sábado, 25 de maio de 2013

Os discípulos de Jesus


O primeiro mártir do Cristianismo foi Estevão. Após a morte do Cristo, na sinagoga de Jerusalém, num debate com Paulo de Tarso, Estevão afirmou que as revelações de Moisés, e os ensinamentos do Templo judaico não eram definitivos; que elas teriam continuidade nos ensinamentos de Jesus. Numa grande reação dos judeus presentes, suas palavras foram consideradas uma blasfêmia Pelas leis do Sínodo deveria então ser apedrejado. Competia ao doutor em leis Paulo dar a ordem para ser atirada a primeira pedra.
   Após a morte de Jesus seus discípulos fizeram um trabalho de gigantes percorrendo todo o imenso império romano. Sempre retornavam à Jerusalém dando com isso justificativas aos que dizem que Jesus não teria morrido na cruz; que eles viriam ali buscar instruções com o seu mestre que se abrigaria entre os Essênios e teria vivido até os oitenta anos. Eram favorecidos pelas ótimas estradas com que contava no império.
   Dizer-se que os discípulos de Jesus eram pescadores ignorantes e analfabetos não minoriza o seu trabalho porque a localização aonde viviam, não era um interior fechado, mas um passagem comercial que ligava a Síria, Ásia Menor e Fenícia à Judéia no Sul. Assim, eles possuíam aquela esperteza, aquela visão cosmopolita de quem vive em região que recebe muita gente.

São Pedro.
 
   O primeiro discípulo de Jesus foi André que lhe trouxe o seu irmão Pedro. Foi a esses pescadores que Jesus disse: “Farei de vós pescadores de Homens”. Pedro foi logo após a morte do mestre reconhecido como o chefe do grupo Quando a Igreja estabeleceu o seu primeiro patriarcado em Antioquia, na Síria, Pedro ficou encarregado dele, por isto se diz que Pedro foi o primeiro papa da Igreja. Um ano após a morte de Jesus Pedro converteu muita gente na festa de Pentecostes. Se lembrarmos que Pedro era um pescador inculto compreendemos que só um grande entusiasmo à nova mensagem lhe daria tal poder de persuasão.
   Matheus chegou ao grupo mal visto por todos porque era um coletor de impostos para Roma. Mas Jesus foi firme lhes dizendo que não viera conviver só com os justos, mas também com os pecadores. Esta atitude dos discípulos mostra também a grande distância que havia entre a humanidade deles e a divindade de Jesus. Matheus escreveu depois o evangelho que difundiria o Cristianismo.
   João, que segundo o evangelho foi o único que realmente compreendeu o Cristo, desterrado depois para a ilha de Pátmos, ali escreveu o seu evangelho e também o Apocalipse. Era irmão de Tiago Maior. Foi o único que acompanhou Jesus até a cruz. A ele confiou Jesus a sua mãe. Seu evangelho destaca-se dos outros porque enfoca o aspecto espiritual de Jesus, o verbo feito carne. Foi também o único dos apóstolos que não foi sacrificado. Morreu em Éfeso na Ásia Menor.

São João Evangelista.
 
   Judas Tadeu pertencia à seita dos Galileus. Evangelizou varias regiões até à distância da Pérsia ,atual Irã. A seita dos Galileus uniu-se depois ao trabalho dos apóstolos.
   Tomé ficou conhecido pelo homem que precisava ver e tocar para crer.
   Tiago Menor, primo de Jesus, irmão de Judas Tadeu, dirigiu a escola cristã criada em Jerusalém.
   Tiago Maior evangelizou o norte da Espanha até Compostela, local hoje chamado de caminho de Santiago Morreu decapitado por Herodes.
   Bartolomeu foi até as distâncias da Índia.
   Judas Escariote A tradição diz que entregou o Cristo aos soldados romanos por trinta moedas. No entanto, no ano de 1970 numa caverna do Egito foi achado um manuscrito de 31 páginas de papiro do sec. IV. Ficou conhecido como o evangelho de Judas.Foi divulgado pela revista National Geografic e é motivo de acalorados debates dentro e fora da Igreja. Nele é afirmado que o próprio Jesus teria pedido a Judas que o entregasse Tal manuscrito teria sido escrita por uma seita cristã do início do Cristianismo chamada de Cainita, seita gnóstica, considerada herética pela Igreja. faz parte dos  chamados evangelhos apócrifos, não reconhecidos pelo Vaticano .Segundo este evangelho Judas não teria se enforcado como reza a tradição, mas sim fugido para meditar em desertos.
   Simão, o Zelote, era o psíquico do grupo. Convertia pelas curas e milagres que fazia.
   Felipe não era pescador.  Era aquele que introduzia o mestre em pessoas de classe mais elevada mais de Jerusalém. Foi o incansável ajudante de Paulo na Ásia Menor.
   Os discípulos que não conviveram com o Cristo foram Paulo, Marcos Lucas e Barnabé.
   Lucas era médico em Roma.  Impressionou-se, sobretudo pelos milagres feitos por Jesus.
  Marcos era discípulo de Pedro Se ocupou das congregações cristãs em Roma. Fazia reuniões em casas particulares e eram chamados de” discípulos do caminho” trabalhou depois em Alexandria onde formou a igreja copta (hoje uma Igreja Ortodoxa) trabalhou também em Veneza onde hoje se encontra a sua basílica.
Barnabé foi discípulo de Paulo. Grande propagador ,seu braço direito.
Finalmente temos Paulo, considerado por muitos como a maior figura na implantação do Cristianismo. Era natural da cidade de Tarso, na atual Turquia. Doutor em leis grande erudito e professor no Sínodo de Jerusalém. Foi de início uma voz importante do Sínodo contra os Cristãos. 25 anos após a morte de Jesus, se dá o encontro dele e o cristo e se transforma na figura principal para a implantação do cristianismo.  Lendo o livro Paulo de Tarso ficamos apaixonados por sua figura. Evangelizou principalmente a Ásia menor, atual Turquia. Pregou a nova mensagem no maior estádio da época, o areópago de Atenas onde só os grandes eruditos eram aceitos. A primeira grande divergência da Igreja se deu entre Paulo e Pedro. Este era um que judeu ferrenho nacionalista, como é a maioria os judeus, que não compreendia a mensagem universalista do Cristo. Pedro divergia sobre o modo de converter e batizar de Paulo. Achava que só os que eram circuncidados deveriam receber o batismo, então isto restringia a conversão apenas aos judeus ou aos que quisessem se converter ao Judaísmo.

