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domingo, 13 de outubro de 2024

Os Elementos Alquímicos

Os três símbolos alquímícos.

Quais os trés elementos alquímicos?

Os três elementos alquímicos são o Enxofre, o Mercúrio e o Sal. 

O que cada um deles representa?

Enxofre - O princípio fixo, as propriedades ativas, ação corrosiva, o poder de atacar os metais, e também o princípio ativo ou masculino. Movimento, a forma e o quente. É considerado o embrião da pedra e é alimentado pelo Mercúrio, pois está contido em seu ventre. Também é considerado a energia animadora e constitui o objetivo da grande obra.

Mercúrio - Princípio volátil, representa as propriedades passivas, maleabilidade, fraca tensão de vapor, o escorregadio que toma várias formas e o fugidio. Além de designar a matéria designa também outros aspectos como o princípio passivo ou feminino, o inerte, o frio. O Mercúrio também pode designar a matéria prima, é considerado a mãe dos metais ou a água primitiva que deu origem a todos eles. Este é o Mercúrio filosófico ou Mercúrio duplo, que contém os dois princípios, Mercúrio e Enxofre.

O primeiro Mercúrio, também chamado Mercúrio comum, é conhecido como dissolvente universal.

O Mercúrio é ao mesmo tempo, o caminho e o andarilho, com a Grande Obra representando uma viagem. Estes dois princípios possuem as propriedades contrárias, e a mistura das propriedades contrárias é muito importante na Alquimia, ou seja, o dualismo Enxofre/Mercúrio de todas as coisas. O Mercúrio também é chamado de o Sal dos metais. Na realidade o Mercúrio no final da Obra adquire a tríplice qualidade.

Sal - Também conhecido por arsênio. É o meio de união das propriedades do Mercúrio e a do Enxofre com a força da interação, muitas vezes associado à energia vital que une a alma ao corpo. No ser humano o Enxofre seria o corpo físico, o Mercúrio a alma e o Sal e espírito mediador.


Em que época histórica foram mais usados os elementos alquímicos, quem os usava, e com que finalidade?

A época em que os elementos alquímicos foram mais usados foi durante a Idade Média, entre séculos V à XV.

Os alquimistas, cultores da Alquimia, formados por cientistas e filósofos usavam diversas formas para obter um antigo segredo de um caminho material, como por exemplo, a transmutação de qualquer metal em ouro. A mais antiga das ciências influenciou todas as demais. O objetivo de compreender a natureza e reproduzir seus fenômenos é para conseguir ima ascensão a um estado superior de consciência. 

Os alquimistas buscavam a Pedra Filosofal (fórmula secreta que tentaram descobrir para transmutar metais em ouro), que lhes conferia poderes como a invisibilidade, viagens astrais, curas milagrosas etc. Encontrar a Pedra Filosofal significa descobrir o segredo da existência, um estado de perfeita harmonia física, mental e espiritual, a felicidade perfeita, descobrir os processos da natureza da vida e com isso recuperar a pureza primordial do homem. O alquimista que consegue obter a Pedra Filosofal modifica a sua aura eliminando a cobiça e a avidez.

Os alquimistas relacionam à Hermes (Trimegistro*) a arte Hermética, ou ciência Hermética. Essa com grande contribuição para o desenvolvimento da química e medicina.

*Significa o três vezes grande.


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Palavras e Frases Religiosas e seus Significados Esotéricos

Oróboros.

CATÁBASE - Rito usado nas “Escolas de Mistérios Iniciatórios” onde o iniciado “descia aos infernos”, isto é: ao seu próprio inferno interior para eliminar as negatividades que ainda existisse no âmago de seu ser.

SEGUNDO NASCIMENTO - Estado em que ficava um iniciado após prolongados testes iniciatórios, atingindo uma ressurreição de consciência.

O FRUTO DO BEM E DO MAL – A maçã. Contem em seu interior um pentagrama. Tê-la em mãos, após iniciações, era receber o símbolo do homem perfeito.

LIBAÇÃO – Jogar na terra o restante de uma bebida ingerida, querendo dizer ao solo; “eis aqui Mãe terra o que consegui fazer com a riqueza que me destes”. Na Afro Brasileira este rito é chamado de “dar bebida ao santo”.

MÔNADA- A centelha divina, em nós. A primeira unidade de consciência colocada num ser. Fagulha que incorpora formas do reino mineral, vegetal, animal e humano num processo de involução, para depois retornar numa subida evolutiva, atingindo novamente a unidade.

O ANCIÃO DE UMA FACE SÓ - Representação de Deus, segundo antigos rabinos e filósofos caldeus. Teoria pela qual de Deus só vemos uma face apenas.

FILHO UNIGÊNITO - Primeiro átomo nascido num indivíduo, chamado de “átomo crístico” e trás em si o nosso modelo de perfeição. Quando um iniciado era considerado perfeito recebia o título de “Cristos” ou “filho unigênito” isto é: o primeiro nascido. A Igreja chama Jesus de unigênito porque recebeu este título.

Cordão de prata.

ABLUÇÃO-Ato de lavar-se antes de praticar um rito ou entrar num local santo. Podendo ser a lavagem apenas dos pés, ou das mãos, ou do corpo todo.

ORÓBORO – Representa a volta de um ser à sua origem divina, simbolizada numa serpente que morde a sua própria cauda. Simboliza a unidade final entre Deus e o homem.

CARMA - Efeito de um ação ou de uma soma total de ações passadas.

SAMADHI – O êxtase total de consciência que um místico pode atingir durante uma prática da meditação.

ÁRVORES DE JESSÉ A genealogia do Cristo a partir de seu ancestral Jessé pai de Davi.

CHACRA – Palavra sânscrita que significa roda. Centros energéticos que vitalizam nossos corpos.

NIRVANA – A bem-aventurança total atingida pela eliminação de todos os erros quando alguém chega ao estado de Buda.

RELIGARE- Origem da palavra “religião”. União com o Sagrado.

ASCENSÃO – Estado atingido por indivíduos muito evoluídos que, tornando-se mestres espirituais, são chamados de Iluminados ou Ascensionados.

