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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Ensinamentos Sufi

Esta história é de uso corrente entre os sufis. È encontrada no clássico de Rumi “MATNAVI” do séc. XIII. Ilustra que não adianta acessarmos ensinamentos muito complexos quando não entendemos ainda os básicos.

     Os três conselhos ou Os três ensinamentos      

   Um homem capturou um pássaro. E, o pássaro disse a ele: Preso eu não tenho nenhuma utilidade pra ti. Se me libertares eu te darei três valiosos ensinamentos. O pássaro então prometeu que lhe daria o primeiro ensinamentos enquanto estivesse preso, o segundo quando alcançasse o galho de uma árvore e o terceiro quando atingisse o cume da montanha.

   O homem concordou e pediu o primeiro. O pássaro disse: Quando perderes algo, mesmo que te seja muito valioso, nunca te lastimes.

  O homem soltou o pássaro e lá do galho da árvore o pássaro lhe deu o segundo ensinamento:_ Nunca acredites em algo que seja contrário à razão, sem ter provas.

   Depois o pássaro voou até o alto da montanha e lá de cima começou a gritar zombando:_Ò infeliz, há dentro do meu corpo duas enormes jóias. Se ao invés de me tiver soltado me tivesses matado, hoje elas seriam suas!

   O homem ficou muito angustiado, pensando desesperado no que perdera, mas depois pediu: Pelo menos, agora que estás no alto da montanha, conforme o que prometestes me dê o terceiro ensinamento.

   _ Imagina que tolo é –disse o pássaro- me pedindo o terceiro ensinamento, quando nem refletistes ainda nos dois primeiros. Veja bem: Eu te disse para nunca lamentares algo perdido e estás ai desesperado pela perda das jóias. Disse-te também para não aceitares nada contra a razão. E estás acreditando em algo ridículo. Eu nem sou um pássaro de corpo grande, como poderia conter dentro de mim duas enormes jóias? Uma afirmativa, pois contrária à razão. Como queres que te dê o terceiro ensinamento?

Deves, por isso, permanecer dentro das limitações que te são impostas.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Algumas Manifestações Religiosas

Xamanismo

A mais antiga manifestação religiosa é o Xamanismo, pois se refere aos povos tribais. Seria impossível citarem-se todas as culturas que o empregam. Vamos encontrá-lo  principalmente entre os povos do Ártico (esquimós), nos Lapões da Finlândia, na Sibéria, na Indonésia,no México,e em todos os povos que entraram na América pelo Pacífico.

   O Xamanismo vem da crença no Xamã. Alguém que possui poderes que o possibilita ter contato com a energia das plantas, dos animais, das pedras e do meio ambiente natural como rios, florestas, montanhas etc.

   Eventualmente, em algumas tribos é aquele que interage com o espírito dos mortos. É sempre considerado um praticante do sagrado, porque,segundo as tribos, ele entra na alma das coisas. Também como curador, como vidente, é alguém muito conceituado.

   A interação com todas as espécies de energias invisíveis da natureza que o cerca, é conseguida num estado de êxtase, de transe, induzidos por bater de tambores, de chocalhos, ainda por danças onde o ritmo, não a melodia, é o principal; também por inalação do cheiro de ervas e de suas beberagens.

   Na luta por sobrevivência dos povos que vivem em regiões isoladas, ou inóspitas, áridas e desprotegidas, é acreditado que os Xamãs podem diminuir a força de uma tempestade, prever sucessos ou fracassos em caçadas, colheitas etc. Para o praticante do Xamanismo, qualquer tipo de benefícios não é procurado diretamente com a oração a Deus ou a entidades, mas sempre e sempre pela intermediação de um Xamã.

Para se entender melhor as práticas xamânicas, temos que assimilar a ideia de que tudo em que estamos inseridos, tudo que nos rodeia emite ondas vibratórias, que são captadas através dos recursos que elas utilizam. Precisamos também entender o desenvolvimento dos nossos chacras, a importância dos sons, dos perfumes e das ervas no evoluir das civilizações.

   Quanto aos nossos chacras, eles foram sendo trabalhados um a um à medida que fomos evoluindo. Quando aparecemos como o “Homo Eretos”, o nosso chacra básico, fundamental, na raiz do cóccix, foi ativado. Aprumamos nosso corpo na vertical. Também, para um maior povoamento da terra, foi necessário que a atuação do chacra sexual se desse. Quando o homem migrou de uma região para outra, tendo que adaptar-se a climas mais frios ou mais quentes, e também a outros tipos de alimentos, seus chacras do baço e do umbigo necessitaram acompanhar esta mudança evolutiva.

   Chegamos depois ao momento em que criamos clãs familiares, onde o chacra do relacionamento, o cardíaco, desenvolveu-se. O surgimento da linguagem pôs em vibração o laríngeo. Bem mais tarde entramos na aceleração do chacra mental, do intelecto, que criou as civilizações mais sofisticadas.

   Hoje, temos em desenvolvimento o chacra pituitário que nos trará o aumento da mente abstrata, que nos abrirá o campo das intuições.

   Os chacras localizados em nosso corpo etérico, chamado também de “vital”, vitalizam nosso corpo denso através de sons, perfumes e movimentos rítmicos. O som dos tambores, dos chocalhos, feitos com ossos, com conchas, faziam vibrar aqueles chacras que estavam em desenvolvimento.  Também aqueles sons emitidos com a boca, que nos mais primitivos eram apenas grunhidos guturais, ressonavam nos chacras inferiores, jamais nos superiores como veremos adiante.

   Para o Xamanismo a batida do tambor representa a batida do coração da mãe terra. Isso procede, porque toda a energia da natureza toca o homem e vice-versa. O subterrâneo e o solo da terra é à base do planeta, assim como os chacras inferiores são as nossas bases de sobrevivência. Temos então estes chacras inferiores profundamente ligados ao interior da terra. Um toque de atabaque vibra tanto no interior da terra como no próprio homem.

   O som do tambor é estanque, ele não possui uma repercussão longa, não sobe, fica preso às energias da terra.

  Já um som de repercussão longa como o gongo, o sino tibetano, atinge os chacras superiores. Na natureza, estão os sons que fizeram os primeiros homens evoluírem e ascenderem a estes chacras superiores. As tribos primitivas só eram sensíveis aos cantos de pássaros que emitiam sons metálicos, martelados, depois se tornaram sensíveis aos pássaros de cantos mais melodiosos. Tentaram imitá-los construindo flautas e instrumentos de sopro. Os instrumentos que provocam sons passam a se sofisticar. Dentro da escala musical começou-se, aos poucos, a se adicionar ao ritmo, também a melodia. Tudo acompanhando o desenvolver dos chacras, canais da evolução humana.

   No estudo da música, sabemos que esta sofreu uma evolução. A música primitiva é ritmo, é marcação. Chegou-se depois à música romântica e atingiu-se à clássica.

   Os sons sempre estarão identificados aos nossos chacras. As composições de Chopin, dentro do estudo musical são consideradas românticas, não clássicas. São sentimentais. Como homem sofrido, deixou nelas suas próprias emoções que se identificam com as nossas. Assim, as apreciamos muito. Ela mexe com nosso centro emocional, nosso chacra cardíaco. Para um ancestral nosso muito primitivo, desenvolvendo ainda seus chacras instintivos, ela talvez nada dissesse. Já a música de Bach, de Handel é considerada clássica e as pessoas que estão desenvolvendo os chacras superiores se identificam com elas.

   Ao ouvir sons de atabaque, sons menos elaborados, somos também levados à lembranças inconscientes de nossas passagens antigas dentro de tribos; As revivemos com alegria, uma vez que todos os nossos períodos encarnatórias foram importantes, foram degraus evolutivos.