Tiago Maior que deu nome ao Caminho
de Santiago de Compostela.
 
Quando Paulo afirmava que Jesus era um salvador para toda a humanidade e não só de Israel, tocava no orgulho nacional dos Judeus. Paulo teve que ausentar-se da Judéia para iniciar sua pregação. Paulo batizava a qualquer um que quisesse seguir o Cristo. Como Pedro era alguém muito amado na Palestina e pensava como os judeus, muitos deles não aceitavam o trabalho de Paulo. Acusavam-no de querer se igualar aos discípulos, parentes, e amigos que haviam convivido com o Cristo. Contudo, Paulo , um apaixonado pela  mensagem de Jesus, seguia fora da Judéia, convertendo  muita gente com a sua notável erudição. Fundou centenas de comunidades cristãs com sua formação grego-helenística mas muitas destas comunidades não foram reconhecidas pela comunidades de linha judaica . Para muitos judeus Paulo era um homem polido pela gnose e filosofia grega dos mistérios pagãos. Em suas epístolas, Paulo escreveu contra as divergências geradas por este espírito partidário. Barnabé foi contra esta hostilidade às idéias de Paulo e deu-lhe uma irrestrita amizade e cooperação. Em” Isis sem Véu”,helena Blavastky diz que Paulo, em seus ensinamento das epístolas, usava expressões das iniciações pagãs gregas , consideradas heréticas pelos judeus da linha de Pedro.
   Hoje ainda pouco conhecemos a respeito da vida de Jesus e muitos continuam a ser os questionamentos a respeito. Os principais são estes: a data de Seu nascimento; Sobre a traição de Judas. Desde a descoberta dos manuscritos egípcios, ninguém sabe se foi um traidor ou um herói ;Fala-se muito se Jesus seria ou não um homem casado. Alega-se que só os homens casados, pelos hábitos da Palestina, eram chamados de Rabi e ouvidos na sinagoga com o respeito com que Jesus era ouvido; O modo de execução de Jesus alguns alegam que teria sido apedrejamento; Quanto a sua mãe Maria ter sido ou não enterrada em Éfeso.

sábado, 16 de março de 2013

A Escada de Jacó

Interpretação Rosa Cruz
de uma alegoria bíblica
   
Jacó, o neto de Abraão, teria nos deixado uma alegoria que nos fala dos vários passos que damos durante a trajetória da nossa evolução. Ele sonhou que via uma escada que, estando apoiada no chão, era tão alta que tocava o céu. Tal escada teria sete degraus. No alto dela, lá estava Jeová, o deus de Israel, convidando Jacó a subi-la. “Jacó entendeu que aquela escada era a porta para a “terra prometida”, entendendo-se a ” terra prometida” como o clímax da espiritualidade que o homem atingirá.
O Rosa Cruz nos apresentam os degraus da escada como se cada um deles estivesse relacionado com uma montanha que aparece em sete episódios históricos vividos pelo povo judeu. Melhor dizendo, a história judaica, desde o episódio de Noé até a chegada de Jesus, teria requerido dos povos judeus sete grandes esforços evolutivos, que todo homem tem que passar em sua existência.
    Os degraus corresponderiam aos montes Ararat, Moriá, Sinai, Tabor, Gólgota e Oliveiras.
    No primeiro degrau, depois de um dilúvio devastador, Noé, reuniu todos os seus bens e chegou ao monte Ararat, onde encontra refúgio. Dali soltou depois uma pomba que voltou com um ramo de oliveira no bico. Isto lhe revelava: As terras não estavam mais cobertas pelas águas, estavam lhe esperando para fazer um novo plantio. Também nós quando, por erros nossos passamos por problemas devastadores, recebemos de Deus uma nova oportunidade de recomeçarmos levando conosco os bens espirituais que já tenhamos conquistado.