GUNAS – As três qualidades da matéria, isto é: energias que estão por trás de todos os nossos atos materiais. Em sânscrito são chamadas de Tamas, Satwa e Rajas.

MONTES SAGRADOS - Locais montanhosos onde se desenrolaram episódios religiosos ou milagrosos. São eles: Ararat, Moriá, Sinai, Carmelo, Tabor, Gólgota e Oliveiras.

ECTOPLASMA – Energia vinda do corpo vital (etérico) que propicia fenômenos de materializações.

BODISATWAS - Seres ascensionados ou Avatares que se dedicam a reforma espiritual dos homens. Muito citados no Budismo Mahayana.

CONSAGRAÇÃO – Transmissão de energias sagradas a objetos, através de ritos, objetos que servirão de defesa e proteção a necessitados, como se fazia na sagração das armas e utensílios dos cavaleiros medievais.

DHARMA _ Lei espiritual. Força que nos chama a cumprir as vontades divinas e que entram em confronto com nossos desejos materiais.

CORDÃO DE PRATA _ Fia de luz que liga o Eu Real ao Eu inferior a partir do chacra pituitário. É também conhecido como “Fio Aka”.

ALGÒIDES – Aura humana original ainda não trabalhada, também chamada de “Ovo Áurico”. Quando já trabalhada, torna-se o chamado “Momentum”. Reserva colorida de conhecimentos internos que podemos ascensar em  necessidades.

SHAMBALA – Local místico situado ,segundo a mitologia budista, nas redondezas do Tibete, frequentado por homens muito evoluídos que preparam ali um futuro reino universal de muita paz e bem-aventurança.

Shambala, lugar de paz, lugar de silêncio.

ÁGUA BENTA  - Água santificada por energias divinas, usadas em várias religiões. A Igreja a usa em ritos batismais e em pias de abluções manuais na entrada de seus templos. No Candomblé, é chamada de “água de Oxalá” com a qual se lavam pedras e fazem ritos purificadores. Na Índia é chamada de Prakti, a raiz da vida.

HIPERBÓREOS – Segundo a mitologia grega ,uma terra paradisíaca situada além dos gelados ventos boreais , onde viviam homens de grande sabedoria.

OLHO QUE TUDO VÊ – A visão superior que ultrapassa tempo e espaço. Símbolo da clarividência também chamado de “Terceira Visão”. Na Índia o chamam de “Olho de Shiva”.

SABÁ – Ritual onde se reuniam feiticeiras na noite de sábado, liderado pela presença diabólica de um bode negro.

SARÇA ARDENTE – A manifestação de Deus em um determinado local em forma de fogo, apenas vista por um iluminado, como foi o caso de Moisés no Monte Sinai.

ZUMBI – Superstição de um fantasma que, segundo a afro brasileira e as crenças haitianas, vaga sem rumo, durante as noites, por locais ermos.

CURUPIRA -. Entidade que tem os pés virados às avessas, e amedronta os homens amazônicos por seus assobios estridentes, mas que é um grande protetor da floresta.

CAMARINHA – Local fechado onde ficam isoladas iniciantes religiosas durante seu aprendizado, seja na Afro Brasileira, seja em outros ritos.

RESSURREIÇÃO – Termo muito contravertido. É visto tanto como um ressurgimento não só do espírito, mas também do corpo, como apenas uma ressurreição de consciência.

HIDROMEL – Mistura de água e mel, tanto para o antigos Celtas como para tribos africanas é visto como a bebida dos deuses. Seu uso leva à participação nos conhecimentos divinos.


domingo, 26 de maio de 2019

Tensões nos Corpos


Os sete corpos e os chakras
correspondentes.
Com o reino humano, com o homem, o estágio consciente começa. Antes que a consciência surgisse, não havia individualidade, apenas espécies. No estágio da espécie, do animal, da planta, a existência é mecânica, não há escolha. O existir é sempre dependente do clima, do trato que alguém lhes dá, enfim, de qualquer influência externa. Com o homem, aparece o livre arbítrio, o conhecimento do bem e do mal, a escolha consciente para evoluir. Ai então, é que surgem as tensões, os conflitos íntimos, as incertezas. Para a maioria dos psicólogos as tensões originam-se entre os desejos do homem e a carga social sobre ele (família, cultura, etc.) que o impede de concretiza-los. Para o esoterismo, embora não despreze a carga social, afirma que existe outra origem para a tensão. Vê, sobretudo o conflito existente entre os nossos desejos e aquilo que os indianos chamam de “Dharma”, que são as leis dois nossos corpos superiores. A evolução seria então a harmonia feita pelo indivíduo entre os corpos do desejo e aqueles corpos que trazem o Dharma. Assim é a divisão destes corpos: Corpos do desejo, Físico, etérico, emocional e mental. Corpos da Vontade ou superiores: Causal, Búdico e Nirvânico.
   Os corpos do desejo são receptáculos que nos fazem assimilar elementos para abastecer cada corpo inferior. Ao mesmo tempo, os corpos superiores possuem vontades que de certa forma vêm controlar os abusos que cometemos quando desejamos algo. Exemplificando; o corpo físico pode ingerir uma quantia de alimentos e ingerimos duas vezes mais. Então, tensões, desconfortos físicos aparecem causados pelo uso de desejos incorretos contra as leis do Dharma, da vontade correta. A vontade é uma energia imanente que vem do mais íntimo ser. É o nosso Dharma.

A Roda do Dharma.