   Como estamos ainda evoluindo, necessitamos ter nossos chacras básicos perfeitamente equilibrados. Então, em algumas circunstâncias excepcionais, ainda sons batidos e perfumes primitivos poderão nos ajudar. Porém, a interação espontânea e freqüente com as energias da natureza e os sons dos pássaros é ainda a melhor forma de mantê-los em equilíbrio.

   Hoje convivemos com ritmos chamados de metaleiros (batidos). Justamente porque trazem à tona forças primitivas que não foram bem trabalhadas e estão como miasmas no registro akáshico. São vencidas pela mistura com instrumentos de repercussão sonora mais longa, como órgãos elétricos, guitarras etc. que são usados em conjuntos musicais.

   Quanto aos perfumes, da mesma maneira, tocam diretamente nossos chacras, Os selvagens besuntavam o corpo com a seiva de determinadas árvores. Tomavam misturas de ervas que os faziam exsudar suores com odores fortes a assim mantinham seus chacras inferiores excitados.

   O enxofre, na simbologia esotérica representa a manifestação do fogo criador. Mas num nível inferior mexe com a energia sexual. Quando era usado nos Sabats medievais, causava orgias onde mulheres e homens regrediam tanto que mantinham relações sexuais com animais. Já os alquimistas o usavam misturado ao sal e ao mercúrio, buscando uma dosagem equilibrada para o seu poder criativo.

   Igualmente a dança nos ritmos africanos de tribos, movimenta primeiramente os chacras inferiores, os quadris (trouxeram a nós o samba e o maxixe). As danças surgem depois em outros povos como um embalo , um vai e vem que já carrega com os ombros.  Embala principalmente no surgimento do compasso trino como o da valsa.

   Vemos nas danças de selvagens em rodas de fogueira, que esses dançam curvados. Isto porque o bater dos tambores ativam seus chacras inferiores. Nossos índios que já não são tão primitivos batem ainda com o pé na terra, fazendo contato com a mãe terra, mas dançam já eretos, têm também seu chacra cardíaco já ativado.

   Já no balé clássico temos a impressão de que o bailarino não toca o chão, de que ele flutua. Sempre que o balé é executado por um par, o bailarino procura elevar a companheira do chão. É o próprio embalo da melodia, ativando seus chacras superiores que o induz a levantar-se da terra.

   Temos, porém povos que conservam os dois tipos de danças, como o russo. É tanto genial nas danças marcadas em ritmos fortes com os pés, como no balé, onde o movimento é um embalo suave, seguindo a melodia. Trabalha todos os chacras.

   Enfim, no Xamanismo encontramos duas finalidades principais:

1) Fazer uma troca, uma interação consciente das energias do homem Xamã com as de seu meio ambiente natural, a natureza, o que traz benefícios à tribo.

2) Fazer a tribo servir-se de potências da natureza como sons, perfumes, ritmos, auxiliando a vitalização dos chacras dos tribais, tendo como resultante o desenvolvimento gradativo de suas percepções sensoriais. Isto os fará através de seus corpos, tudo para servir a um fim apenas: a sua evolução.

   A manifestação religiosa do Xamanismo foi o primeiro degrau desta evolução que nos levou do tambor à suavidade de um violino, das batidas dos pés na terra ao flutuar do balé e que nos levará do chacra fundamental ao encontro do nosso pituitário.

Rosa-cruz

   A sociedade Rosa-Cruz tem como chefe administrativo, o Imperator que eleito por unanimidade ocupa um cargo vitalício. Porém, possui um mestre oculto, figura quase mítica considerada como o fundador oficial da ordem no Séc.XIV.

   A origem do Movimento situa-se já no Séc. XIII com uma Escola Ocultista de 12 homens sábios. Num poema de Goethe é encontrada uma alusão a esta Escola. Nela é educado pelos 12 sábios um rapaz de nome Cristian Rosenkreutz. Morre, porém muito jovem. Aqui entra a parte mítica de sua estória, quando é dito que seu espírito fica abastecendo aquela escola esotérica até o seu reencarne na Alemanha no Séc. XIV, quando então funda a Sociedade que toma o nome de Rosa Cruz. Desde então sempre se encarna fazendo o mesmo trabalho. No Séc. XVIII reaparece então como o alquimista conde de São Germain, contemporâneo de Luiz XV. Permanece sempre como guia espiritual, mas oculto deste Movimento. Nas muitas encarnações deste personagem se explicariam a afirmativa feita por São Germain a quem conviveu com ele, de que teria 300 anos de idade.

   Muitos livros nomeiam em vários períodos, diferentes fundadores da Ordem Rosa-Cruz. Isto se deveu talvez o fato da Ordem fazer de tempos em tempos uma espécie de recesso onde para suas atividades externas, infiltra seus membros em outras organizações para difundir suas idéias e depois torna a se renovar, reaparecer, naturalmente com outro organizador. Porém, o grande ser iluminado que estaria por traz de todo o conhecimento liberado pela Ordem Rosa Cruz seria ainda o mesmo jovem Cristian Rosekrentz, iniciado pelos sábios.

   São reencarnacionistas, muito ritualistas e sua característica principal é o segredo, o mutismo, porque lhes é vedado passar adiante indiscriminadamente os seus conhecimentos mais profundos.

   Hoje, conta com lojas de teores diversos, como o Rosa Cruz do dinamarquês Max Heindel que se dedica à curas mentais, com sede em Los Angeles. A maior das lojas Rosa Cruz tem sua sede na Califórnia sob a sigla de AMORC (Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz) No Brasil tem sua sede em Curitiba. Na França atua num grande castelo feudal.

 Mormonismo

   No Séc. XIX, nos EUA. Joseph Smith fundou a ”Igreja de Jesus dos Últimos Dias”, também chamada de Mormonismo. Afirmava ter tido uma visão de um anjo que o mandava desenterrar uma placa que continha a informação da vida do povo de Deus (judeus) na América. Recebeu também a revelação do Livro dos Mórmons que é a Bíblia suplementada. Ensina-se nela que Jesus Cristo apareceu aos primeiros imigrantes da América do Norte, onde fundaria uma nova Jerusalém.

   A seita estabeleceu-se, após a morte de Smith, no território de Utah, E.U. Que colononizou-se.  Tal território foi reconhecido então na União como Estado.

   Hoje em Salt Lake City, capital de Utah, turistas se deslumbram coma beleza do tabernáculo e templo dos Mórmons. A seita tornou-se uma das mais ricas da América.

   Conta com o trabalho obrigatório de dois anos de todos os seus adeptos para a Igreja. A disciplina requerida é bastante rigorosa.

Bahaísmo

Fé oriunda do Teerã. Seu mestre é Baha’Ulah (esplendor de Deus). É considerado um profeta reformador do Islamismo Xiita. Em 1868 foi exilado pelo sultão em São João de Acre, hoje Akho, onde escreveu sua obra. Prega uma religião universalista, com igualdade sexual e monogamia (contrariando os costumes islâmicos). Não possui clero, nem usa ritos. Forma no Irã uma minoria religiosa, mas assim mesmo sofreu e ainda sofre perseguições por parte do seu governo republicano, Fugidos de tais perseguições, seus adeptos espalharam-se pelas Américas, Europa, África e Jerusalém onde fundaram congregações muito bem aceitas pelos habitantes locais. Seu centro administrativo é o magnífico templo em Haifa na Palestina.

   O Bahaísmo homenageia as figuras sagradas do Judaísmo e do Cristianismo, porém vê em Baha’Ulah como a ùltima das manifestações de Deus, após Maomé.