    Depois, Abraão dirigiu-se ao monte Moriá. Neste episódio lhe era requerido por Jeová um sacrifício. Sacrificar num holocausto seu único filho Isaac. Ele o pôs então sobre o altar do sacrifício, mas, por sua grande Fé, Deus o poupou. Este é o degrau da fé em Deus, da certeza de que os nossos sacrifícios serão compensados.
    O terceiro degrau da escada evolutiva refere-se ao episódio de Moisés subindo o monte Sinai. Ali ele receberia o Decálogo, um código de leis. Ninguém se adianta se não tiver disciplina, da obediência.  Geralmente quando, falamos em obediência não sabemos o que é sermos obedientes aos princípios divinos. Como exemplo, poderíamos citar o que fazemos com um animal que tem demasiada energia, tem capacidade para correr em grande espaço. Então, desobedecendo as leis de seu corpo, o pomos numa jaula minúscula onde ficará cerceado de sua verdadeira natureza.
    No quarto degrau encontramos os judeus, após atravessarem o deserto, vindos de uma escravidão no Egito, chegando ao monte Carmelo. Ali encontraram verdadeiros e falsos profetas. Como distinguir os falsos? É o degrau dos conflitos íntimos entre as nossas duas vozes internas Ele são nossos verdadeiros e falsos profetas. É o degrau do discernimento. Como exemplo podemos citar a dificuldade que os estudantes esotéricos encontram em distinguir entre psiquismo  e espiritualidade.
    Só após passar o degrau do discernimento poderemos subir o monte Tabor. Ele é o monte da Transfiguração de Jesus. È o degrau do nascimento espiritual. Neste monte Jesus leva consegue representa a obediência aos princípios divinos, Tiago representa a valentia e João é o amor.
    Depois desta transfiguração, onde transcendeu todas as diferenças religiosas e culturais, o homem terá que subir o monte do Gólgota. É o calvário da sua solidão, da incompreensão por parte de todos que o cercam. Mesmo estando em meio a um grande grupo, se sentirá só. Terá que persistir em seu ideal sem ajuda. È o teste de sua persistência e a renúncia a reconhecimentos. Como exemplo, temos o caso de Jesus seus discípulos Pedro, Tiago e João. Para transportá-lo somos ajudados por 3 forças superiores simbolizadas nas características dos discípulos. Pedro subindo sozinho o Calvário, incompreendido e abandonado.
    Porém, o último degrau refere-se aos momentos de maior paz e felicidade que um homem pode atingir. É o momento da entrega total. É Jesus no Monte das Oliveiras, onde ele se abastecia na unidade com Deus.

O Três Logos e a Santíssima Trindade


    Para um espiritualista o início da Criação foi a Unidade. Um ponto que continha tudo
Uma criação feita em três momentos, em três fases distintas chamadas de “Logos”. Assim nasceu o que chamamos de Trindade.
   O primeiro Logos é o momento criativo. È a matéria virgem que contem tudo.  É a fonte de onde proviemos, a parte mais superior do nosso ser, é a nossa substância primordial. É enfim o nosso espírito. Neste primeiro momento o movimento, as Mônadas, as formas ainda não existiam.  Por isso quando eventualmente numa meditação alcançamos esta parte superior do nosso ser a chamamos de “O Grande Silêncio”. O Cristianismo chama esta nossa substância primordial de “Pai”.
 
Deus limitando-se a si mesmo para criar os três Logos.
 
   No segundo Logos, segundo momento da Criação, são criadas as Unidades de Consciência, a que chamamos “Mônadas” (que somos cada um de nós). Com elas, quando formos nos relacionar com o habitat que seria posteriormente criado para vivermos, poderemos chegar à Sabedoria, conhecer os mistérios divinos , todos os mistérios da Criação.  Aqui, já teremos que começar a distinguir a Consciência de nossa Mônada da nossa mente ( como explicarei mais adiante).
   Sendo a Mônada criada da substância primordial, do Pai, contem naturalmente todos os poderes latentes que a constituíam. Enfim, aqui temos explicada a frase: “Somos feitos à semelhança de Deus Pai criador”. O Cristianismo chama esta parte do nosso ser, o Segundo Logos, de “Filho”. A chamamos também de “Alma”.
   No Terceiro Logos, terceiro momento da Criação, surge então o universo formal, as formas que irão envolver as Mônadas, aquelas unidades de Consciência. Formas que passarão por um processo evolutivo através dos reinos minerais, vegetais e animais até as mônadas chegarem a ser envoltas numa forma humana. A Consciência da Mônada (que chamamos também de “Centelha Divina”) irá penetrar nossos corpos formais humanos, desde o chamado” Ponto Central de Nosso Ser”.
   Estas formas que envolvem as Mônadas, os seus corpos, obedecem também a grande energia da Trindade. Serão: físicos, emocionais e mentais. Vemos aqui então que a mente apenas percebe sensorialmente o habitat em que vive, não ultrapassa este limite. Não tem o percebimento dos mistérios da criação, não atinge à plena sabedoria como o pode fazer a Consciência da Mônada. Numa meditação fazemos então eventualmente o contato com nosso eu superior, através do Segundo Logos, da Consciência da nossa Alma, do Filho, tal como o disse Jesus: “Ninguém vai ao Pai a não ser através de Mim”. Referindo-se a ele mesmo como um representante do Filho, do Segundo Logos. Então, em meditação, jamais atingiremos o Pai através da mente, ao contrário, temos que ali transcender aos nossos três corpos inferiores, dos quais a mente é um deles.
   No momento do Terceiro Logos todo o universo formal manifestado é então criado. Por isso os espiritualistas costumam dizer que apesar dos cientistas dizerem que não acreditam em Deus, na medida em que  se dedicam a estudar o universo manifestado ,estão, sem o saber,estudando a Deus em seu terceiro aspecto: O universo formal.
   Esta grande força criativa da Trindade está também presente em nosso desenvolvimento social e religioso, tal como nos afirmou Hermes Trimegisto na antiguidade: “Assim como é acima assim é abaixo”. Caminhamos sempre sob a tutela desta força trina.
 