   Tanto os corpos inferiores como os superiores estão em evolução. Ambos criam tensões em nossa consciência. Os inferiores quando seus desejos não são satisfeitos com correção, os superiores quando eles não conseguem controlar a qualidade dos desejos dos inferiores.
O corpo físico se abastece com alimentos, com posturas, repouso, atividades, prana, etc. Qualquer um destes abastecimentos não sendo satisfeitos podem nos causar tensões.
  O corpo etérico é o grande vitalizador. Vitaliza o físico com algo sutil, não tocável como sons perfumes e cores.
  O corpo emocional se abastece de relacionamentos afetivos e sociais. Sente, tensiona-se quando tais relacionamentos não estão corretos.  Respondendo positiva ou negativamente aos impactos emocionais dependendo do quanto já evoluímos. Impactos emocionais infantis pode nos tornar um infrator.
   Quanto ao corpo mental, ele se abastece de filosofias, doutrinas ou qualquer elemento cultural ou intelectual que o ajude a analisar os seus impactos emocionais.
Os três corpos superiores se abastecem com a sabedoria que possamos obter através do nosso viver, da tranquilidade e felicidade obtida, enfim da concretização do nosso Dharma individual.
  Nossas tensões aparecem com frequência nos nossos sonhos. Eles são como alertas acusando um desconforto, uma tensão num dos corpos. O corpo físico expressa em sonho o desconforto que está passando no momento do sono ou desequilíbrios que estão sendo vividos pelo corpo. Exemplificando: se durante o inverno o nosso pé ficando fora da coberta e esfria, podemos sonhar que estamos caminhando num campo de neve. Se a nossa alimentação não foi correta, se foi posta uma sobrecarga maior em nossa digestão se estamos dormindo com o pescoço muito curvo, se os nervos estão tensos por demasiada atividade diurna, tudo é motivo para que nos sonhos surjam estes desconfortos.
 O sonho do desconforto físico geralmente é o mais lembrado porque segundo o estudo esotérico dos corpos é o sonho mais perto da consciência física. Na medida em que as tensões são pertinentes aos corpos mais elevados, diz o esoterismo, o sonho tensional não é apreendido pela consciência física, não é lembrado.

Posições da Hatha yoga.

   Já o corpo etérico capta, percebe vibrações desconfortáveis no ambiente: Sons, perfumes etc. Percebe, por exemplo, o som de uma torneira pingando, de uma janela batendo. Podemos então forjar sonhos a partir de ruídos e perfumes fortes.
   Os sonhos pelos desconfortos do corpo emocional são frequentes. São causados pela sensibilidade demasiada a toda violência acontecendo em nossa sociedade. Também por remorsos pelos erros que fizemos, por acumulações de mágoas passadas. Tais sonhos geralmente nos levam a passado, sonhamos com pessoas falecidas que se relacionaram conosco.
   As tensões no corpo mental dizem respeito às preocupações futuras, inseguranças financeiras, mudanças repentinas de conceitos aos quais estamos apegados.
Nossos corpos superiores também elaboram sonhos porque assim como os inferiores, delatam nossas tensões, os superiores expressam a vontade divina, o Dharma individual de cada um de nós que não foram ainda concretizados. O corpo causal em seus sonhos retrata belezas futuras , a que nenhuma realidade se compara. O corpo Búdico é o plano intuitivo que nos leva ao nosso papel, ao nosso arquétipo individual. É o plano em que vive a consciência dos profetas. Nos sonhos do plano Nirvânico o sentimento é de paz e de identidade com o Todo, com o Samadhi, o repouso.
   As várias Yogas nos auxiliam a vencer as tensões. A Hatha Yoga ajuda o corpo físico, a Karma Yoga atua no corpo emocional, a Raja Yoga equilibra as tensões mentais, A Jnana Yoga nos leva a elaborar conceitos eternos, pacificando nossas tensões e os corpos búdicos e nirvânicos são auxiliados pela Bhakty Yoga através da devoção e da contemplação.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Palavras Esotéricas e seus Significados


CATÁBASE - Rito usado nas “Escolas de Mistérios Iniciatórios” onde o iniciado “descia aos infernos”, isto é: ao seu próprio inferno interior para eliminar as negatividades que ainda existisse no âmago de seu ser.

SEGUNDO NASCIMENTO - Estado em que ficava um iniciado após prolongados testes iniciatórios, atingindo uma ressurreição de consciência.

O FRUTO DO BEM E DO MAL - A maçã. Contem em seu interior um pentagrama. Tê-la em mãos, após iniciações, era receber o símbolo do homem perfeito.


O pentagrama dentro da maçã.

LIBAÇÃO -  Jogar na terra o restante de uma bebida ingerida, querendo dizer ao solo; “eis aqui Mãe terra o que consegui fazer com a riqueza que me destes”. Na Afro Brasileira este rito é chamado de “dar bebida ao santo”.

MÔNADA - A centelha divina, em nós. A primeira unidade de consciência colocada num ser. Fagulha que incorpora formas do reino mineral, vegetal, animal e humano num processo de involução, para depois retornar numa subida evolutiva, atingindo novamente a unidade.

O ANCIÃO DE UMA FACE SÓ - Representação de Deus, segundo antigos rabinos e filósofos caldeus. Teoria pela qual de Deus só vemos uma face apenas.

FILHO UNIGÊNITO - Primeiro átomo nascido num indivíduo, chamado de “átomo crístico” e trás em si o nosso modelo de perfeição. Quando um iniciado era considerado perfeito recebia o título de “Cristos” ou “filho unigênito” isto é: o primeiro nascido. A Igreja chama Jesus de unigênito porque recebeu este título.

ABLUÇÃO - Ato de lavar-se antes de praticar um rito ou entrar num local santo. Podendo ser a lavagem apenas dos pés, ou das mãos, ou do corpo todo.

ORÓBORO - Representa a volta de um ser à sua origem divina, simbolizada numa serpente que morde a sua própria cauda. Simboliza a unidade final entre Deus e o homem.

Oroboro, a serpente que morde a cauda.

CARMA - Efeito de um ação ou de uma soma total de ações passadas.

SAMADHI - O êxtase total de consciência que um místico pode atingir durante uma prática da meditação.

ÁRVORES DE JESSÉ - A genealogia do Cristo a partir de seu ancestral Jessé pai de Davi.

CHACRA - Palavra sânscrita que significa roda. Centros energéticos que vitalizam nossos corpos.

NIRVANA - A bem-aventurança total atingida pela eliminação de todos os erros quando alguém chega ao estado de Buda.

RELIGARE - Origem da palavra “religião”. União com o Sagrado.

