geralmente duas afirmações de Fé : O credo dos Apóstolos e o Credo de Nicéia,  este último mais extenso. Aqui me estenderei sobre o Credo dos Apóstolos por ser o mais usado.
A primeira menção  ao Credo dos apóstolos encontramos no século IV numa obra do escritor Rufino que afirmava:” Ele se chama assim porque consta de doze artigos que teriam sido redigidos pelos doze apóstolos de Jesus após a sua morte” Porém, esta afirmativa é vista como uma lenda, não sendo aceita. A  origem deste credo é vista então como incerta.
Já o Credo de Nicéia foi elaborado no ano 325 no Concílio desta cidade. Tal Concílio foi convocado para terminar com controvérsias sobre a natureza humana ou divina do Cristo, que dividiam as autoridades eclesiásticas. Algumas palavras foram agregadas a ele em outros Concílios que vieram depois.
    Podemos então ver o Credo através de dois pontos de vista. No ponto de vista dos espiritualistas, ele nos expõe uma antiga fórmula de Cosmogênese, criação do Universo, baseada nos ensinamentos de uma entidade iluminada muito alta. Também, em sua visão, o Credo faria referência ainda a rituais simbólicos praticados por iniciados dos antigos templos de Iniciação do Egito.
    No ponto de vista da Igreja, ele faz referência à biografia de um indivíduo, no caso, o mestre Jesus. A Igreja teria –segundo os antigos gnósticos- descartado os antigos ensinamentos de cosmogênese  e ritualística, transformando e interpretando o Credo como uma biografia. Isto teria servido aos desejos da Igreja do século IV  que vivia um momento de controversas ideológicas muito graves e enfrentava crenças espiritualistas consideradas por ela como heréticas.

Jesus Essênio

   Quanto a antiga fórmula de Cosmogênese deixada no Credo (visão espiritualista), a entenderemos melhor conhecendo a trajetória de mestre Jesus. Annie Besant escreve em seu livro” O Cristianismo Esotérico”, que Jesus, um judeu, nasceu no ano 105AC. Foi educado dentro das escrituras hebraicas. Sua grande sabedoria,que não correspondia à sua idade, fez seus pais educá-lo numa comunidade  Essênia no deserto da Judéia. Quando chega aos 10 anos, passou para outro monastério  Essênio  muito frequentado  por eruditos que vinham da Pérsia, da Índia e do Egito. (lembremos que o Essenismo era a mais intelectualizada organização da sua região). Ali havia um magnífico arquivo de obras ocultas. Dali ,ele teria passado para o Egito. Foi então  preparado como Iniciado da Loja Branca (Grande  fraternidade branca). O jovem hebreu recebeu então a Unção que lhe permitia um sacerdócio público, que mais tarde viria a exercer. Na verdade, este jovem iria sobressair-se tanto por sua extraordinária sabedoria, foi também o iniciado mais puro de sua época. Assim, o consideraram digno de ceder o seu corpo a um poderoso ser de luz, de servir como intermediário à força crística, ao próprio avatar Maitreya. Este grande ser  começa a falar através dele quando ele estava na idade de 29 anos e o usa durante 3 anos.  Voltando  Jesus já assim investido do Cristo à Judeia, já ungido , instruiu os chefes da comunidade Essênia nos mistérios do reino de Deus, sobre os princípios divinos ,deixando isso em fórmulas que viriam a ser a origem do Credo cristão.
    Ao mesmo tempo ele dedicou-se a predicar em público. Era impossível expor aos seus ouvintes aqueles ensinamentos que transmitia aos Essênios. Estes, por uma longa vida de preparação ascética eram capazes de entendê-lo. Jesus prega ao público e aos seus discípulos por meio de palavras de consolo. Eram discursos inspirados por sua grande compaixão por aquela terrível atmosfera de opressão em que o povo palestino vivia. Tais discursos ficaram conhecidos como Bemaventuranças e Paracletismo. Também pregou por meio de parábolas, estórias que continham regras de conduta moral. Alguns o seguiam por querer adotá-las, outros por sua personalidade amorável e outros porque viam nele uma esperança de revolução política. Os discípulos transmitiram mais tarde seus ensinamentos em um movimento de caráter universalista.

Jesus predicando.
  