Pai, Filho e Espírito Santo; a Força Trina.
 
   A religião indiana busca o Pai. Com suas interiorizações nos trouxeram esta maravilha que é a meditação. No entanto, observamos que amiúde fazemos com ela um erro: A alienação, a desvalorização e o desligamento dos valores do plano físico em que vivemos.
 As religiões cristã, islâmica e judaica dedicam-se a energia do Segundo Logos, do Filho. Representam o relacionamento ético entre as mônadas. Seu erro é o grande rigor que às vezes requerem de seus adeptos, principalmente no que se refere a seus vestuários, participação em festas etc.
   As religiões de cunho egípcio, africanas, atuam com a força do Espírito Santo. O Terceiro Logos, a forma, a matéria, o externo. Então vemos predominar nelas a magia. Trazem-nos amuletos, oferendas, ervas etc. Naturalmente recursos que a natureza coloca a nosso dispor para nos auxiliar. Porém, seu grande perigo é achar que todos os nossos problemas podem ser resolvidos apenas pela magia, sem a preocupação da vigia de comportamento sobre nós mesmo, como nos pede o Segundo Logos.
   Observamos que os ciclos civilizatórios obedecem também à força da Trindade. Já passamos pelo ciclo do Pai (o Patriarcado), pelo ciclo do Filho e agora estamos no ciclo do Espírito Santo. Sendo este a representação da nossa parte formal, do feminino em nós, desta força que tenta exteriorizar tudo, seremos por ela levados a manifestar, a concretizar por fim as doutrinas, os ideais que nos foram deixados pelos representantes das religiões do Segundo logos.
   Não só a nossa civilização segue a força da Trindade, como também nosso sistema solar ilumina e dá a vida ao nosso mundo através das três cores básicas de seu prisma de luz: Azul, amarelo e vermelho.
Quando nós espiritualistas: Eu sou Luz! Minha Mônada é Luz!  Referimos-nos à força da Trindade nos atingindo através do prisma solar.
   A Trindade era um assunto muito estudado no Gnosticismo antigo. Para amenizar a atração que este estudo exercia nas pessoas, ou talvez por não querer interpretações errôneas sobre a figura de Jesus, a Igreja criou o dogma da Santíssima Trindade, que, em sendo dogma, não podia ser estudado sob pena de heresia. Assim tivemos por séculos este assunto posto de lado.
   No século XIX, a Cromoterapia foi rebuscar o que já havia sido estudado tanto na Gnose antiga como em outras escolas iniciáticas. Dedicou-se às propriedades destas três cores básicas, como elas atuam em nosso ser. Assim, desde então nos foi dito que a energia vinda de tais cores atinge nossas capacidades de ter Vontade, de adquirirmos Sabedoria e de termos Amor. Por esta razão é com estas cores, que representam nossas três principais capacidades, que trabalhamos em ritos e meditações espiritualistas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ritual de Cura

Ritual do meu grupo de estudos esotéricos.


Sineta.      
Três respirações profundas.

   - Entramos conscientes no coração do fogo sagrado e ai permanecemos. Ele é o ponto central de nosso ser.(Visualizem a luz no coração.) Deus não está longe de nós mas dentro de nós.(pausa)

   Façamos a oração da Unidade.

   O’ grande força do Altíssimo , perante o altar da Tua Divindade viemos hoje trazer-te as melhores oferendas da nossa devoção. Que tudo quanto aqui dissermos, sentirmos  e pensarmos seja apenas para engrandecer o Teu santo nome, dar maior beleza e dignidade às tuas criaturas. Estais em nossos pensamentos e sabeis. Queremos hoje obter a tua energia de cura para aqueles que ao entrar no plano físico receberam o nome de : ------------------------------- Estai conosco o’ Altíssimo neste trabalho!   Em nome dos seres da cura mestres São Germain e Hilarion e o Buda da Medicina, consagramos esta chama aos anjos da energia curativa.

   Acendimento da vela :   Anjos da cura, enquanto a cera impura desta vela se derrete ao calor deste fogo ,assim sejam derretidas nos irmãos aqui citados todas as desarmonias quando neles brilhar a luz de seu fogo sagrado.
   Pensemos em uma luz violeta  saindo como uma grande energia do altar e preenchendo todo o nosso ambiente. Imaginem agora sobre este prédio um grande sino dourado .Este sino irá badalar sete vezes . Em cada badalada deixará cair sobre o prédio pétalas de violetas luminosas. Transpassarão paredes e virão cair aqui entre nós. Todo o chão aonde pisamos já está agora repleto de pétalas de violetas.

   Cada um de nós irá agora pensar no doente que quer abençoar. Agora o vemos recebendo do seio da mãe terra energia de vida , de ressurreição e de calor. O solo lhe está oferecendo prodigamente a luz violeta(pausa) Esta luz está queimando em seu registro etérico os germens do seu passado.  Todos aqui presentes continuem visualizando uma luz violeta cercando cada um dos irmãos aqui pensados. Todos os elétrons de seus corpos estão agora já iluminados e finalmente eles são seres abençoados pela luz violeta. Esta luz forma agora em seu redor uma grande pirâmide de luz violeta. Visualizamos agora o irmão ou irmã a quem queremos abençoar, dentro desta pirâmide Deixemos agora nossos irmãos confiantes dentro dela, onde está se processando uma alquimia divina.

   Agora façamos juntos um louvor os elementais dos corpos dos irmão citados.  Façamos também agora a oração aos anjos curadores.