ASCENSÃO - Estado atingido por indivíduos muito evoluídos que, tornando-se mestres espirituais, são chamados de Iluminados ou Ascensionados.

GUNAS - As três qualidades da matéria, isto é: energias que estão por trás de todos os nossos atos materiais. Em sânscrito são chamadas de Tamas, Satwa e Rajas.

MONTES SAGRADOS - Locais montanhosos onde se desenrolaram episódios religiosos ou milagrosos. São eles: Ararat, Moriá, Sinai, Carmelo, Tabor, Gólgota e Oliveiras.


Jesus meditando no Monte das Oliveiras.

ECTOPLASMA - Energia vinda do corpo vital (etérico) que propicia fenômenos de materializações.

BODHISATWAS - Seres ascencionados ou Avatares que se dedicam a reforma espiritual dos homens. Muito citados no Budismo Mahayana.

CONSAGRAÇÃO - Transmissão de energias sagradas a objetos, através de ritos, objetos que servirão de defesa e proteção a necessitados, como se fazia na sagração das armas e utensílios dos cavaleiros medievais.

DHARMA - Lei espiritual. Força que nos chama a cumprir as vontades divinas e que entram em confronto com nossos desejos materiais.

CORDÃO DE PRATA - Fia de luz que liga o Eu Real ao Eu inferior a partir do chacra pituitário. É também conhecido como “Fio Aka”.

ALGÓIDES - Aura humana original ainda não trabalhada, também chamada de “Ovo Áurico”. Quando já trabalhada, torna-se o chamado “Momentum”. Reserva colorida de conhecimentos internos que podemos ascensar em  necessidades.

SHAMBALA - Local místico situado ,segundo a mitologia budista, nas redondezas do Tibete, frequentado por homens muito evoluídos que preparam ali um futuro reino universal de muita paz e bem-aventurança.

ÁGUA BENTA  - Água santificada por energias divinas, usadas em várias religiões. A Igreja a usa em ritos batismais e em pias de abluções manuais na entrada de seus templos. No Candomblé, é chamada de “água de Oxalá” com a qual se lavam pedras e fazem ritos purificadores. Na Índia é chamada de Prakti, a raiz da vida.

HIPERBÓREOS - Segundo a mitologia grega ,uma terra paradisíaca situada além dos gelados ventos boreais , onde viviam homens de grande sabedoria.

OLHO QUE TUDO VÊ - A visão superior que ultrapassa tempo e espaço. Símbolo da clarividência também chamado de “Terceira Visão”. Na Índia o chamam de “Olho de Shiva”.

SABÁ - Ritual onde se reuniam feiticeiras na noite de sábado, liderado pela presença diabólica de um bode negro.

Sabá das feiticeiras do pintor espanhol Goya.

SARÇA ARDENTE - A manifestação de Deus em um determinado local em forma de fogo, apenas vista por um iluminado, como foi o caso de Moisés no Monte Sinai.

ZUMBI - Superstição de um fantasma que, segundo a afro brasileira e as crenças haitianas, vaga sem rumo, durante as noites, por locais ermos.

CURUPIRA -. Entidade que tem os pés virados às avessas, e amedronta os homens amazônicos por seus assobios estridentes, mas que é um grande protetor da floresta.

CAMARINHA - Local fechado onde ficam isoladas iniciantes religiosas durante seu aprendizado, seja na Afro Brasileira, seja em outros ritos.

RESSURREIÇÃO - Termo muito contravertido. É visto tanto como um ressurgimento não só do espírito, mas também do corpo, como apenas uma ressurreição de consciência.

HIDROMEL - Mistura de água e mel, tanto para o antigos Celtas como para tribos africanas é visto como a bebida dos deuses. Seu uso leva à participação nos conhecimentos divinos.

sábado, 17 de junho de 2017

A Grande Fraternidade Branca


Temos como fonte para o conhecimento da “Grande Fraternidade Branca“, grupo muito estudada pelas organizações esotéricas, também chamadas de “Loja Branca”, os arquivos ocultistas, que são relatos de vários povos, muito coincidentes, apesar da distância que tivessem entre si. Também escritos em obras de escolas iniciáticas como Teosofia, Rosa Cruz, Gnose e outras em atividade atualmente.
   É-nos contado que pelo tempo da raça lemuriana, a terceira raça a se estabelecer no planeta, segundo o Ocultismo, com os homens nos primórdios da sua evolução, estes eram guiados por seres de Luz chamados Senhores da Chama. Quando estive no Peru, observei que muitos nativos peruanos guardam esta tradição.

Os Sete Mestres da Grande Fraternidade Branca.

    Teria vindo depois o momento adâmico onde os homens estariam prontos a receberem o livre arbítrio passando a agir por eles mesmos. Provariam da árvore do conhecimento, isto é, o bem e o mal, passando a discernir por conta própria. Vieram depois as suas transgressões causadoras da época diluviana, quando então surgem o sistema avatárico e a Grande Fraternidade Branca.
    O Avatar é aquele ser que ajudará o homem, especificamente na entrada de novos ciclos que vão passar. A palavra Avatar vem de “Ava” que significa o mais velho, o ancião, o mais experiente. “Tara” significa aquele que desce para ensinar. Um exemplo de Avatar seria o Sr. Maytréia.
    A Grande Fraternidade Branca criou um sistema hierárquico onde no topo está um ser chamado Sanata Kumara, depois o Maha Choan (grande senhor). Cada um deles liderando um trabalho em prol da humanidade. Tais seres mandam suas energias para os Manús. Estes são os patriarcas, os heróis civilizadores que dão o seu genes para contribuir para os corpos dos homens que irão formar novas raças e novos agrupamentos  de países. Como exemplo de Manús ,temos Noé, Abraão, Manco Capac etc.
    Tais Manus pertencem ao 1º raio do líder condutor de povos.   A Grande Loja branca conta ainda com os bodhisatwas , instrutores do Budismo ,que passam os princípios divinos para os homens. Exemplo de um instrutor é Jesus, também o mestre kuthumi, Nesta categoria estaria o Iman Madi esperado pelos islâmicos. Trabalham em Iniciações, preparando discípulos que se dedicarão depois a passar ensinamentos. Pertencem todos estes ao 2º raio, o da instrução.
    O Maha Choan envia sua energia para os senhores dos outros cinco raios: (social, arte, ciência, união e liberdade). Tais raios são chamados por isso “A mão do Maha Choan” . Os senhores dos raios são numerosos e a maioria deles estão encarnados. Porém, geralmente trabalha-se apenas com sete deles para maior facilidade nossa.
    Cada mestre representando uma energia, forma junto aos agrupamentos de seguidores uma egrégora de energia mental que lhe corresponda em características e propósitos.  Se a característica do Mestre e a característica do grupo for, por exemplo, a Fé, uma forte egrégora energética deste tipo será criada no local de reunião, abençoando a sua redondeza.