 Espiritismo

Teve sua origem no estado de Nova York em 1847 quando as irmãs Fox descobriram seus poderes mediúnicos que atraíram grande interesse, pois prometia uma prova tangível de vida após a morte. Foi codificados dez anos depois por Leon Hippólite, francês de Lion com o cognome de Allan Kardec, após a sua curiosidade sobre os jogos de salão, como o famosos “jogo de copos”, que eram então muito usados e que pareciam envolver também mediunidade e que foram por ele estudados até a exaustão. Sua obra principal é o” Livro dos Espíritos” publicado em Paris em 1857. Hoje, o Espiritismo apresenta-nos uma parte experimental (o intercâmbio com desencarnados) e uma parte doutrinária, filosófica. O Brasil sempre contou com grandes médiuns, sobressaindo-se entre eles Francisco Cândido Xavier. Escreveu obras psicografadas de teor moral muito elevado. Foi considerado um exemplo de ética e bondade.

   O Espiritismo, sendo originário da classe alta francesa, ao entrar no Brasil difundiu-se entre intelectuais, hoje é uma religião espalhada em todos os níveis sociais, mormente entre a pobreza. Seu receituário de cura homeopática serve aqueles sem condições de adquirir remédios caros.

   É um culto eminentemente cristão, porém, aceita algumas ideias da Afro brasileira quando usa a manifestação mediúnica dos famosos” caboclos de Luanda” antepassados dos nossos negros escravos que os homenageiam em seus ritos.

   A ideia reencarnacionista e o possível intercâmbio com o plano astral dos desencarnados são os seus principais postulados.

Pentecostais

   O Pentecostalismo surgiu no Séc. XX  nos Estados Unidos como uma reforma do Protestantismo oficial. Baseia-se na força do Espírito Santo que pode ser experimentada pelos fieis. Com esta força é possível a realização de prodígios como curar e resolver situações adversas. Fazendo  uma interpretação bíblica dos Atos dos Apóstolos 2, o fenômeno de falar línguas estranhas, tal como aconteceu os discípulos de Jesus no dia de Pentecostes, pode ser manifestado através de um batismo para o recebimento dos dons do Espírito Santo. Assim a seita pratica dois batismos: um para a conversão outro para adquirir os dons.

   Divide-se hoje em numerosos grupos que esperam a breve vinda Cristo.

   A partir de 1960 apareceram os movimentos carismáticos com a mesma ideologia do Pentecostalismo dentro da Igreja Anglicana e também do Cristianismo Romano.

   Atualmente é a Igreja mais rica do Brasil. Sua grande fonte de renda é o dízimo obrigatório cobrado aos seguidores. Tal como acontecia na antiga Maçonaria, tem também hoje grande influência na política dos países.

Maçonaria

A origem da Maçonaria nos leva aos tempos bíblicos do rei Salomão, 1000 a.C. Onde um grande mestre Hiram é incumbido da construção do maior templo da Antiguidade e vai iniciar seus companheiros, construtores em segredos ocultistas. Porém, os seus vestígios mais palpáveis encontramos nas grandes catedrais góticas da Era Medieval iniciadas na França. Elas teriam empregado construtores pertencentes a um grupo místico chamado maçonaria (o nome Maçonaria (o nome Maçon em francês significando “mestre de obras”).

   Nestas catedrais perpetuaram, através de símbolos deixados em paredes, colunas, medidas etc, princípios transcendentes que professavam. Tais arquitetos passaram a ser com o tempo a nata intelectual entre as demais profissões.

   Crescendo com pensamentos considerados heréticos pela igreja a Maçonaria passou a ser perseguida e mais se complicou ainda quando de seu intercâmbio com a Ordem Templária, também perseguida e que, muito rica, financiava os seus trabalhos de arquitetura.

   Porém, continuou ocultamente a abrir inúmeras lojas e contando entre seus membros com intelectuais e pensadores de renome veio a influenciar muitos movimentos políticos nos países onde atuava. Vemos então líderes como Simão Bolívar. Benjamim Franklin, Vitor Hugo e no Brasil José Bonifácio, como integrantes da Ordem Maçônica. No caso do Brasil, teve papel importante na extinção da escravatura e na Independência. Muitos grupos maçônicos se uniram em clubes políticos

   Suas características principais são: A hierarquia (Seus adeptos á medida que têm acesso aos conhecimentos ocultos recebem graus) e o Simbolismo. Ele é o maior transmissor de seus ensinamentos.

   A parte negativa que lhe é atribuída é ter sempre vetado suas Iniciações e conhecimentos à mulher. Só no SEC.IX na França abriu-se a primeira loja feminina. Porém, as lojas femininas surgindo em outros países, não receberam das lojas masculinas a cobertura que requeriam. Seguem separadas, o que é estranhável num movimento cuja origem foi o misticismo.


sábado, 10 de maio de 2025

Vesak

No vale de Vesak na Índia, o Buda nos apresentou com suas quatro nobre verdades:

1) A nobre verdade sobre a tristeza (Nunca se conheceu alguém que nunca teve uma tristeza).
2) A nobre verdade sobre a origem da tristeza.
3) A nobre verdade sobre a destruição da tristeza
4) A nobre verdade sobre o caminho da destruição da tristeza.

- As nobre verdades foram apresentadas durante a lua cheia.

Louvação à lua cheia:

Oh lua que passas teu corpo pelos céus
Oh Silene, oh Cibele, oh Diana, oh deusas de tantos nomes!
Oh deusa desta fase cheia, recebe-nos em teu seio.
Abastece-nos com tua pujança
Na intensidade deste teu fulgor.
Deixa que entremos em todas as riquezas espirituais
Que desabrocham em ti nesta fase!
Tu és agora o reflexo mais perfeito
Do glorioso brilho de Hélios,
Trazes para nós o seu esplendor.
Nos ligamos a ti e assimilamos de ti
Todas as bênçâos que do logo solar
Acumulaste para nós
Oh deusa intermediária da luz.


Oração à Gautama:

Em nome de Deus presença em nós 
Louvamos e agradecemos a ti amado Mestre Gautama. 
Que tua luz iluminadora cai sobre nós! 
Que tua paz nirvânica preencha nossos corações,
Se faça presente em nosso pensamentos, atos em palavras! 
Que tua suave lembrança acalme nossas ansiedades, 
Fortifique nossa fé no estabelecimento 
De um mundo tão perfeito quanto sonhaste! 
Que um amor semelhante ao teu conduza os nossos passos! 
Que levemos este amor, esta fé, esta paz em todos os lugares onde a dor more! 
Todos nós somos um graal, um cálice. 
Preenchei-o oh amado Gautama, reunido à Grande Fraternidade branca no vale de Vesak. 
Preenchei com a energia do teu iluminado amor!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Iniciação e Discipulado

O Budismo nos apresenta duas principais formas de evoluirmos. Através do Budismo Hinayana e do Budismo Mahayana. Ambas se chamam “A subida da montanha”. No primeiro se contorna a montanha, se evolui sozinho, apenas pela adoração à luz interna. Exemplo disto é o Budismo Zen. O segundo é aquele em que subimos a montanha dando a mão a um mestre, fazendo um discipulado. É deste último sistema iniciatório que vamos tratar aqui.

O Caminho para a Luz Espiritual.