   Magnetização das mãos:   Anjos de Ezequiel, anjos de Ezequiel, purificai ,purificai as minhas mãos!

   Magnetização das águas: Visualizem todos uma luz violeta saindo das minhas mãos.  _Magnetizai! Magnetizai estas águas com a força da curativa luz violeta!

   Distribuição da água: Tomai meus irmãos desta sagrada essência, que a graça dos anjos de Ezequiel esteja também conosco!

   Prece de Cáritas

   Purificação das mãos com óleo( mirra ou benjoin)

   Benção final: preparem-se par receber uma benção que não é a minha personalidade que vos dará mas apenas uma troca entre irmãos, uma troca entre a minha luz interna e a  vossa.

Benção:  - Eu vos abençôo com uma trindade de fé , de sabedoria e de amor. Aceitai esta benção de fé! Com ela eliminareis qualquer distância que existir entre vós e a vossa própria divindade! Aceitai esta benção de sabedoria. Com ela conhecereis as leis que regem os vossos corpos e o universo que habitais. Aceitai esta benção de amor! Com ela concretizareis o Cristo em vós que é o modelo da vossa perfeição Que o vosso deus interno expresse através da vossa forma a sua pureza ,sabedoria e paz.

   Final: Agradecemos as ascensionadas legiões de luz pela assistência que nos deram. Ajudai a cada uma de nós a ser sempre a presença da cura e do amor para toda vida que contatarmos com sentimentos pensamentos atos e palavras. Em nome de Deus estou encerrando este rito.

Caso se use a luz verde   A forma pensamento do sino sobre o edifício será trocado pela forma pensamento da lâmpada de Aladin.(símbolo do mestre Hilarion) Visualiza-se uma lâmpada de Aladin despejando forte luz verde dentro do ambiente.Todas as ocasiões  em que for citada a luz violeta se trocará pela luz verde.

Gunas - Qualidades da Matéria

    No hino de louvor à Brahma, Deus criador, existe um trecho  que diz:   “Brama está acima do pensamento e é livre das três Gunas.”  Então, no    Bhagavad Gitã, A  Canção do Senhor, Krishna explica a seu discípulo Arjuna: “As três Gunas são as três qualidades da matéria”. Entendemos então que as Gunas são energias que estão por trás de todos os nossos atos materiais, como agir, sentir querer, pensar. Estas três qualidades são chamadas em sânscrito de Thamas, Satwa e Rajas. Como as gunas pertencem ao plano de manifestação, Brahma em sua faceta de Imanifesto está muito acima delas, é livre delas. Tal como é dito no hino. Satwa designa equilíbrio, harmonia, ritmo. Rajas designa atividade , movimento,emoção ambição. Tamas designa inércia, resistência, inatividade e obscuridade. Estes três atributos vinculam Brahma à matéria. Satwa vincula Deus pelo amor ao conhecimento, ao saber à beleza, à arte. Raja vincula-O pelo desejo de agir, pelo apego à ação. Tamas vincula-O preguiça de mudar, pela rotina. Quando se vê a sabedoria, a contemplação ao belo,manifestado em alguém sabemos que é Satwa a Guna que a domina.Quando se vê obstinação, muita agitação, muito desejo, muita ambição, se percebe que Rajas é a Guna dominante.Quando em alguém há muita preguiça, muita inflexibilidade à mudanças de idéias, muita rotina , por certo é Tamas que a domina.  O fruto de uma ação que busca o belo, a sabedoria gera harmonia, paz. O fruto de uma ação levada pela emoção é a dor. O fruto da inércia, da preguiça, da inflexibilidade é a ignorância.
Krishna e seu discípulo Arjuna.
Brahma, porém, Deus criador, está além da matéria e de suas qualidades porque tem a sua face imanifesta. As Gunas são apenas a parte imanifesta da Divindade. Existe, porém uma outra forma de Brahma manifestar-se que não as Gunas. È através do grande mistério do Verbo encarnado, do Filho Divino, o Cristo. Krishna diz também a Arjuna no Bhagavad Gitã:” Todas as vezes que a humanidade quer regredir  Eu renasço no Verbo Divino”
 
    A Guna  em que trabalharemos em uma encarnação irá determinar também o grupo familiar em que nasceremos porque o genes familiar que recebermos nos dará a matéria genética com a sensibilidade nervosa, resistência física limitações etc, para trabalhá-la .As Gunas determinam nossa forma de agir. Duas pessoas poderão ter o mesmo pensamento e sentimento a respeito de algo mas terão formas diversas de os expressarem. Pessoas existem que ao se sentirem tristes se isolam, outras que procuram se ocupar ou agridem.
    Geralmente, a Fé que escolhemos depende das Gunas materiais que estamos trabalhando. A Guna Satwa gera a fé mais contemplativa, mais devocional, mais mística. À interessante notarmos o caso dos cientistas. Geralmente estão deslumbrados pela  complexidade da vida , pela beleza do universo, da complexidade biológica humana etc . Caso um cientista entrar par o campo religioso ele terá uma Fé muito devocional torna-se um ser contemplativo.  Rajas gera a Fé passional, o culto a heróis, líderes, santos, gurus, porque a pessoa de Rajas valoriza o agir. O Budismo Mahayana, que é o budismo ligado aos mestres é de início sempre uma Fé rajásica ,pelo culto ao guru. Somente quando fazemos um discipulado ,uma Iniciação, é que recebemos a energia de Satwa que nos arrasta para atingir a sabedoria.
O Cristianismo tem se mantido como uma Fé rajásica pois é muito passional Apesar de seu líder Jesus ser alguém ligado à Guna Satwa ,que corresponde na Trindade superior a sabedoria do plano búdico, seus seguidores seguem adorando a sua personalidade, o sacrifício d sua vida e muito pouco a sabedoria contida em suas mensagens crísticas.
 