As Sete Chamas e a Santíssima Trindade.

Quanto aos sete mestres com os quais trabalhamos, o do primeiro raio é o mestre Morya, o poder da liderança política e militar. Suas discípulas mais conhecidas foram Annie Besant e Helena Blavatski. É auxiliado pelo arcanjo Miguel.
    A Iniciação de discípulos está a cargo do mestre kuthumi do 2º raio. Sua primeira aparição conhecida foi como um persa conhecido como “O kromata” que significa “O Iluminado”. Seu auxiliar angélico é o anjo Jofiel.
    Temos depois o mestre Venesiano , do 3º raio. Segue-se o mestre Serapis, grande inspirador dos artistas. Hilarion é o mestre da Ciência Geralmente seus discípulos são pouco místicos, pela necessidade de se fixarem em coisas comprováveis. Dedica-se a todos os ramos científicos.
    Jesus é o príncipe da paz, da união e é auxiliado pela mestra Nada. Faz parte do 6º raio. Cedeu seu corpo para a manifestação do Cristo Maytréia, na Palestina. Tem como anjo auxiliar , Uriel.
    Finalmente conta-se com o mestre do cerimonial e da liberdade, Saint Germain. Sua vida é muito ligada à história da Sociedade Rosa Cruz. Conta-se que no século XIII aparece um grupo de sábios que educam um rapaz superdotado que morreu muito jovem Esse rapaz ficaria sendo o vórtice espiritual de energia que abasteceria um movimento que nasceria um século depois com Cristian Rosenkreutz e funda a Sociedade Rosa Cruz. Segue o mesmo indivíduo se reencarnando e no séc. XVIII ele aparece no leste da Europa na família Rakovizk e com o título de Saint Germain vai conviver na corte de Luís XV.
    Aqui vai a nacionalidade de alguns mestres: Maytréia é da raça celta; Kuthumi é um brâmane de Cachemira; Morya é de Rapjut; Hilarion é grego; Saint Germain é do leste europeu; Serapis é grego; Venesiano é italiano.

sábado, 27 de maio de 2017

A Evolução Angélica

Anjo transfigurado em nuvem...

 A ideia de anjos foi muito comum na Antiguidade, mas atualmente quase desapareceu. A Teurgia, que é a comunicação entre homens e anjos enfraqueceu-se e conserva-se apenas nas tradições religiosas e para a maioria das pessoas a ideia de anjos não passa de uma fantasia. Explica-nos Geoffrey Hudson, grande escritor espiritualista, que a quinta raça ariana (a nossa) veio com a finalidade de desenvolver a mente concreta, aquela que gera a tecnologia, importante ao progresso da humanidade. A mente da nossa raça se fortificou se materializou muito e o percebimento de anjos, que é relativo ao nosso corpo emocional, quase desapareceu.
Arcanjo Gabriel na anunciação à Virgem Maria.
  Na Teurgia, nossa mente descortina um mundo invisível, se abre para seres de corpos astrais. Quando falo aqui corpos astrais não me refiro ao mundo dos desencarnados, mas ao mundo dos anjos.
Falemos sobre a evolução angélica: Após as mônadas, nossas unidades de consciência, terem sido envolvidas em substâncias elementais chegamos a ser um mineral. Quando chegamos a este reino mineral, houve uma bifurcação onde para um lado mônadas seguiram para a evolução humana e outras seguiram para a evolução angélica. Criou-se duas evoluções paralelas, uma desenvolvendo um homem outra um anjo. Então, a evolução de um anjo de princípio foi igual a nossa, mas depois não chegaram eles a ter a forma de um minério, de um vegetal, nem de um animal como teria o homem. O homem então nunca foi um anjo, nem o anjo nunca foi um homem, assim nos ensina o esoterismo.


Arcanjo Miguel atacando nossos
baixos instintos.
   Estas duas evoluções, humana e angélica, apesar de serem paralelas, continuam ligadas, uma vez que a evolução de um anjo depende do auxílio que ele dará ao homem e ao seu habitat. Eles são chamados de “mensageiros”, pois nos trazem energias divinas.
O nome de todos os anjos tem a terminação em “El“ que significa "divino”. Assim temos Miguel, Gabriel, Samuel, Rafael, etc.
 Os anjos geralmente atuam nos setores humanos que desenvolvemos. Assim, temos anjos da cura, anjos da arte, anjos da ciência. Com a grande potência de seus corpos astrais (emocionais), nos dão forças emocionais para atuarmos nestas áreas.
   O esoterismo afirma que ao iniciar sua evolução os anjos têm corpos visíveis tanto no mar sendo peixes, corais, algas, como no solo, sendo lagartas, borboletas, pássaros. Esta é, sem dúvida, um dos setores que mais surge como algo fantasioso ao descrente de anjos, pois pensar em um pássaro tornando-se um ser alado como um anjo lhes parece bastante imaginoso.
 Depois deste patamar evolutivo, os futuros anjos serão seres como gnomos, fadas, aqueles que chamamos de “Seres da Natureza”.  Para nós invisíveis, mas que muitos habitantes contínuos do campo dizem enxergar. Finalmente, um dia atingirão a categoria de um anjo e de um arcanjo.
  As antigas lendas celtas irlandesas afirmavam que os anjos não envelhecem e contavam então esta história:
  Oisin era um rapaz da tribo irlandesa pagã dos Fianna. Sempre desejou ultrapassar a fronteira entre o mundo dos homens para ir ao mundo da eterna juventude dos anjos.