   Ao trilharmos este caminho, temos a grata sensação de não sermos seres isolados, deixados a sós com nossas dificuldades. Sentimos que a lei divina é tão sábia na garantia da nossa evolução que mantém a possibilidade, através da lei da unicidade entre os seres, de termos um relacionamento constante com os nossos irmãos que evoluíram antes de nós, os assim chamados “irmãos mais velhos”, mais conhecidos na história esotérica como “Mestres”. É contado que eles fazem parte de um grande agrupamento de protetores da humanidade conhecido como “A grande Fraternidade Branca”. Eles intuem a mente de todos os homens que se unem emocional e mentalmente com eles. Teriam surgido como uma Fraternidade na quinta sub-raça Atlante, após um dilúvio que castigou os habitantes transgressores do continente Atlante. Seriam homens que haviam evoluído muito nas raças anteriores e buscavam auxiliar aqueles que entre tantos decaídos buscavam evoluir conscientemente. Desejavam também preparar um grupo escolhido para ser semente das idéias das novas sub-raças e raças que viriam depois. É o momento histórico que os esotéricos chamam de Portal da Iniciação. Este trabalho segue até hoje orientado por três grupos: Manus, Bodhisatwas e Choans.

   As iniciações foram muito usuais no Egito antigo, para onde chegavam pessoas de longe para fazer as iniciações de Isis e Osíres. As portas dos templos iniciáticos eram abertas a todos, mas poucos chegavam ao fim da iniciação. O primeiro interrogatório feito entre o sacerdote e o candidato, se este fosse julgado não preparado a conhecer os mistérios do templo, já era recusado. A isso Jesus se referia quando dizia “Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.” Na iniciação esotérica chamada discipulado a finalidade é além de garantir nossa própria evolução, nos preparar também para sermos cooperadores na magna Obra, que é o trabalho desenvolvido pelos membros da Grande Fraternidade Branca em favor da humanidade. Nos templos egípcios, após uma preparação de anos em matérias como música, medicina, história e naturalmente conhecimentos dos princípios divinos, o iniciando recebia o grau de iniciação chamado segundo Nascimento. Passava por provas dificílimas onde enfrentava terrores, resistências física e de resistências às seduções sensuais. O rito lhe exigia que deitasse num sarcófago a ali passasse as sensações de morte.  Finalmente, entrava em uma bem aventurança muito grande, sendo recebido como um ressuscitado. A afro brasileira, que tem origem na África, trouxe para o Brasil a tradição da iniciação. Uma noviça do Candomblé para tornar-se uma Yiawô, só após uma iniciação de sete anos, é considerada capaz da missão de servir ao orixá escolhido e transmitir depois o axé as iniciantes. Perde então a sua personalidade social externa ao terreiro, para num rito de segundo nascimento, recebe um nome interno.

   Para iniciar-se um Discipulado, fazemos votos conosco mesmos para um encontro não necessariamente físico, mas intuitivo e telepático com aquele que será o orientador de nossa iniciação. (geralmente porque há uma similitude de raio entre nós e ele, do papel a cumprir etc, com a diferença que o iniciador já evoluiu muito mais) Então aqui já aparece diferença entre Hinayana e Mahayana.  O único mestre que o Hinayana adora é Maytreia, porque Maytreia é a força crística, não pertencendo aos mestres iniciadores. 

O Renascimento do Iniciado.

   O primeiro passo na Iniciação é chamado de Caminho Probacionário. Neste degrau, cultivamos qualidades. Conhecemos a nós mesmos, identificamos nossas fraquezas. É o degrau da vigia sobre nós. Temos acesso aos fundamentos rudimentares dos Princípios Divinos. Se a par destes ensinamentos começamos o esforço de nos corrigirmos, entramos para os cuidados de um discípulo dos mestres. Assim como não colocamos professores universitários para lecionar o primário, também os mestres não se ocupam individualmente conosco, neste período pré-iniciatório. Geralmente, os fundamentos de sabedoria que recebemos são testados em ocorrências diárias, e situações difíceis nos vêm umas após outras. Então, o Caminho Probacionário é geralmente muito doloroso. Chamado também de Câmara do Aprendizado, pode levar 10, 20 anos ou uma vida toda. Geralmente a pessoa que entra nos estudos esotéricos fica deslumbrada de contar com um mestre iluminado e pensa em fazer a Iniciação em pouco tempo. Porém, não existe isto de alguém fazer um curso intensivo de Iniciação, isto é ilusão. O Probacionário requer longos preparos e testes, mas não é algo que se vença através de técnicas. Como o segundo passo vai nos colocar em contato com o mestre (contato mental, não necessariamente físico) o mínimo que nos é requerido no Probacionário é atingir um constante estado de tranquilidade emocional, uma ausência de impulsos, de rompantes, de comportamentos negativos não controlados, para nos tornarmos afins à tranqüilidade do corpo emocional do mestre. Por isso, se diz que o caminho Probacionário é o mais longo a se vencer.

   Segue-se depois o degrau do discípulo aceito. Entramos no caminho iniciatório propriamente dito, que constará de cinco degraus. A virtude, a qualidade que o discípulo mais tenha em preponderância, é a que será aproveitada pelo mestre. Geralmente, acontece uma aproximação maior do mestre, quando o discípulo possui uma virtude que o mestre esteja a necessitar no momento, para beneficiar um local, ou para abrir uma sociedade, seja ela política ou religiosa etc. As virtudes podem ser: uma capacidade de liderar, uma energia curativa, uma facilidade de escrever, energia física etc.

Os Sete Raios da Consciência.

   Telepaticamente o mestre vai sugestionar o discípulo com um objetivo, com um ideal a ser realizado num pequeno período. Cabe ao discípulo formular os planos para realizá-lo. O mestre apenas o observa e derrama energia sobre o trabalho. E o discípulo pode tornar-se um canal perfeito para a luz do mestre se irradiar. Se o discípulo não corresponder, o mestre vai se afastando até porque quando um discípulo inicia um trabalho, pode vir à tona defeitos como vaidade, concorrência com outros etc que impossibilita uma ligação com a pureza do mestre. Muitas vezes o trabalho externo que o discípulo inicia tem prosseguimento, mas, na realidade, a Iniciação foi interrompida.

   Se há continuidade, os graus iniciatórios se sucedem e ao discípulo são dados sempre encargos maiores porque o mestre cumpre o preceito bíblico; ”Bom e leal servo, no pouco me fostes fiel, no muito te colocarei.” Este muito se refere naturalmente não só a encargos, mas também a conhecimentos espirituais.

   A iniciação dos discípulos do ocidente é bem diferente da oriental. Geralmente os ocidentais não necessitam isolar-se da sociedade, entrar em mosteiros, seu trabalho é aproveitado dentro de uma colocação cármica de família, profissão etc. O discípulo oriental de mosteiro segue ritos muito simbólicos, como a colocação em suas mãos de cetros, de imãs que atraem forças para a personalidade. Porém, tais cerimônias são feitas nos últimos graus das iniciações, pois atraem forças que passam pela coluna. Assim vemos como é prematuro mexermos com forças da coluna sem termos ainda preparo. Aqui, no Ocidente, nossas forças são enviadas pela intermediação do mestre se não estamos ainda nos últimos graus. Sem nos expor a perigos.

   O mestre que se une a discípulos chega a eles em relação ao raio ao qual o discípulo pertence. Em acordo ao seu raio o discípulo serve a um mestre do mesmo raio. Os do 1° raio desenvolvem a liderança ou servem a algo administrativo. É através disso que evolui. Este é um raio que provoca muita vaidade, tentações de riquezas, de poder por isto é o mais difícil de transpor, aquele que cria mais carma.

   Aqueles do 2° raio são induzidos pelo mestre a estudar simbologias, filosofias, mitologias, doutrinas para que neles descubram os princípios divinos e os transmitam se for possível. Como o discípulo mexe muito com o intelecto, às vezes se afasta da devoção à sua própria Luz, ou também entra na vaidade do poder intelectual.