A batalha entre o Bem e o Mal do Bhagavad Gita.
Tamas gera também a Fé voltada ao Xamanismo, à magias, amuletos etc. É nesta consciência que o homem desenvolve o poder, a vontade opostos da inércia. Sabemos que os seres iluminados  dirigentes da nossa evolução, trabalham as forças da Vontade, da Sabedoria e do Amor e suas respectivas Gunas materiais. Sendo também Chamados de Manús, Bodhisatwas e choans respectivamente. Então se no nossos raio egoico na nossa combinação de raios superiores tivermos como dominante a Vontade provavelmente nosso mestre pertencerá a linha dos Manús  que são os dirigentes da Guna Tamas , Contudo como precisamos desenvolver as três Gunas ( apesar de termos uma delas em predominância) , se numa encarnação estivermos desenvolvendo a Guna Satwa podemos estar orientados por uma ser da linha dos Bodhisatwas Exemplificando: podemos estar trabalhando na área da instrução ou da pesquisa (Guna Satwa) orientados por um mestre da linha dos Bodhisatwas,  mas meu raio egoico ser o da vontade  (Guna Tamas).Por isso temos sempre dois mestres. Um provisório, nos auxiliando numa encarnação, e outro que é aquele afim à nossa  Mônada e ao qual nos uniremos quando acharmos o papel que nos caberá na magna Obra.
A Guna mais difícil de nos libertarmos, mesmo quando estivermos num final de nossa evolução,, num final de nossa cadeia planetária é a Satwa pelo deslumbramento que nos causam as belezas do mundo manifestado.
 
    A vitalização destas três qualidades da matéria foi chamada de Quintessência  da Matéria. Os alquimistas medievais achavam que se pudessem manipular esta quintessência vitalizariam por mais tempo a matéria e chegariam à longevidade. Já a Cabala Judáica chama esta essência vitalizadora de Energia Yesôdica, ou apenas de Yesod. As qualidades materiais do nosso agir, sentir, pensar, nossas Gunas são conservadas no além morte pelo que chamamos de “átomos permanentes dos corpos inferiores.” que depois, unindo-se aos genes familiares, tornam possíveis as encarnações que farão evoluir o nosso Eu real, nosso Eu superior.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Os 7 Temperamentos do Homem


Temos na verdade três raios básicos Azul, amarelo e vermelho, que correspondem em energia à Vontade, a Sabedoria e o Amor respectivamente. Que corresponderiam também as 3 qualidades da matéria chamadas de Gunas (Tamas,Satwa e Rajas) e ainda as energias materiais de Inércia, Ritmo e Atividade.
 
 
    Eles agem em cada um de nós misturados da seguinte maneira: com um aspecto dominante, um secundário e outro terciário. Toda mônada tem então três consciências que variam em sete combinações. Então em nosso corpo superior eles agiriam assim determinando a nota chave do nosso raio monádico.V: Vontade- S: Sabedoria- A: Amor.

1_ V.S. A.---------- 2_ V. A. S------------3_S. V .A.----------
4_ A .V. S. ---------------5_A. S. V. ----------6_S. A. V.
 ------------7_V. S. A. (neste ultimo todos são dominantes.)

Na matéria eles se manifestariam assim, com inércia, ritmo e atividade:

1_I. R. A. ---------2_I. A. R. -------------3_R. I. A.----------
4_R. A. I-------------------5_A. R. I. -----------6_A. I. R.
-------------7_I. R. A. (neste último todos dominantes)       Nas Gunas, Tamas sempre corresponderá à Vontade, Satwa à Sabedoria e Rajas ao amor.

    No corpos superiores o aspecto Vontade está aderido ao átomo permanente Átmico do indivíduo.O aspecto Sabedoria está aderido ao átomo permanente Búdico.O aspecto Amor Atividade está aderido ao átomo permanente de Manas.Durante todo o processo evolutivo do indivíduo seu raio monádico ou egoico  permanece o mesmo.Porém, como temos que desenvolver todos os raios,em cada encarnação nossa desenvolvemos um dos sete raios, a este raio, desenvolvido em uma encarnação, damos o nome de raio encarnatório.Estes raios encarnatórios sendo trabalhados por cada indivíduo de maneira diferente, resultará em indivíduos absolutamente diversos,  de uma diversidade incontável, embora pertençam a apenas 7 temperamentos básicos.