O arcanjo Rafael curando a cegueira
do pai de Tobias (personagem bíblico)...
  Conseguiu chegar lá e durante séculos permaneceu ali com um corpo jovem. Mas um dia teve saudade da sua Irlanda e desejou visita-la. Porém, foi advertido pelos anjos de que lá havia o envelhecimento.  Para auxilia-lo, os anjos lhe deram um cavalo lhe dizendo que jamais  o desmontasse lá no mundo dos homens , pois aquele cavalo seria a sua ligação com a terra da juventude dos anjos.
 Chegando à Irlanda, viu que sua tribo pagã não mais existia; que o Cristianismo imperava ali. Um dia, viu um grupo de homens querendo colocar o alicerce de uma igreja sem conseguir levantar as pedras que o ergueriam. Como ouvira sempre os anjos dizer que se devia auxiliar os homens , quis então ajuda-los. Só que não podia desmontar do cavalo. Tentou então levantar a tal pedra com o pé. Com o esforço, a sela do cavalo rompeu, e ele caiu no chão. Quando tocou o solo, seu corpo encarquilhou-se, envelheceu repentinamente demonstrando todos os séculos que Oisin tinha de vida. Oisin tornou-se o homem mais velho que já existiu. Ciente porém, de que cada uma destas duas evoluções têm a sua própria lei.

Involução, Evolução e Reino Elemental

Involução

Quando foram criadas as mônadas, centelhas de Deus Absoluto, poderíamos chama-las de “Unidades de Consciência”. Essas unidades foram envoltas cada uma em três substâncias, como capas, chamadas de primeira substância Elemental, segunda substância elemental e terceira substância elemental.
Receberiam estas três substâncias o nome de “Reino Elemental”. São substâncias invisíveis, que propiciará à centelha expressar-se depois na forma visível de um mineral.
A este processo de nossa origem desde a criação das nossas mônada até chegarmos a ser um mineral, o esoterismo chama então de “Involução”.
A Involução resulta então em sermos seres constituídos por consciência e forma.

Evolução

É o desenvolvimento das potências da nossa centelha divina, da nossa consciência. Para que o seu desenvolvimento se dê, será necessário que as formas nas quais o manifestará, se modifiquem continuamente, recebendo formas visíveis do reino mineral, depois do vegetal, depois do animal e finalmente do reino humano.
Em cada um dos reinos por onde passamos, nossa formas vão se aprimorando mais em seus sentidos, sensibilidade e entendimentos, a fim de servir melhor à consciência que está se desenvolvendo em cada um deles. Dentro do nosso próprio reino, o humano, passamos por todas as formas estudadas pelos antropologistas desde o mais primitivo hominídeo.

Reunião de Gnomos, seres elementais da terra...

Ao desenvolvimento da consciência chamamos “Evolução”. Lembrando sempre que  estas manifestações das formas, de reino para reino, é o que possibilita e facilita nossa consciência  a expressar-se cada vez melhor.
Não existe a possibilidade de voltarmos a um reino pelo qual já passamos, pois a lei do desenvolvimento da nossa mônada é a Evolução, à volta já plenamente realizada à Divindade. Retornarmos à casa paterna como bem nos diz a” Parábola do Filho Pródigo”.

Reino elemental

  As substâncias ou essências elementais são eternas. Elas mantêm a forma corporal do homem durante o seu viver, até após a sua morte e cria novos corpos. Exemplificando: Se ferimos uma perna, a essência elemental tentará cicatrizar o local atingido, para manter a integridade corporal. Na hora da morte a substância elemental a que chamamos de “Elemental do Desejo” tenta manter a forma viva através de emoções, do corpo astral (emocional) do indivíduo.
   Depois da morte física, esta substância conservará uma forma astral e depois da chamada “segunda morte”, dará ao indivíduo uma forma mais sutil. Acompanhará também o desenvolvimento corporal de um feto até que a reencarnação do indivíduo se dê.

Elementais artificiais

   Como o homem possui uma parte mental criativa, ele é também um construtor de formas mentais. Manipula a sua própria substância elemental criando formas-pensamentos, que podem ter duração muito fugaz ou muito duradoura, dependendo de quanto o homem mantenha a sua força mental sobre elas. Tais formas não são eternas porque a mente do homem não é eterna, por isto as chamamos de elementais artificiais. Se a concentração mental sobre elas pararem elas se desintegrarão.

Fadas, seres elementais do ar...

   Tomando como exemplo a figura do Diabo, podemos dizer que se trata de um elemental artificial. O pensamento religioso tem mantido esta figura por séculos, sendo dado a ela um sentido de mal. Ela tornou-se uma forma-pensamento, um vórtice de energia maléfica a nos prejudicar. Um dia, porém, quando deixarmos de pensar nesta figura e não mais inclui-la em nossas tradições religiosas, ela se extinguirá. A sua criação veio, na verdade, da tendência de nossa mente objetiva de ver tudo pelo prisma humano da dualidade. Sempre temos de opor ao Bem o Mal. Quando nossa mente abstrata, superior, que tende à unidade, estiver desenvolvida venceremos esta ideia de dualidade.
   O mundo esotérico nos fala também de elementais artificiais chamados de “Veladores Silenciosos”. São formas pensamentos que sustentam ideias benéficas para um lar, um agrupamento etc. Então, podemos conscientemente criar uma forma–pensamento como um vórtice de energia benfazeja para determinado local, que ficará ali nos protegendo. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