   Os do 3° raio são postos em situações sociais lastimosas para sensibilizá-los e fazê-los dedicar-se a elas temos como exemplos os repórteres de guerras e cataclismas. O perigo de uma sensibilidade exagerada será a depressão, onde o discípulo perde o sentido de viver, não consegue mais  enxergar os planos divinos por trás  dos  erros humanos. Como observamos, todo o trabalho de iniciação é difícil e requer muito equilíbrio. Os discípulos do 4° raio têm acesso aos devas da natureza, são estimulado em seu  gosto artístico para que sirvam no setor da arte. Os do 5° raio geralmente são afastados de interesses religiosos para que se concentrem apenas na Ciência que requer uma dedicação mais dirigida, mais integral. Chamo aqui a atenção para este raio. Muitos esotéricos têm por hábito criticarem a ciência. Os discípulos deste raio só podem evoluir através do deslumbramento que as descobertas científicas lhes trazem. Por exemplo: Quando um cientista estuda um planeta, e se depara com a grandeza do universo ou quando estuda genética e vê a complexidade da forma, ele entra em estado de reverência pela vida, que chamamos de estado satwa, um estado de identidade com a beleza que enriquece seu corpo causal e é assim que ele evolui. E, para a humanidade são figuras chaves para o processo civilizatório.

   Aos discípulos do 6° raio é requerido organizar associações, agrupamentos, tudo o que unifique forças. Os do 7° raio são inspirados a que mudem situações cármicas que levem à liberdade. Geralmente ligam-se aos discípulos do 6° raio. Líderes que trabalham em revoluções, que lutaram com ideias para libertar seu país da opressão, pertencem ao 7° raio.

   Quando se estabelece o intercâmbio mestre-discípulo a finalidade do mestre é que ele, o discípulo, se torne um canal límpido para a sua luz. Exemplificando: Um local necessita de uma determinada virtude. Então, vários discípulos que têm aquela virtude latente ou já trabalhada, são escolhidos para difundir esta energia sobre aquele local. O mestre servirá como vórtice daquela energia e os discípulos os seus fios condutores. Por isso existe a famosa frase difundida “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”. Refere-se à preparação feita no caminho probacionário e depois ao segundo grau onde o mestre aparece. Existe, porém eventual e raramente, discípulos que chegam a esta encarnação com o probacionário já cumprido No probacionário o ser inferior do discípulo às vezes se rebela contra a impessoalidade que a consciência dele está dando àquele trabalho, cuja única recompensa é a sua evolução, pois no discipulado a aquisição de poderes psíquicos ou poder monetário é descartado.

   Um livro recomendado para quem entra no discipulado é o Bagavath Gita, um livro do Bramanismo, pois na relação de Arjuna com Krishna são mostrados os conflitos íntimos de um discípulo. Para os iniciandos são dadas aulas durante o repouso do sono onde o mestre orientador o instrui.

   Na antiguidade, sobressaíram-se dois grandes iniciadores Hermes Trimegisto no Egito e Pitágoras, na Grécia, sem contarmos com as centenas de iniciadores que trabalhavam anonimamente nos templos de mistérios iniciáticos.

   A iniciação é enfim um processo de auto expansão da consciência através de um discipulado.


terça-feira, 23 de julho de 2024

A Anatomia do Ser

  Para estudarmos a constituição do nosso ser, primeiramente precisamos nos familiarizar com os nomes que as várias partes de nossas consciências recebem.  Temos a mônada ou centelha de Deus em nós, depois o Eu superior ou Eu Real também chamado de Individualidade. E, finalmente, o nosso Eu inferior também chamado de quaternário inferior ou personalidade.

Dharma, a lei divina para cada ser.

    A mônada contém em semente, em essência, os poderes latentes de todos os nossos corpos formais e tipos de consciências, enfim contém tudo o que fomos o que somos e o que seremos. É a centelha de Deus em nós. É incognoscível, não podemos imaginá-la como é exatamente. Mesmo quando nos voltamos a ela em meditação e dizemos: Nossa mônada é luz, a estamos vendo por um prisma humano, porque a luz é para nós a coisa mais sutil, mais bela que conhecemos. Ela está no mais íntimo do nosso ser, vem de dentro para fora de nossos corpos, desde o local que chamamos de ponto central do ser, ou fogo sagrado. Sua irradiação de energia transpassa sete corpos nossos e mantém íntegra as suas estruturas.

    Em meditações a vemos em cor branca, uma vez que é a cor completa que contém todos os prismas de luz. A primeira pessoa a dar o nome de mônada à força de Deus em nós, foi Pitágoras, dentro da Escola Pitagórica.

    Quanto a nossa individualidade, o nosso Eu Real, é transpassado pela mônada e busca concretizar aquela totalidade de Deus em si, é a parte do nosso ser que está num processo evolutivo. Serve-se dos corpos inferiores, das várias personalidades que têm nas suas várias vidas como instrumentos de sua evolução.

    Então o que observamos é que enquanto os nossos corpos inferiores e suas consciências são transitórias e mortais o nosso Eu real é imortal. Todos os frutos das experiências das nossas vidas são recolhidos para o nosso Eu Real para a sua evolução. 

O corpo etérico traz a vitalidade
para o corpo físico.

    Quanto ao nosso Eu inferior, este que manifestamos neste mundo, ele é a nossa personalidade porque esta palavra se origina do vocábulo “persona” que quer dizer máscara. Entendendo que em cada uma de nossas encarnações aparecemos com aparências, emoções e sentimentos diferentes que são como máscaras que encobrem o nosso Eu real em evolução.

Chamamos este corpo inferior de quaternário, porque o dividimos em quatro consciências: física, etérica, emocional e mental. Uma consciência que reestrutura tecidos, cicatriza, gera fome a sede, outra que sente, outra que pensa.

    No seu relacionamento com o Eu real é como se este estivesse querendo tocar uma melodia e se servisse dos corpos inferiores como seus violinos, como seus instrumentos musicais Estes quatro corpos instrumentos teriam que estar cada vez mais afinados sensíveis para que a melodia do Eu real pudesse ser mais bem tocada. Então em cada uma de nossas vidas as nossas consciências inferiores vão melhorando, mas as finalidades delas é servir ao Eu Real e mostram também para nós quanto o nosso Eu Real já evoluiu.

    Annie Besant faz uma bonita metáfora para o relacionamento entre o nosso Eu Real e seus instrumentos inferiores.  Diz ela; "nossas personalidades inferiores são como folhas de uma grande árvore, Tais folhas caem e se renovam periodicamente. Mas tudo o que as folhas absorveram e assimilaram do externo, enriquece uma seiva que se refugia dentro do tronco". O tronco seria o nosso Eu Real que se abastece com a seiva das experiências recolhidas e ao mesmo tempo seria o gerador de novas folhas que irão renascer em novo ciclo de vida. Como podemos imaginar o nosso Eu real? É um ser cuja beleza vai se acentuando à medida que ele evolui. Como se daria a evolução desta beleza do nosso Eu real? 

Pela época em que fez suas primeiras manifestações neste nosso mundo colocando sobre si as quatro máscaras (capas) do quaternário inferior, aparecendo neste mundo como personalidade, o nosso Eu Real possuía um ovo áurico incolor que o rodava conhecido no ocultismo como Algóides. Porém, à medida que foi evoluindo pelas experiências materiais encarnatórias, o seu Algóide foi se colorindo de nuances luminosas. 

    O nosso Eu Real conta com três consciências e eventualmente estamos contatando uma ou outra delas. Temos a mente abstrata ou causal. Nós a usamos quando nos aprofundamos buscando o sentido, a causa dos acontecimentos que vivemos, presenciou ou nos são narrados. Quando em cima de informações apenas intelectivas que nos passa a mente inferior, nós chegamos a perceber um plano divino, quando formulamos conceitos que estão de acordo ao Dharma, as leis divinas, para nós e para a humanidade.