Testemunhos dados por Jesus


   Cada uma de nossas civilizações contou com um mensageiro divino que são marcos das expansões de consciências que deverão ser experienciadas pela humanidade. Assim tivemos Krishna, Buda, Hermes, Zoroastro e outros.
   Fazem mais de dois mil anos que um iluminado se manifestou e em torno deste centro dinâmico de luz espiritual, tem gravitado o nosso mundo ocidental.
   Jesus veio dar testemunho da existência da nossa força interna que traz o nosso modelo de perfeição individual, o arquétipo de cada um de nós ao qual chamamos de Força crística ou Cristo interno.  Em outras palavras, todo sabe que possuímos uma força que nos conduz através de vivências, até a realização do papel individual designado para cada um de nós.
   Jesus veio dar testemunho desta força crística interna velada pela nossa forma.
  Cada iluminado tem uma maneira específica de transmitir seus ensinamentos. Jesus o fez como se estivesse teatralizando através da sua própria vida, a etapa para se chegar à plenitude desta força interna.
   Os arquivos esotéricos nos contam que na Antiguidade, o título de Cristus era atribuído a um iniciado dos grandes templos do Egito que houvesse externado plenamente esta força, o seu papel individual. Jesus recebeu este título, por isso entendemos porque este iluminado foi escolhido para dar testemunho dela.
   Falaremos hoje sobre os três primeiros testemunhos dados e vivenciados por Jesus e que seria então alertas para as etapas que nós necessitamos viver. É ele o momento de seu Nascimento, do seu Batismo e o de sua Transfiguração.
NASCIMENTO- No Nascimento, Jesus dá testemunho do nosso Cristo Interno Criança, quando vai começar o preparo dos seus corpos inferiores. Este é o momento de alerta para em criança sermos bem preparados por nossos pais e depois na adolescência até a maturidade, nós mesmos nos prepararmos para servir nossos companheiros de evolução, plano de servir que Ele próprio exemplificou como sendo a sua meta.
 
 
A força interna que veio exemplificar abrange todos os seres viventes.  Sejam minérios, vegetais, animais ou humanos para que todos indistintamente cheguem ao seu modelo de perfeição. Assim, na caverna, formação calcária muito comum na Palestina, em que Jesus manifestou o Cristo Criança, mostra toda a abrangência desta força. Lá estão as pedras da caverna simbolizando o reino mineral; o feno representando o reino vegetal; o boi e os carneiros representando os animais e o reino humano representado por José e Maria.
   Os iniciados sempre notaram que a vinda de todo grande iluminado é anunciada por um sinal. Sinal este a que não era dada muita relevância por muitos , mas que era intuído e entendido pelos iniciados como o indicativo para a chegada de uma revelação divina.Uma vez que  os membros dos grande templos iniciáticos contavam com uma consciência muito sensível e , pelos ensinamentos espirituais recebidos.
No Nascimento, três iniciados conhecidos na Cristandade por reis magos aparecem com relevância. Vejamos se podemos dar uma consistência histórica a estes personagens.
A região da Palestina era na época em termos de cultura, sem expressão alguma. Porém, existiam grandes centros culturais espalhados na Pérsia, Etiópia e Egito, de onde a tradição nos diz terem origem os nossos personagens. Esses centros culturais eram chamados Templos ou Escolas de Mistérios iniciáticos, pois juntavam à cultura também uma preparação no campo esotérico, iniciativo. Neles, se estudava matérias como geometria, matemática, filosofia e astronomia. Muitos homens passavam suas vidas nestas terras à bem de estudarem, pois estamos falando de uma época em que escolas e faculdades inexistiam em quase todas as cidades. Assim tivemos o grande Pitágoras estudando durante 20 anos em um destas escolas do Egito. Sendo a educação assim tão rara, aqueles que a tinham eram respeitados e acatados. Os que estudavam a difícil matéria de astronomia, considerada até mágica, levando-se em conta o pouco recurso de aparelhagem técnica para estudá-la, eram então chamados de magos.
   Os três reis magos bem poderiam ser estudiosos de astronomia e astrologia, guiando-se em seus caminhos nos desertos, pelas estrelas, como era costume. Estranhamos o fato de virem de tão longe para adorarem uma criança. Vemos nisso uma lenda, uma fantasia, mas esquecemos de que a espera da vinda de Messias, que trariam reformas à humanidade, era muito comum na tradição dos povos antigos. Naturalmente que a vinda de um Messias dentro daqueles templos escolas iniciáticos trazia referências, indicadores, que uma vez estudados poderiam ter se enquadrado ao menino que nascia naquela família humilde da Galileia. A adoração a um menino distante é perfeitamente compreensível para as tradições da época. Se fizermos um paralelo à tradição budista, sabemos que a vinda de um novo Bodhisatwa, conduz, ainda hoje,  budistas à localidades distantes do nascimento destes grandes seres, através de sinais indicadores.
   Quando os 3 magos encontraram o menino, traziam em mãos 3 presentes. Entender a simbologia destes presentes é enriquecedor para nós neste natal. Para os povos antigos, tão ligados à natureza, as plantas, os metais ,as resinas, simbolizavam sentimentos humanos. O ouro significava todo o esforço que um homem faz para sobreviver. Em resumo ,a nossa energia física. O incenso é resultante da queima de uma planta aromática que volatizando-se sobe aos céus. Hoje chamamos incenso à qualquer queima cheirosa , mas o incenso ,na verdade era uma  planta muito comum na zona do Mediterrâneo. Representava aos antigos as nossas energias emocionais que ao espalhar seu perfume beneficiava a todos. A mirra é uma goma resinosa , amarga, usada para mirrar, encolher materiais. Significava o encolhimento de todas as amarguras de nossos pensamentos, para que possamos crescer espiritualmente. Enfim, nossa energia mental purificada. Assim podemos imaginar que os três sábios iniciados ofereciam a quem acreditavam fosse o Messias da época, como oferenda, como presentes, o melhor de si: Seus corpos físico, emocional e mental purificados ,os colocando a serviço do Messias criança.

Cena do filme "Jesus, a História do Nascimento".
 