As Egrégoras e a Unicidade Entre os Seres


Uma egrégora religiosa.
Pequenos grupos formam uma espécie de unicidade, juntando pessoas que desenvolvem tipos de energias, de entusiasmos e intenções comuns a todas.  A essa junção de energias semelhantes, damos o nome de egrégoras. Vemos também pessoas que embora separadas fisicamente vivendo até à distâncias, desenvolvem características semelhantes, formando egrégoras que até marcam certos períodos históricos com suas qualidades comuns para o desenvolvimento da humanidade.
   O século V e VI AC. foi de intensa atividade espiritual. Neles, formando uma grande unicidade surgiram Lao Tsé, e Confúcio na China, Zoroastro na Pérsia, Buda na Índia, Pitágoras, os filósofos gregos. O mundo se enriquece com grandes pensadores.
   No sec. XIII vimos a união dos arquitetos da Maçonaria e da ordem Templária enchendo a Europa com as esplêndidas catedrais góticas formando a grande egrégora de uma arte absolutamente nova.
     Mais tarde, tivemos o grande salto da Renascença com seu grupo de luminares da Pintura e da Escultura: Leonardo Da Vinci, Miguel Ângelo ,Rafael, Ticiano e tantos outros a sobressaírem-se com tendências artísticas semelhantes entre todas as atividades humanas.
   Porém, os Séculos XV e XVI se notabilizam também pela presença de homens intrépidos, audaciosos e aventureiros responsáveis que foram pelas longas e perigosas navegações.
   Veremos chegar depois os enormes avanços científicos, Copérnico, Newton, Kleper e tantos outros faziam dos séculos XVI e XVII a grande egrégora das ciências exatas.    
 Seguiu depois a vinda de geniais musicistas destacados entre o período de XVIII e XIX. Tivemos Mozart, Chopin, Beethoven, Schubert, Strauss e muitos outros.
Mozart, componente de uma
egrégora de musicistas. 
  A época rica em espiritualidade chegou novamente em nossa modernidade com Annie Besant, Helena Blavatsky, Alice Bailey, Rudolf Steiner, Dion Fortune, Krishnamurti formando todos eles em seu total uma egrégora que orienta com suas ideias esotéricas grandes grupos.
   Hoje, ficamos deprimidos quando a televisão, nosso maior meio de comunicação, nos despeja uma avalanche de notícias aterradoras, de violências, corrupções e guerras, que necessitamos realmente estar a par, mas dando pouca ênfase as coisas boas acontecendo no mundo. Para nos mantermos equilibrados, necessitamos ouvir o Cristo ,quando em meio a toda opressão em que vivia a Judéia de sua época, pedia a seus discípulos que não perdessem a visão das coisas belas. Assim dizia-lhes: “Olhai os lírios do campo, nem Salomão em toda sua grandeza vestiu-se com tanto esplendor”.
  Hoje, novamente uma grande egrégora de cientistas trabalham incansavelmente, com um espírito de humanidade muito desenvolvido, para que o mundo progrida, para sanar males. Envolvidos que estamos em tanta adversidade, deixamos de notar que vivemos sim hoje uma grande unicidade entre seres desprendidos que pesquisam nos campos da Biologia, Astronomia, Medicina, Perícia Forense, Física e tantos outros; e que paralelamente a isso existe também uma grande busca por espiritualidade. Confiemos então que um notável período de paz e fraternidade logo virá.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A Trindade Sagrada

A simbologia da Trindade é uma das primeiras tentativas de entender a estruturação da natureza, do homem e do universo. Assim, vemos no antigo Egito o culto de Osíris, Ísis e Hórus, voltado à força da Trindade em relação à natureza. Hórus era a germinação que o pai Osíris, (o rio) fazia brotar nas suas margens (a mãe Ísis). Hórus era o fruto do casamento místico de Osíris e Ísis, do rio com a terra. Tríada de pai, mãe e filho que era a própria vida, a alimentação e a sobrevivência do Egito.

A trindade egípcia.

    Na Índia, a Trindade cultuada era voltada também para a natureza, mas também para os ciclos da existência humana. Era o nascer, o manter-se e o destruir-se da natureza e do homem: Brahma, Vishnu e Shiva. Shiva era o destruidor, liricamente descrito assim: ”Shiva é a força que faz a folha cair”, finaliza os ciclos, destruindo a criação para que novo ciclo criativo tenha início. Tais ciclos eram o próprio princípio da reencarnação do Bramanismo: Nascer, morrer e renascer se repetindo em ciclos contínuos.

A trindade indiana.

    A Árvore Cabalística judaica foi tida como herética durante muitos séculos própria ortodoxia judaica. Guardou-se, porém dela uma tradição que foi passada ao Cristianismo. Quando hoje numa igreja cristã afirmamos: “Tu és o reino ,o Poder e a Glória “ não imaginamos que repetimos a tríada que na base da “Arvore cabalística” sustentava o homem, e o universo, conforme pensavam os religiosos da arcaica região da Caldéia.
    As Escolas Pitagóricas no terceiro século antes de Cristo eram voltadas à parte psicológica do homem. Viam nele uma Trindade de Percepção, Razão e Intuição. Percebemos as coisas ao nosso redor com nossos sentidos, as analisamos com a nossa mente racional, concreta, mas às vezes o nosso raciocínio erra. Só acertamos quando usamos a mente intuitiva abstrata.
    A mente concreta é aquela que causa os fenômenos psíquicos. Como exemplo a Telepatia. Alguém pensa em nos visitar e podemos eventualmente ver seu pensamento, seja em sonhos ou visões. Já a mente abstrata, traz nossas intuições não de algo externo, mas do nosso interior, do nosso Eu Superior. A intuição nos leva à causa real das coisas e também a um futuro por acontecer. Pode nos preparar para momentos que iremos viver, sem termos qualquer imagem ou ideia antecipada do que serão.
    Nos primeiros séculos da era cristã, a Igreja, que estava em formação, preocupava-se com o interesse que grupos esotéricos mostravam pela Trindade. Para que se calassem, a Igreja estabeleceu o Dogma da Santíssima Trindade. Em sendo dogma, era proibida de ser estudada. A Igreja assim fechou durante séculos este estudo sob ameaça de considerar herege a quem se aventurasse a fazê-lo. O Dogma dizia: “Jesus é três pessoas distintas num só Deus verdadeiro”. Para a Igreja incomodava que a teoria da Trindade estudada por esotéricos dissesse apenas que Jesus era corpo, alma e espírito como todos nós, um homem, enfim. Que estivessem a explicar que três pessoas distintas eram aquelas citadas no dogma.
    Quando outros dogmas vieram (como o da Virgindade de Maria e o da Sua Ascensão) a Igreja limitou e determinou seu próprio papel, aquele que teria para sempre: Não seria jamais a explicadora de simbologias e princípios divinos, mas ficaria no papel de guardadora de símbolos, com os quais enriqueceria os seus templos. Na verdade, o interior de uma igreja cristã é uma mina, um manancial de símbolos. Mas jamais serão por ela explicados, limitada que está, pelos seus próprios dogmas.
    Deixou com isso de auxiliar seus fieis a chegarem à profundidade de consciência que a interpretação de símbolos lhes dá. Porém, tudo está certo. Não julguemos a Igreja, pois todos temos um papel a cumprir e o da Igreja será sempre aquele tão importante de reunir, guardar e não deixar que se percam símbolos.