    Aqui temos que distinguir o trabalho da mente inferior intelectiva racional, da mente abstrata. A mente racional é apenas um instrumento coletor de informações, de conhecimentos. A mente abstrata se serve da mente intelectiva para transformar os conhecimentos em sabedoria. A mente abstrata saboreia (origem da palavra sabedoria) o conhecimento, com ele formula um conceito, um princípio, um plano divino e vai dando passos na sua evolução.

    Temos uma segunda consciência superior: a búdica. Esta contém o nosso arquétipo, isto é, contem o plano divino reservado para cada um de nós; O papel que cada um de nós tem dentro do cosmos e que o Eu Real terá que cumprir. Nenhum Eu Real pode concretizar a totalidade de sua mônada sem cumprir o papel que lhe cabe como individualidade. É o que nos faz diferentes uns dos outros. Cada um caminha em direção do cumprimento do seu papel. Quando compreendemos isto, aceitamos todas as pessoas. Aquelas pessoas que fazem as coisas com sentido de missão, conforme vimos no estudo da Arvore da Vida, elas são muito cientes de ter que cumprir um papel.

    Este nosso arquétipo é chamado pelas escolas esotéricas de ”corpo crístico”. Quando alguém cumpre muito o seu arquétipo, ele se torna um Cristo manifesto, e tal como Jesus, poderá afirmar: “ninguém vai ao Pai (a centelha) a não ser através de mim” (um Cristo que ele representa).

    A nossa terceira consciência é a nirvânica. É a consciência de repouso, de paz. Geralmente podemos encontrá-la quando nos interiorizamos em meditação. Esta consciência nos repousa das labutas, das dores, enfim das nossas atividades humanas. Tal consciência é chamada também de “O Grande Silêncio”. Porém esta tranquilidade, esta bem-aventurança, e alegria, é apenas uma ínfima parte que teremos, quando conseguirmos estar sempre expressando esta tranquilidade, no nosso Eu Real.

    Quando morremos, esta consciência nirvânica se faz muito forte, porque quer nos dar o necessário repouso para depois voltarmos a novo período de atividade. Se nós não perturbarmos um desencarnado com constantes chamamentos, a morte lhe será apenas um grande sono repousante, preparador de um retorno à vida física.


terça-feira, 11 de junho de 2024

Meditação dos Quatro Elementos

Comunguemos com o elemento Terra. Sentamos sobre o chão. Estamos apoiados sobre a fortaleza, sobre a fertilidade da nossa Mãe Natureza. As pedras nela são os ossos da nossa Mãe Terra. Sentimos que toda a nossa parte óssea desde nossos pés, pernas, braços, coluna, crânio está recebendo e unido à potência deste solo, dos minérios contidos nele. Somos parte dele. Dizemos agora: Salve ó seres dos minérios, salve anjos da natureza. Abrimos os olhos e descansamos

  Comunguemos agora com o elemento Ar. Respiramos profundamente, várias vezes, tornando-nos conscientes do ar enquanto ele flui para dentro e sai dos nossos pulmões. Ele é o sopro que nos estão dando os seres do ar. Deixemos que nossa respiração vá se incorporar à brisa do ar. Pensemos no ar ao nosso redor. Somos parte dele.  Vivemos nele. Agora digamos: Salve ó seres do ar, anjos da natureza! Abrimos os olhos e descansamos.

Comunguemos com o elemento Água.  Fechamos os olhos. Pensemos agora nas águas da natureza. As dos rios, das cachoeiras. Ouçam mentalmente o barulho das águas em sua movimentação. A mesma água está dentro de nós. Sintamos no interior do nosso corpo o sangue fluindo, correndo através de nossas veias. Digamos agora: Salve ó seres da Água, anjos da natureza!

  Comunguemos com o elemento Fogo. Fechemos nossos olhos. Sintamos o interior de nosso corpo cintilando como pequeninas luzes. Elas são a eletricidade da vida, luz, vigor, a vitalidade, o calor de nosso corpo.  Pensemos que no centro de nosso sistema solar lá está o sol a nos dar vida e calor. Nós e ele somos um só. Agora digamos: Salve ó seres do Fogo. Anjos da natureza! Abrimos os olhos e descansamos.


segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Meditações

Proteção da casa: Visualizar na entrada da casa um anjo vestido de branco oferecendo um lírio de paz e ascensão para quem chegar a ela.

Harmonização de duas pessoas: Visualizar um triangulo pondo no vértice o mestre Jesus ,noutra ponta uma das  pessoas ,na outra ponta a outra pessoa e ver sair do coração de Jesus um jato de luz rubi tocando as duas pontas do triângulo e unindo  depois ambas as pessoas ao fechar o triângulo.

Para a própria harmonia e tranquilidade: Visualizar em seu próprio coração a miniatura de um bebê dourado irradiando luz dourada.

Para uma pessoa doente: Visualizar a pessoa sadia alegre e risonha.

Para o nosso país: (pomba da paz) Visualizar o mapa brasileiro. Depois, ver uma pomba com um ramo de oliveira no bico. Esta vai largando dele uma folhinhas no seu território, desde o sul , centro e até o norte, percorrendo o país inteiro.


domingo, 10 de setembro de 2023

Os Três Reinos

Elemental - Angélico - Humano

O reino Elemental é dividido em: 1ª essência Elemental, 2ª essência Elemental, 3ª essência Elemental, Elementais naturais e Elementais Artificiais. O reino Angélico divide-se em: Anjos, Devas, e Seres da Natureza. O reino humano contem todos os três reinos.

A Essência Elemental é aquela que estrutura as formas dos homens da natureza e do universo. Passa por uma evolução onde é 1ª, 2ª e 3ª essência. Essa essência por coesão, por agregação, molda a forma humana que subsiste por algum tempo para depois se dispersar (pela morte)

 A essência, porém é eterna e ao dispersar formas vai formar outros corpos. A 3º essência é a que se encontra em estado mais evoluído. Ela sempre submete a 1º essência à ideia de manter a forma corporal física Exemplificando:Se ferimos uma perna, esta essência Elemental física tentará cicatrizar o local atingido, seguindo sempre  aquela ideia de conservar a integridade da forma. Na hora da morte enquanto a 3º essência luta para conservar a forma viva, a 2º essência chamada também de Elemental do Desejo tenta manter a fora viva através de emoções de seu corpo astral depois da morte a forma física fenece, mas a forma e a essência astral mais sutil permanecem. Depois da  chamada 2º morte,  a 3º essência  dará ao ser uma forma ainda mais sutil.

Aelo, deus grego dos ventos.

    Entre os elementos que estruturam a matéria do nosso habitat terreno e a de nossos corpos contamos com o que chamamos de Elementos Naturais: fogo, água, ar e terra. Segundo a Astrologia, os signos em que alguém nasce, trazem-lhe a predominância de um destes elementos naturais.

Nos signos de Áries, Leão e Sagitário predomina o elemento fogo. Nos de Libra, Aquário e Gêmeos o elemento Ar, Nos de Capricórnio, Touro e Virgem os da terra. Nos de Câncer, Escorpião e Peixes predomina o elemento água.