  Nas mãos dos chefes da comunidade Essênia ficaram porém os conhecimentos de cosmogênese  e ritualística reunidos em fórmulas e princípios, no que pode se considerar então a primeira legítima fonte escrita do Credo, transmitidos a eles por aquela alta  entidade crística, falando através de Jesús de Nazaré . As seitas Gnósticas depois tiveram acesso a esses conhecimentos.
    Quanto a antiga fórmula de ritual egípcia com a qual Jesus conviveu, se manifestava por meio de ritos e teatralizações para expressar suas crenças espiritualistas. Por exemplo: a descida do 2º Logos na matéria, isto é, a criação e nascimento das mônadas, essência que era chamada de “Filho Unigênito”, porque era a única essência geradora de nascimentos. Tudo teatralizado num rito egípcio. A Igreja transformou essa palavra, dentro do Credo, em” Único Filho Jesus”.
    Em respeito à deturpação e materialização encontrado no Credo, aqueles que elaboraram o Credo dos Apóstolos e os membros do Concílio de Nicéia, no afã de organizar uma igreja que necessitava afastar  dissidências causadas pelas controversas sobre a humanidade de Jesus, o fez transformando o Credo numa biografia que apenas o divinizasse. Desconsideraram qualquer outra interpretação  do Credo e da Trindade Logóica citada nele, como heresia. Por isso, na visão da Igreja do sec.IV, os gnósticos por interpretarem diferentemente o Credo , foram perseguidos. Isto impediu os cristãos de conhecer algo transcendente limitando o Credo  a uma biografia.
    Aqui, uma interpretação esotérica das 12 frases do Credo:
1-Creio em deus Pai todo poderoso, criador do céu e da terra.
Refere-se aqui a Causa de tudo, o Absoluto, que compreende os planos, as dimensões que vemos e aqueles que não vemos.
2-E em Jesus Cristo,Seu único filho, Nosso Senhor.
Aqui o Credo católico começa a transformar  as antigas fórmulas essênias e egípcias numa biografia de Jesus, citando o seu nome e estabelecendo para ele uma natureza não humana quando o chama de Único Filho de Deus. Os arquivos gnósticos nos dizem que na antiga fórmula do Credo não era citado o nome de Jesus, mas apenas o  Filho.Seria uma referência ao trabalho do 2º Logos. O 2º Logos é um dos três princípios da Trindade Divina, chamado pelos antigos sacerdotes egípcios de Filho Unigênito. O Filho Unigênito, tal como já foi dito antes, era uma substância primordial, a única capaz de gerar nascimentos e que nos primórdios da Criação gerou as mônadas ou unidades de consciência que iriam habitar em todas as formas viventes.
3-Foi concebido pelo Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria.
Aqui, outra citação a biografia de Jesus, nomeando a sua mãe e dando a ele um nascimento virginal que o distinguiria também de todos os homens, atribuindo-lhe novamente uma natureza não humana , criando um fato milagroso para uma religião que necessitava se afirmar sobre milagres.
    Na interpretação do Credo Essênio, a Virgem significava a matéria primordial do Caos  ainda não estruturada em formas .O Espírito Santo , o 3º Logos era a energia que criaria nesta matéria virgem as formas nas quais as mônadas, unidades  de consciência, viriam habitar.
4-Padeceu sobre o poder de Pôncio Pilatos
É uma adição feita propositalmente afim de estabelecer uma ligação maior à estória de vida do mestre Jesus, Nos antigas fórmulas do Credo esta frase não constava.
5- Foi crucificado, morto e Sepultado
    Aqui o simbolismo muito transcendente da Crucificação é transformado.
Sabemos que a Cruz já era estudada como um dos símbolos sagrados por inúmeros povos da Antiguidade muito antes de estar ligada aos sofrimentos de Jesus. Achados arqueológicos nos contam isto. A crucificação nas fórmulas do Credo essênio significava o descendo da substância monádica, o Filho Unigênito para à manifestação, o Filho crucificado na matéria.

Símbolo do homem crucificado na matéria.