A Trindade cristã.

    Para nosso contato com o Absoluto, para o nosso Religare, contamos com uma Trindade de abordagens religiosas, com três principais correntes e práticas religiosas: A indiana, a cristã e a egípcia.
    A indiana conduz o homem pela mística. Quer anular a personalidade ,o ego, para captar a essência do Pai. Refere-se à primeira pessoa da Trindade. Existe nela um perigo: A alienação. Alienarmos-nos de interesses materiais que são afinal importantes, pois Deus está em toda a parte. Conta-nos o budismo Zen que, ao estabelecer-se, ele procurou fazer um equilíbrio entre o budismo indiano e o japonês, pois enquanto o indiano não dá a mínima importância ao ambiente que o rodeia , o japonês, como um amante da beleza que é, procura sempre enchê-lo dela, sendo que na mais humilde casa um ou outro aspecto da beleza sempre estará presente.
    A linha cristã traz como marca o relacionamento de um homem para com outro homem. Sua finalidade é o ”Amai-vos uns aos outros” da doutrina da segunda pessoa da Trindade: O Filho. Porém, nela também estamos expostos a um perigo: O demasiado rigor. Isto porque o Cristianismo é originário do rigorismo da disciplina mosaica. Quando bifurcou para o Islamismo, tornou-se de um rigor intensificado. Porém, aqui no ocidente temos linhas cristãs que para respeitar e apreciar alguém, lhe impõe mudanças de costumes e hábitos em matéria de vestuários, cortes de cabelo, frequência em festas, etc. Isso ,afinal, não condiz com o verdadeiro “Amai-vos uns aos outros”, pois este independe de costumes. Tanto faz que estejamos de burca ou num sári indiano ou num jeans americano, o costume é o que menos importa, só o amor entre indivíduos vale.
    Finalmente, temos a corrente egípcia, que é mágica. Nela, o homem se sente usufrutuário das forças da natureza. Usa amuletos, sortilégios, cristais, ervas. É atraído pelos grandes mistérios do mundo físico, pelas suas forças curativas. É o Espírito Santo, 3ª pessoa da trindade que o habilitará a ser um mago. Seu perigo será a despreocupação com o próprio comportamento, confiando que poderá sempre resolver suas dificuldades através apenas da magia. Como exemplo, temos num ritual (uma magia na qual se usa perfumes , cores, sons, elementos do mundo físico) quando seria necessário o equilibrarmos com a 2ª pessoa da Trindade, com o comportamento , o amor na atividade cotidiana, e nem sempre isto é feito.
    A partir do séc. XIX novas escolas espiritualistas as chamadas modernas, nos trouxeram o estudo da Trindade. Aparece a russa Helena Blavatsky relacionando-as aos três raios básicos do prisma solar. O raio azul, o amarelo e o vermelho. Também a brasileira de pseudônimo Chiang Sing, difunde entre nós este estudo. Ambas citam também as três consciências superiores de Vontade, Sabedoria e Amor que correspondem à consciência do nosso Atma, da nossa consciência Búdica e da nossa consciência de Manas respectivamente. Ambas falam ainda dos mestres ascensionados  que nos auxiliam no desenvolvimento destas consciências.
   Diferenciamo-nos uns dos outros devido a diferença como estas potências atuam em nós.
 Os três raios de Vontade, Sabedoria e Amor formam juntos o que o espiritualista chama de “Raio Egoico de nossa Mônada” Em cada um de nós temos um deles dominante, outro secundário e outro como terciário. Isto é, cada um de nós, os temos em combinações diferentes que poderiam ser assim ilustrados:


A chama trina, os três raios.



 1 V. S. A.   dominante, secundário, terciário.
 2 V.A. S.     dom.             sec.      terc.
 3 S. V.A         “                 “          “
 4 A.V.S          ”                 “          “
 5 A.S.V.         “                 “          “
 6 S .A.V.        “                 “          “
 7  V.S.A   Todos dominantes,  pelo equilíbrio de alguém que já atingiu  a perfeição.                              
    Porém, temos também o que chamamos de “Raio Encarnatório”. Pois alguém pode ter como seu raio egoico, dominante, a Vontade e numa encarnação estar desenvolvendo o seu secundário ou seja desenvolvendo a Sabedoria, ou o Amor que poderão  estar sendo apurados como prioridades.
    Estes conhecimentos são curiosidades intelectuais para melhor nos conhecermos, porém, o mais importante para nós é usarmos estas consciências no nosso cotidiano obedecendo a esta sequência ao fazermos os nossos atos inicia-los sempre por uma forte Vontade, depois discerni-los para fazê-los com sabedoria e por fim realmente concretiza-los que é o amor posto em atividade.
    Só assim nossos atos estarão perfeitos. Observamos também se não estamos usando demasiadamente um dos três raios em detrimento dos outros, para que  o equilíbrio seja alcançado.
No uso da magia com as três cores do prisma solar, não se trata de crer ou não crer na teoria benéfica de seu uso, mas sim de um sentir. Sentir que não somos seres soltos no universo, sem qualquer envolvimento com ele. Mas por estarmos assimilando a força de um astro (no caso o sol) nos sentirmos parte do todo universal, sentimento que é própria razão do Religare, da ligação ao Absoluto, a Deus.