    Os gregos antigos representavam a força dos elementos naturais em seus deuses. Vulcano comandava o fogo. Era o deus forjador. Com o fogo ele forjou as primeiras ferramentas para a agricultura, também os elmos e os escudos protetores dos guerreiros. Géia era a terra, o poder receptivo feminino que recebe em seu seio os outros elementos. Está sempre a espera de uma semente para desenvolver. Netuno era o deus do elemento água, responsável por umedecer a terra. Comanda os rios, as correntezas que vão encher o mar, os vapores saídos das águas que sobem aos céus e descem em forma de chuvas. Quando é necessário, Netuno finca o seu tridente no fundo do mar e faz vir dilúvios. Aelo era o deus do elemento ar. Tem o papel fecundante de transportar o pólen. Muitas plantas nascem porque Aelo leva-lhes sementes. No mito Aelo encarcerava os ventos, seus súditos, em cavernas. Então, eles uivavam desesperados para se soltarem. Era a explicação mitológica para o rugido dos ventos. Quando Aelo queria castigar os homens, solta os ventos e eles correm enlouquecidos arrasando tudo o que encontra. Foi ele que sugeriu aos homens a criação da vela de embarcações para as antigas navegações que seus súditos os ventos acionavam.

    Também a mitologia Afro possui seus orixás que comandam os elementos da natureza. Temos nela Ogum que burila a potência do fogo. É o protetor dos ferreiros. Com o fogo forjou os sete instrumentos com os quais ajuda os homens a vencer as sete forças do mal. Forjou também instrumentos bélicos de defesa. Yemanjá, Nanã e Oxum são os orixás das águas. Yemanjá cuida do mar, das Ondinas. Nanã umedece a terra com a chuva e Oxum é o espírito das águas doces, rios, lagos e cachoeiras. Oxóssi é o elemento terra, espírito das matas dos bosques e é ajudado por Xangô a força dos minérios, das pedras. O espírito do ar é Iansã. Ela comanda os ventos, as tempestades. É responsável por mudanças climáticas bruscas. Assimilada pelos homens, esta força é tão forte que gera paixões violentas.

Oxóssi, deus Yorubano das florestas.

     A flor de lótus que tem sua raiz sob a terra passa parte de seu caule na água, outra dele no ar e desabrocha sua flor ao calor do fogo solar, é o grande símbolo dos quatro elementos.

    A natureza é um grande manancial de energia entre nós. Podemos nos abastecer na natureza por esta energia desprendida pelos elementos. Os elementais do fogo sempre nos fortificarão o espírito, o sangue que é a nossa seiva vital ligada ao espírito. Veja bem que a força do fogo do calor

É tão potente para o nosso sangue que se expusermos demasiadamente a cabeça ao sol chamando o fluxo sanguíneo à ela, como é o caso de alguns homens que cruzam o deserto, nos acontece o delírio, as chamadas “miragens do deserto”. Para as inspirações poéticas sempre usamos o sol através de sua imagem intermediária ,a lua.Ela nos dará a medida certa para as inspirações mas sempre é a força solar que estará por trás nos inspirando. Os elementos do ar fortalece nossa mente, à aprendizagem. Então, as montanhas expostas ao vento, as planícies muito abertas, uma praia ventosa nos favorece a criação porque inalando seu ar puro, favorecemos a meditação que, acalmando a mente, nos leva à criação. Os elementos da água atuam em nossas emoções. Junto à nascentes, rios, córregos, cachoeiras, robustecemos nossos sentimentos de esperança, coragem, paz etc. Os elementos da terra fortificam nosso corpo físico, nossa capacidade de trabalho. Encontraremos tal elemento num contato direto com o solo, em cavernas, grutas, pedras, cristais, bosques etc.

    Como o homem possui uma parte mental criativa ele é também um construtor. Ele idealiza formas. Como ser mais evoluído que é, o homem manipula com sua mente a Essência Elemental criando formas-pensamentos que podem ter duração muito fugazes ou também duradouras, dependendo do quanto o homem mantenha sua força mental sobre elas. Tais formas duradouras, mas que não são eternas,  chamam-se então Elementais Artificiais ,uma vez que se a concentração mental sobre elas pararem, elas se desintegram.Seres elementais seriam então os silfos, as fadas,os deuses  gregos e afros .Seres que vivem enquanto os homens pensarem neles.

Zodíaco astrológico.

    Já a revelação do mundo dos anjos nos expande a consciência para as dimensões super-físicas nos fazem descobrir um existir de mensageiros divinos tão real como o nosso . Mensageiros que vivem entre nós com suas energias sutis e formas diáfanas invisíveis aos nossos olhos. O significado grego e hebraico da palavra anjo é Mensageiro.São eles as forças intermediárias entre criador e criatura, entre universo e habitat humano.São os impulsionadores dos ciclos geológicos, raciais e culturais.

   A realidade do existir dos anjos ainda é pouco percebida por nós.Porque apenas as nossas consciências físicas, emocionais e mentais concretas estão desenvolvidas,nossa consciência mental abstrata, espiritual é ainda muito tênue,pouco profunda.Porém à medida que a nossa espiritualidade vier a crescer,iremos aos abrindo pouco a pouco, como flores que desabrocham,para percebimentos maiores. Então, futuramente, nos igualaremos aqueles sensitivos do Velho e do Novo testamento também ao profeta do Alcorão, que tiveram intercâmbio direto, para eles indubitável com o mundo angélico. Das revelações dos profetas, uma certeza nos ficou: que suas previsões que ultrapassam o raciocínio, mormente em se tratando de homens de eras tão arcaicas, só podem ter justificativas numa consciência intuitiva .Para os estudiosos de suas épocas o céu sobre as suas cabeças era nada mais do que uma abóboda fechada onde pontos luminosos estavam colados. Esta abóboda era o seu limite. Suas previsões foram alem da capacidade racional do seu tempo,. Não podemos por em dúvida de que existia neles uma intuição verdadeira para as previsões feitas, que vieram realmente a acontecer .Porque então não lhes dar crédito quando citam a existência de anjos?

    Intuitivos das tradições de vários povos que os seguiram colocam os anjos atuando em vários setores do desenvolvimento humano. Assim, teríamos: Anjos raciais, anjos guardiãs. Anjos da cura, da música do cerimonial e da natureza.  Os anjos da natureza são as energias que dirigem os chamados seres da natureza. São ligados aos quatro elementos naturais,fogo, ar água e terra.  Assim teríamos as Salamandras , pequeninas consciências que habitam o elemento fogo, as Sílfides,do ar que o habitam, as Ondinas que pertencem á água e os Gnomos que habitam o elemento terra.

    Tais consciências emitem ondas vibracionais e como o homem possui também dentro de si os quatro elementos naturais ele pode entrar em contato com os seres da natureza. É por este intercâmbio que magos conseguem produzir fenômenos como desviar chuvas, baixar neblinas como é contado que os antigos Druidas faziam; acalmar águas revoltas e até caminhar sobre elas como nos é descrito o domínio que Jesus possuía sobre o elemento água. 


sábado, 13 de maio de 2023

A Onipresença de Deus na Evolução das Civilizações

   A evolução humana obedece a ciclos contínuos que dão início ao desenvolvimento de virtudes que o homem necessita manifestar.

   Para tanto, nos parece que o Absoluto se serve de protagonistas que O auxiliam no difundir de tais virtudes.  Surgem eles como ondas que atuam impulsionadoras.

   Se partirmos do século VI AC, podemos seguir estas ondas com seus respectivos protagonistas que vão abrindo espaço para o nosso processo evolutivo. O decorrer daquele século podemos considerá-lo como um facho de luz que iluminou as mentes dos homens. Vinham eles de um longo período civilizatório marcado por buscas espirituais frágeis, supersticiosas e temerosas. Nele, só sacrifícios feitos aos deuses, oferendas e troca de benesses pareciam nos ligar ao Criador. Perguntas existenciais, que são o âmago mesmo da tendência espiritualista, eram inexistentes ainda.