    Leadbeater diz que todo aquele sofrimento de Jesus que está relacionado à cruz, aos cravos, sangue e mutilações eram enfatizados pela Igreja para sensibilizar as mentes  medievais. Isto impedia a apreciação do significado oculto da crucificação. A Igreja medieval se firmava sobre um apelo emocional.
    O antigo ritual egípcio teatralizava este descendo das mônadas, do Filho Unigênito à matéria. O Iniciando era levado a uma câmara subterrânea, símbolo da descida à matéria mais profunda. Ali, era posto numa cama em forma de cruz. Permanecia em transe sonolento onde em sonhos passava por provas emocionais e mentais muito fortes. Este rito chamava-se “Descida aos Infernos”. Lembremos do mito grego de Hércules que  antes de completar sua Iniciação teve que enfrentar o cão Cérbero que guardava a porta do inferno .
6- Ao terceiro dia ressuscitou entre os mortos
    Na “Descida aos infernos”, ao fim do 3º dia o Iniciando egípcio era retirado dali e levado ao lado leste do templo para que o sol nascente o despertasse de seu prolongado transe.Davam ao momento de acordar o nome de Ressurreição, isto é,a ressurreição de uma consciência. Estes três dias do rito egípcio foram transformados, na biografia de Jesus, nos três dias que Ele teria levado para fazer a ressurreição do corpo.
7-Onde estará à mão direita do pai e virá para julgar vivos e mortos.
    Aqui Leadbeater nos faz ver que a redação essênia do Credo assim dizia: “Será levado ao céu para que seja a mão direita daquele de quem procedeu, havendo aprendido a guiar os vivos e os mortos”. Assim pois, o Credo antigo gnóstico descartava um julgamento feito pelo Cristo, somente pela  má interpretação da palavra” julgar”. Não faltam provas- segundo ele- de que  na época em que estes documentos foram escritos a palavra ‘Julgar” tinha um significado muito mais amplo. Ela significava também governar, dirigir, guiar. Teria sido interpretado como julgar, mas era na verdade uma referência  aos Iniciados que ficavam aptos a guiar vivos e mortos.
8-Creio no Espírito Santo e na Santa Igreja Católica
    A crença no Espírito Santo foi aceita como a força que teria engravidado a Virgem Maria , uma força capaz de engravidar uma virgem. Ao passo que na visão do Credo primitivo egípcio, essênio e gnóstico, referia-se à força divina do 3º Logos que estrutura formas na matéria virgem primordial, nas quais viriam habitar toda espécie de mônadas, sejam elas minerais, vegetais, animais, ou humanas como já aqui explicado. Quanto ao “creio na Santa Igreja Católica” teria sido acrescentado na época dos Concílios como a afirmativa que ligaria para sempre o crente à organização Católica Apostólica.
9- Na comunhão dos santos
    Refere-se na interpretação da Igreja a uma associação íntima entre todos os santos e entre todos os cristãos que por suas virtudes possam ser considerados santos. Interpretação esta de grande valor. Porém, fugiu ao que se referia o Credo Essênio: o reconhecimento do trabalho de uma fraternidade de iniciados conhecida como a Grande Loja Branca ou Grande Fraternidade Branca, que tinha a seu cargo as Iniciações egípcias pelo tempo de Jesus.
10- No perdão dos pecados
    O Credo de Nicéia diz: “ reconheço um batismo para a remissão dos pecados”. Levando-se em conta que o batismo era um rito muito usado nas Iniciações  dos templos egípcios, conclui-se que o Credo antigo, dado por Jesus aos essênios, afirmava a estes que os ritos de Iniciações, incluindo o do batismo, eram um meio de teatralizar, simbolizar o poder que o Iniciando tinha de transmutar seus pecados, as ilusões do seu ego. Assim o interpreta Leadbeater.

Deserto da Judeia, Mar Morto.

11- Creio na ressurreição do corpo
    Aqui novamente vemos uma doutrina muito profunda cair  gradualmente no esquecimento e uma má interpretação  aparecer como o ensinamento cientificamente impossível da ressurreição do corpo. A ressurreição do corpo  foi para os essênios a crença na doutrina da reencarnação, sempre presente nas antigas escolas de Mistérios que assimilavam conhecimentos espiritualistas da índia e da Pérsia.

As fórmulas deixadas pelo Cristo, através de Jesus dentro da Fraternidade Essênia, sobre os ciclos de nascimento,  morte e novo nascimento se perverteu na crença das épocas posteriores de que um homem volveria a nascer na terra usando o mesmo corpo que largara, ressuscitando, ou como no caso único de Jesus subindo em corpo aos céus. Hoje, os ocultistas em seus estudos sobre “átomos registros” afirmam que estes são aproveitados no corpo de manifestação com que alguém se reencarna, porém este nunca será o mesmo corpo, uma vez que o material genético que utilizará será outro. A ressurreição dos mortos (como é dito no Credo de Nicéia) tinha também anteriormente na comunidade egípcia outro sentido : Era a ressurreição da consciência dos Iniciados que eram considerados mortos em seu transe sobre a cruz na câmara subterrânea, conforme já  foi descrito, porque despertavam deles atingindo o grau do 2º nascimento, uma ressurreição de consciência .
12- E na vida eterna.
    Esta afirmativa é interpretada pelo Cristianismo em geral, como  um tipo de vida boa ou ruim que será vivida no após morte (que o Credo de  Nicéia chama de vida no mundo que virá ) ao passo que os essênios a viam como uma simples declaração da imortalidade constante, eterna da alma humana.

         Helyette M. Rossi