Contudo, o que os 3 iniciados viram como sinal no céu e que chamamos de “Estrela de Belém” é um mistério ainda devido a incerteza, dentro da pesquisa histórica ,quanto ao ano e data do nascimento de Jesus. Então, se tem procurado as conjunções de estrelas que aconteceram em sua época. Várias hipóteses foram levantadas até de que seria o planeta Halley que apareceu 11 anos antes do ano 1 cristão. Também, de uma conjunção de Júpiter, Saturno e Marte acontecendo seis anos antes. Então nada se sabe na verdade. O único fato  sabido é que 3 iniciados sairam de suas escolas seguindo um brilho anormal nos céu para irem em busca do messias prometido que estava nascendo. Porém, o que veio a vigorar como data fixa foi a visão mítica de seu nascimento. As escolas iniciáticas identificavam os grandes iluminados que representavam a 2º pessoa da Trindade, o Filho, o Verbo manifestado, com o sol, os chamavam de “ Sol Invictus” ( assim era chamado Jesus)  No hemisfério norte onde nasceram grandes heróis da espiritualidade como Mitra, Horus, Hércules, o dia da sua manifestação na matéria física era então simbolicamente relacionado ao surgimento do sol no ano. ,Isto é, no auge do solstício de inverno : À meia noite do dia 24 de dezembro.Nesta data, no céu aparecia o signo de Virgem, enquanto Virgo aparecia no horizonte, a estrela Sirio e o brilho de Orion estavam por perto.
   Também os povos pagãos celtas, para homenagear o seu deus solar Beltame, acendiam fogueiras nos Solstícios de inverno. Assim agiam outros pagãos adoradores do deus Sol.  Em 337 o papa Julio I datou oficialmente pela Igreja o dia 25 de dezembro como data do nascimento do Cristo. Aliás, esta foi a forma, o costume que a Igreja estabeleceu quando se estruturou. : Punha seus locais de cultos sobre locais de ritos pagãos e suas datas santas nos mesmos dias dos ritos sagrados dos pagãos. Ninguém sabe explicar isto, mas o fato é que deu certo, foi uma forma de acabar com o Paganismo.
Falemos agora sobre o segundo testemunho dado por Jesus: O BATISMO.
   Mesmo sendo um ser já livre de erros, emocionais e mentais, Jesus se sujeitou a um ritual de purificação. Matheus diz em seu evangelho que João Batista não queria batizá-lo (naturalmente percebendo que ele não necessitava de purificação ou que ele próprio não fosse digno de batizá-lo.), mas que Jesus fez questão de cumprir o simbolismo religioso. Adaptou-se ao requisito do ritual de purificação na água, conforme era o uso da época.
 
 
   O valor sagrado da água foi aceito por muitos povos da Antiguidade. Desde os tempos mitológicos, bem anteriores a Jesus, nos diz Homero que Tétis, a mãe de Aquiles, já o mergulhou numa fonte sagrada para torná-lo invulnerável a todos os males. O batismo pela água simboliza a consciência velha morrendo para depois renascer em outra purificada.
Após anos de preparo, Jesus, no batismo do Jordão, iniciou sua missão de servir como instrutor da humanidade. Segundo algum ocultista é justamente no momento do batismo que João Batista reconhece em Jesus, seu primo, o Messias esperado e que Jesus deixa que seus corpos de expressão sirvam de intermediários para a força do Cristo Cósmico Maitreya, que sempre estará com ele, Jesus, durante todo o seu trabalho itinerante de instrutor.
   Após o batismo, o viver de Jesus foi um doar-se inteiramente à sua missão. Sua instrução versando sempre sobre o amor e o compartilhar. No natal, comemora-se o compartilhar com os seus 12 discípulos , na ceia natalina, quando ele distribui o pão entre todos.
A TRANSFIGURAÇÂO - Ela é o testemunho dado aos discípulos, onde mostra a unificação entre nosso corpo e o Cristo Interno a que podemos chegar. Naquele momento, Jesus expressa o Cristo Interno em toda a sua transcendente beleza e expressa a personalidade humana transfigurada, liberta das limitações da forma, em sua faceta de beleza. No evangelho de Matheus, este relata: “O Seu rosto resplandeceu como o sol e suas vestes tornaram-se tão brancas como a luz”.
 
 
   No Bagavad Gitã indiano (A Canção do Senhor), Arjuna, discípulo de Krishna, pede para ver a face divina de Krishna.  Krishna deu-se então a conhecer e diz então Arjuna: “Se mil sois ao mesmo tempo brilhassem no firmamento, a luz deles haveria de empalidecer na presença da glória que aquele semblante irradiava em todas as direções”.
Na transfiguração,  Jesus dá o testemunho, como sempre através de sua própria vida, de que em nosso íntimo somos todos belos e perfeitos ,e também quando diz:” Tudo o que eu faço vós também podeis fazê-lo.”
A transfiguração é enfim a teatralização feita por Jesus para mostrar que aos termos dominados instintos emoções e pensamento, como ele o fez, nenhuma destas consciências inferiores serão mais obstáculos a expressão dessa nossa beleza interna.
Na transfiguração, os discípulos que já viam  em Jesus um mestre excepcional, viram ali  que uma força divina o conduzia.
Tendo Jesus dado testemunho do NASCIMENTO, quando o verbo divino se fez carne.Dado depois o testemunho do BATISMO ,simbolismo da necessidade de purificarmos nossos corpos de expressão e dado também aquele em que mostra a nossa beleza interna ,A TRANSFIGURAÇÃO ,mostrou assim Jesus o quanto estava capacitado à sua  missão de magnífico instrutor que foi.