   Contudo, antecedidos por Lao Tsé, o grande pensador chinês, criador do Taoísmo que nos mostrava o Tao (o Caminho), neste século passamos a contar com figuras luminares como Buda, Confúcio e Pitágoras. Buda a nos libertar de ambições e desejos para atingirmos a felicidade do Nirvana, O grande professor Confúcio (mestre Kong) a nos livrar de lutas sociais que levavam países ao caos, através de sua luta por um Estado ordenado e disciplinado. Pitágoras, o mais fascinante dos pensadores, que gerava em seus alunos um culto como se convivessem com um semideus. Mais místico do que filósofo, deixou com sua personalidade carismática uma influência em muitos pensadores que o sucederam e muito tempo depois ainda a cientistas como Kepler.

    Poucos séculos após aquele, outra onda de protagonistas benfeitores como Sócrates, Platão e Demócrito, o grande atomista, iluminou o céu da Grécia. Sócrates que aceitou a sua sentença de morte imposta, porque era fiel a esta sua verdade: “o mundo era apenas uma projeção, uma simples sombra de um mundo real, verdadeiro, existente.” Ideia tão bem exposta depois por seu aluno Platão em sua linda metáfora da “Gruta platônica”.

   Porém, será no século I de nossa era que nascerá Jesus, o Cristo, que manifestará e transmitirá a virtude mais necessária ao homem: O amor. Tal palavra estará presente em cada um de seus pensamentos, em cada uma de SUS frases. O “Amai-vos uns aos outros” é a sua afirmativa mais conhecida, que embora nem sempre cumprida, jamais, apesar de milênios passados, foi perdida.

   Quando o nacionalismo judeu, através de seus próprios discípulos, quis deturpar a bela mensagem do Cristo, dando acesso a ela apenas aos circuncidados, surgiu à figura universalista de Paulo de Tarso que fez do Cristianismo uma crença que ultrapassa qualquer espaço e que está apesar do tempo decorrido, em todos os cantos de nosso mundo.

   Muitas vezes, o Cristianismo esteve à beira de um abismo moral. Contudo, parece receber da onipresença divina uma proteção para salva-lo de extinguir-se.

    Vejam que o século XIII foi o do fanatismo religioso, o das Cruzadas. Nada escapava dele, nem crianças. Aos gritos animadores de “Deus o quer! Deus o quer!” eram induzidas a irem ao Oriente salvar o túmulo de Jesus das mãos dos “Infiéis”. Assim, na chamada “Cruzada das Crianças”, estas acreditavam que ao atingirem as costas, o mar se abriria para lhes dar passagem, assim como acontecido a Moisés. Conseguiram reunir mais de 35 mil crianças. Aquelas que sobreviveram ao penoso percurso (este ficou cheio de seus pequeninos corpos) foram vendidas na África como escravas. Além de que as crueldades feitas pelos próprios Cruzados na Terra Santa foram estarrecedoras. Contudo, neste século nascia também o santo andarilho aquele que emocionaria com a sua piedade o coração de cada cristão, aquele que, sem dúvida, provoca até hoje uma imensa energia devocional: Francisco de Assis.

   Quando na Idade Média a ganância dos organizadores do Cristianismo lhe deu uma tendência puramente comercial, com o absurdo das indulgências, dadas em troca de “Cadeiras no Céu”, aparece Lutero. Seu papel purificador foi uma sacudida para que o Cristianismo revisse os seus erros, o que resultou na criação de duas versões cristãs ambas dentro de linhas desejadas, com certeza, pelo Cristo.

   Se somarmos todos os horrores feitos pela Inquisição com origens na própria Igreja, e que já entravam em varias partes do planeta ensejado pelas grandes navegações, nos parece que o mundo tinha sido esquecido pelo Criador, virara Caos. No entanto, entre os séculos XV e XVI vieram à tona ideias humanísticas que ressuscitavam pensamentos gregos antigos com luminares como Erasmo de Rotterdam e Tomas More. O Humanismo provocou o grande florescimento literário, artístico e científico do Renascimento. Tivemos então a época da beleza e do espírito de análise.

   Os sublimes mestres da Renascença italiana foram, sem dúvida, Rafael, Leonardo e Miguel Ângelo. Pintores e escultores. Na literatura, Nicolau Maquiavel escritor de “O Príncipe” em sua crítica ao Absolutismo e naturalmente também William Shakespeare autor de peças dramáticas como Hamlet, Romeu e Julieta e Macbeth teatralizadas até hoje. Em Portugal, Luiz de camões e na literatura espanhola Miguel de Cervantes.

   A ciência floresceu então como uma flor preciosa em meio às antigas superstições religiosas. Sobressaindo-se então as personagens de Copérnico, Giordano bruno, Kepler, Nilton e Galileu.

   Além de abrir-se com o descobrimento da América, o século XV, foi aquele em que inúmeros novos recursos foram obtidos pelos homens, lhes proporcionando aumentar a visão do seu mundo conhecido. Passamos a contar com as melhorias na arte de navegar, as grandes construções navais, como a Escola Náutica portuguesa de Sagres. Passamos a contar com o astrolábio, a bússola, o compasso. Foi então que surgiram os protagonistas das grandes descobertas que movidos ou por ambição ou por vaidade, mas, sobretudo corajosos, enfrentavam mares desconhecidos.

   O regime absolutista europeu, que teve no rei francês Luiz XIV seu símbolo mais perfeito, foi aquele que mais oprimiu os homens desde o alvorecer de 1500 até o final de 1800. Com gastos excessivos na corte e luxos demasiados, este rei em sua frase: ”O Estado sou eu” manifestava como ele via irreprimível tudo o que viesse de sua autoridade. Tanta opressão, não só na França, mas em todos os regimes absolutistas europeus, culminou como era de esperar-se, com revoltas que resultaram na Revolução Francesa. Embora tudo acabando de forma violenta com a fuga do rei (já então Luiz XVI), a marcha de oito mil mulheres sobre Versalhes, a nacionalização dos bens do clero, etc. politica e moralmente o mundo conseguiu ali algo extraordinário: A “Declaração dos Direitos Humanos”.

   Em seus 17 artigos, totaliza princípios a serem seguidos por qualquer povo, em qualquer época. Tal selo final para esta Revolução parece-nos a própria presença divina contrabalançando os sofrimentos de um conflito social que durou nada menos que 10 anos.

   Sem esquecermos as figuras excepcionais de Mozart e Beethoven nascidos no final deste século XVIII, o próximo século XIX foi aquele em que curiosamente uma grande falange de gênios no setor musical nasceram com diferenças de apenas anos. Senão, vejamos: Chopin nasceu em1810, Liszt em 1811, Vagner 1813, Guinod em 1818, Brahms em 1833. A humanidade realmente foi contemplada com a sensibilidade aos sons, o fascínio à harmonia de seus acordes. Os protagonistas de Deus -poderíamos pensar- estavam como sempre em plena ação.

   Os homens necessitam desenvolver em seu evoluir qualidades como humildade, desprendimento, valentia, amor, persistência. Porém, há homens que parecem já reuni-las em si. Estão-se falando de alguém assim, certamente nos referimos a Gandhi, o inigualável Mahatma. Com todos estes talentos reunidos, fez a liberdade de uma nação.

   A curiosidade que a tudo indaga, que nos leva à perguntas existenciais, que nos fascina pelo mistério, que é tão ousada que aventura-se até, a saber, os fundamentos, os enigmas, o comportamento do próprio universo, nos é suscitada pela verdadeira espiritualidade e, nada melhor para terminarmos esta exposição que mostrou alguns homens artificieis de nossa evolução, que se lembrar dele: o grande gênio científico, o maior curiosos desta nossa era: Einstein.